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Formas de Ganhar Batalhas…
O Exemplo Alemão…
Com os devidos cuidados de não generalização, a gravidez na adolescência é uma situação que acarreta um conjunto de situações problemáticas. É o interromper (ou mesmo o terminar) de um percurso escolar, promovendo situações futuras de dificuldades de integração profissional ou, no mínimo, de emprego precário. São (diversas vezes) as dificuldades na educação das crianças, tendo em conta a falta de “preparação” para este novo papel, promovido pela dificuldade que estes pais (em muitos casos apenas as mães) têm em receber apoio.
É esta a ideia de governo alemão ao avançar com uma nova política social que pretende atribuir uma baixa de maternidade (assim traduz a Lusa) para as avós de crianças cujos pais ainda não tenham atingido a maioridade, para que possam apoiar os filhos na educação dos netos, promovendo a continuidade da frequência escolar dos pais. Para tal, esta baixa de maternidade terá uma duração máxima de três anos.
Acredito que esta medida possa ter ainda “resultados secundários positivos” relativamente a uma questão que foi tema de debate em Portugal no ano transacto. A Interrupção Voluntária da Gravidez, cujos números poderiam baixar com políticas deste género.
Assim, também, se promove a educação e o desenvolvimento integral das crianças…
Quiz…
Um dos primeiros grandes debates políticos que vão ocorrer em 2008 será, sem dúvida, a submissão (ou não) a referendo do tratado de Lisboa.
Dando um pontapé de saída sobre este assunto, lanço três questões:
- Quem é o autor do texto que transcrevo de seguida?
- Que responsabilidades terá o mesmo na ocorrência ou não do referendo?
- Será que a pessoa em causa mudou de opinião?
Pronunciei-me claramente contra a ideia de submeter a referendo popular o Tratado da União Europeia. Não só porque a Constituição não o permitia, mas também porque a adesão do país às Comunidades Europeias, em 1985, e a posterior alteração do tratado, realizada pelo Acto Único Europeu, não tinham sido objecto de referendo. […] os nossos parceiros não deixariam de se interrogar sobre o porquê do referendo, quando antes não tinha sido feito. Um eventual voto negativo podia ser interpretado como um “não” à permanência de Portugal nas Comunidades Europeias […].Para além de tudo isto, eu achava que, em matéria de referendos, sabe-se como começam, mas não como acabam. O resultado pode ser enviesado, pelo facto dos eleitores descurarem a matéria específica em causa e utilizarem o seu voto por razões de política interna. Acrescia que o novo Tratado era um compromisso alcançado por doze países após longas negociações e, como tal, seria sempre possível encontrar nele coisas que agradavam menos a este ou àquele país. Um político demagógico podia agarrar num ponto menos positivo e, à volta dele, mobilizar os eleitores para votar “não”. […] Notei que um cartaz de propaganda [em Dublin, no dia em que tinha lugar o referendo sobre o Tratado da UNião Europeia] dizia: «Se você não sabe do que se trata, vote NÃO.»
Síndrome Felgueiras
McCann querem deixar de ser arguidos para voltar a Portugal.
Petição
Bem sei que a higiene e a salubridade são essenciais em qualquer espaço ao qual o público tenha acesso. Bem sei que tem de haver autoridade e regras definidas quanto à vigilância dos espaços que vendem e servem produtos alimentares.
Daí até à actual ditadura higienista que estamos a viver, em boa parte provinda dos desmandos intromissivos de Bruxelas e executados para lá de qualquer contemplação ou flexibilidade pela “polícia” ASAE, vai um grande passo.
Há negócios de economias familiares que têm vindo a encerrar – fazendo crescer os números do desemprego e diminuindo os da contribuição fiscal – locais que faziam parte da tradição de determinadas regiões que deixaram de existir e toda uma cultura gastronómica e de modo de estar que deste modo vai desaparecendo. Em troca temos cada vez mais uma alimentação “empacotada” numa vida “empacotada” situada em condomínios “empacotados” em edifícios atentatórios a qualquer noção de estética, para onde nos deslocamos “empacotados” no utilitário ou “ensardinhados” nos transportes públicos disponíveis.
Podem acusar-me de saudosista e nostálgico, pois terão alguma razão nessa acusação. Para aqueles que comigo estiverem sintonizados apelo à assinatura desta petição.
Bem hajam!
O Tratado de Lisboa
Assinou-se hoje o Tratado Reformador de Lisboa da União Europeia.
Concordo, porque defendo este tratado, que devia ser para os portugueses um motivo de orgulho o mesmo ter sido assinado em Portugal e ter no seu nome, o nome de uma cidade nacional.
Ao ouvir as notícias de manhã, fiquei a saber que, como comemoração deste acto, o metro ia ser gratuito e a entrada em alguns museus também. Pensei: não é mesmo uma má ideia. Vou estacionar o carro, apanho o metro para o emprego, mas antes vou visitar um museu.
Contudo, verifiquei que afinal, o metro não era gratuito e que se pagava para entrar nos museus…
Voltei para o carro e, em transporte privado, atravessei a ponte do Freixo para Vila Nova de Gaia… É que, afinal, o motivo de orgulho para Portugal é para ser comemorado apenas em Lisboa…
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