Ilustra bem o tipo de 'democracia' que a seita PTista e seus acólitos pregam 'neztepaiz'.
Não faço idéia de quem seja a figura que escreveu o texto (diz-se jornalista de esquerda), mas respondo com breves considerações...
Nem vou me estender muito, embora pudesse ficar aqui argumentando com dados e fatos contra as opiniões estapafúrdias do autor do texto... mas vejamos, numa análise rápida:
A bobagem fenomenal de um artigo de Rui Martins...
Quer dizer então que um tal Rui Martins acha lícito um governo usar DINHEIRO PÚBLICO pra fazer controle ideológico??
A propaganda governamental existe para fins INSTITUCIONAIS, como campanhas de vacinação, por exemplo, entre outras informações importantes, de interesse público (e isto não está sendo cumprido, muito pelo contrário).
Retirar 'publicidade' de veículos que tem grande alcance de público para financiar jornalecos 'de esquerda' é um dos maiores absurdos que já se leu.
Até porque essa mesma 'propaganda' tem servido mais a propósitos ideológicos do que institucionais. Esses mesmos 'jornalões', que alguns desatinados ridiculamente chamam de PIG, estão amplamente aparelhados com penas de aluguel. Excetuando alguns editoriais, a maioria das notícias não passam de press release oficiais, distorcendo os fatos e maquiando verdades que consideram inconvenientes.
Não podendo utilizar-se abertamente da CENSURA (na antiga interpretação do conceito, fosse a censura algo a considerar-se 'normal') , aplicam bilhões de reais, anuais, INDEVIDAMENTE, com propaganda tecendo LOAS ao próprio governo, e, pior, fazendo um controle velado do que é publicado, indiretamente COMPRANDO a 'opinião publicada'.
Patrulhar e pautar a INFORMAÇÃO - que deveria ser livre e estar ao alcance de todos - é mau uso das atribuições do Estado e totalitarismo, ou melhor dizendo: Fascismo.
Outra grande bobagem do artigo é essa papagaiada de 'direita'.
Esta semana tivemos um exemplo concreto de que tipo de pessoas 'eÇagenti' tão 'democrática' se alia.
Quem veio à público defender o 'legado' de Lula e atacar a imprensa?
Nada menos do que Delfim Netto, um dos ranços da ditadura, que assinou.. o AI-5
O governo do PT financia SIM a 'direita' venal, ao aliar-se ao pior do coronelismo como Sarney, Renan, Maluf e outras figuras execráveis. Financia grandes montadoras e empreiteiras dando-lhes isenção de impostos e favores 'como nunca antes neste país'. Favorece os banqueiros e donos do dinheiro nacional e internacional.
Tudo isso a título de alardear uma suposta 'esquerda' que nada mais quer do que se perpetuar no poder, às custas do dinheiro suado do pobre contribuinte - tirado compulsoriamente de seus bolsos com impostos escorchantes - , alguns inclusive que acreditaram - e foram ENGANADOS - no discurso mentiroso de uma quadrilha que se aboletou no 'pudê' e não quer sair nunca mais, não importa os malefícios que cause ao país e à República.
O Brasil ainda tem um alto índice de analfabetismo, pouca instrução, parca intelectualidade e baixa politização.
Mas os brasileiros, no geral, não são - e não gostam que os façam de - TROUXAS.
E quanto a jornais 'de esquerda', nem todo dinheiro do mundo fará que tenham bom alcance de público enquanto continuarem a escrever sandices e alucinações do tipo que se lê no texto citado, transcrito abaixo.
O governo financia a direita
Rui Martins
Berna (Suiça) - Daqui de longe, vendo o tumulto provocado com o processo Mensalão e a grande imprensa assanhada, me parece assistir a um show de hospício, no qual os réus e suspeitos financiam seus acusadores. O Brasil padece de sadomasoquismo, mas quem bate sempre é a direita e quem chora e geme é a esquerda.
