sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma bobagem fenomenal

Recebi um artigo em um grupo de email e comento. 
Ilustra bem o tipo de 'democracia' que a seita PTista e seus acólitos pregam 'neztepaiz'.
Não faço idéia de quem seja a figura que escreveu o texto (diz-se jornalista de esquerda), mas respondo com breves considerações...
Nem vou me estender muito, embora pudesse ficar aqui argumentando com dados e fatos contra as opiniões estapafúrdias do autor do texto... mas vejamos, numa análise rápida:

A bobagem fenomenal de um artigo de Rui Martins...

Quer dizer então que um tal Rui Martins acha lícito um governo usar DINHEIRO PÚBLICO pra fazer controle ideológico?? 

A propaganda governamental existe para fins INSTITUCIONAIS, como campanhas de vacinação, por exemplo, entre outras informações importantes, de interesse público (e isto não está