Não vou sequer falar do Mensalão, em si mesmo, porque aqui na Suíça, país considerado dos mais honestos politicamente, ninguém entende o que se passa no Brasil. Pela simples razão de que os suíços têm seu Mensalão, perfeitamente legal e integrado na estrutura política do país.
Cada deputado ou senador eleito é imediatamente contatado por bancos, laboratórios farmacêuticos, seguradoras, investidores e outros grupos para fazer parte do conselho de administração, mediante um régio pagamento mensal. Um antigo presidente da Câmara dos deputados, Peter Hess, era vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças e faturava cerca de meio-milhão de dólares mensais.
Com tal generosidade, na verdade uma versão helvética do Mensalão, os grupos econômicos que governam a Suíça têm assegurada a vitória dos seus projetos de lei e a derrota das propostas indesejáveis. E nunca houve uma grita geral da imprensa suíça contra esse tipo de controle e colonização do parlamento suíço.
Por que me parece masoca a esquerda brasileira e nisso incluo a presidente Dilma Rousseff e o PT? Porque parecem gozar com as chicotadas desmoralizantes desferidas pelos rebotalhos da grande imprensa. Pelo menos é essa minha impressão ao ler a prodigalidade com que o governo Dilma premia os grupos econômicos seus detratores.
Batam, batam que eu gosto, parece dizer o governo ao distribuir 70% da verba federal para a publicidade aos dez maiores veículos de informação (jornais, rádios e tevês), justamente os mais conservadores e direitistas do país, contrários ao PT, ao ex-presidente Lula e à atual presidenta Dilma.
Quando soube dessa postura masoquista do governo, fui logo querer saber quem é o responsável por essa distribuição absurda que exclui e marginaliza a sempre moribunda mídia da esquerda e ignora os blogueiros, responsáveis pela correta informação em circulação no país.
Trata-se de uma colega de O Globo, Helena Chagas, para quem a partilha é justa – recebe mais quem tem mais audiência! diz ela.
Mas isso é um raciocínio minimalista! Então, o povo elege um governo de centro-esquerda e quando esse governo tem o poder decide alimentar seus inimigos em lugar de aproveitar o momento para desenvolver a imprensa nanica de esquerda?
O Brasil de Fato, a revista Caros Amigos, o Correio do Brasil fazem das tripas coração para sobreviver, seus articulistas trabalham por nada ou quase nada, assim como centenas de blogueiros, defendendo a política social do governo e a senhora Helena Chagas com o aval da Dilma Rousseff nem dá bola, entrega tudo para a Veja, Globo, Folha, SBT, Record, Estadão e outros do mesmo time?
Assim, realmente, não dá para se entender a política de comunicação do governo. Será que todos nós jornalistas de esquerda que votamos na Dilma somos paspalhos?
Aqui na Europa, onde acabei ficando depois da ditadura militar, existe um equilíbrio na mídia. A França tem Le Figaro, mas existe também o Libération e o Nouvel Observateur. Em todos os países existem opções de direita e de esquerda na mídia. E os jornais de esquerda têm também publicidade pública e privada que lhes permitem manter uma boa qualidade e pagar bons salários aos jornalistas.
Comunicação é uma peça chave num governo, por que a presidenta Dilma não premiou um de seus antigos colegas e colocou na sucessão de Franklin Martins um competente jornalista de esquerda, capaz de permitir o surgimento no país de uma mídia de esquerda financeiramente forte?
Exemplo não falta. Getúlio Vargas, quando eleito, sabia ser necessário um órgão de apoio popular para um governo que afrontava interesses internacionais ao criar a Petrobras e a siderurgia nacional. E incumbiu Samuel Wainer dessa missão com aÚltima Hora. O jornal conseguiu encontrar a boa receita e logo se transformou num sucesso.
O governo tem a faca e o queijo nas mãos – vai continuar dando o filet mignon aos inimigos ou se decide a dar condições de desenvolvimento para uma imprensa de esquerda no Brasil?
Não vou sequer falar do Mensalão, em si mesmo, porque aqui na Suíça, país considerado dos mais honestos politicamente, ninguém entende o que se passa no Brasil. Pela simples razão de que os suíços têm seu Mensalão, perfeitamente legal e integrado na estrutura política do país.
Cada deputado ou senador eleito é imediatamente contatado por bancos, laboratórios farmacêuticos, seguradoras, investidores e outros grupos para fazer parte do conselho de administração, mediante um régio pagamento mensal. Um antigo presidente da Câmara dos deputados, Peter Hess, era vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças e faturava cerca de meio-milhão de dólares mensais.
Com tal generosidade, na verdade uma versão helvética do Mensalão, os grupos econômicos que governam a Suíça têm assegurada a vitória dos seus projetos de lei e a derrota das propostas indesejáveis. E nunca houve uma grita geral da imprensa suíça contra esse tipo de controle e colonização do parlamento suíço.
Por que me parece masoca a esquerda brasileira e nisso incluo a presidente Dilma Rousseff e o PT? Porque parecem gozar com as chicotadas desmoralizantes desferidas pelos rebotalhos da grande imprensa. Pelo menos é essa minha impressão ao ler a prodigalidade com que o governo Dilma premia os grupos econômicos seus detratores.
Batam, batam que eu gosto, parece dizer o governo ao distribuir 70% da verba federal para a publicidade aos dez maiores veículos de informação (jornais, rádios e tevês), justamente os mais conservadores e direitistas do país, contrários ao PT, ao ex-presidente Lula e à atual presidenta Dilma.
Quando soube dessa postura masoquista do governo, fui logo querer saber quem é o responsável por essa distribuição absurda que exclui e marginaliza a sempre moribunda mídia da esquerda e ignora os blogueiros, responsáveis pela correta informação em circulação no país.
Trata-se de uma colega de O Globo, Helena Chagas, para quem a partilha é justa – recebe mais quem tem mais audiência! diz ela.
Mas isso é um raciocínio minimalista! Então, o povo elege um governo de centro-esquerda e quando esse governo tem o poder decide alimentar seus inimigos em lugar de aproveitar o momento para desenvolver a imprensa nanica de esquerda?
O Brasil de Fato, a revista Caros Amigos, o Correio do Brasil fazem das tripas coração para sobreviver, seus articulistas trabalham por nada ou quase nada, assim como centenas de blogueiros, defendendo a política social do governo e a senhora Helena Chagas com o aval da Dilma Rousseff nem dá bola, entrega tudo para a Veja, Globo, Folha, SBT, Record, Estadão e outros do mesmo time?
Assim, realmente, não dá para se entender a política de comunicação do governo. Será que todos nós jornalistas de esquerda que votamos na Dilma somos paspalhos?
Aqui na Europa, onde acabei ficando depois da ditadura militar, existe um equilíbrio na mídia. A França tem Le Figaro, mas existe também o Libération e o Nouvel Observateur. Em todos os países existem opções de direita e de esquerda na mídia. E os jornais de esquerda têm também publicidade pública e privada que lhes permitem manter uma boa qualidade e pagar bons salários aos jornalistas.
Comunicação é uma peça chave num governo, por que a presidenta Dilma não premiou um de seus antigos colegas e colocou na sucessão de Franklin Martins um competente jornalista de esquerda, capaz de permitir o surgimento no país de uma mídia de esquerda financeiramente forte?
Exemplo não falta. Getúlio Vargas, quando eleito, sabia ser necessário um órgão de apoio popular para um governo que afrontava interesses internacionais ao criar a Petrobras e a siderurgia nacional. E incumbiu Samuel Wainer dessa missão com aÚltima Hora. O jornal conseguiu encontrar a boa receita e logo se transformou num sucesso.
O governo tem a faca e o queijo nas mãos – vai continuar dando o filet mignon aos inimigos ou se decide a dar condições de desenvolvimento para uma imprensa de esquerda no Brasil?
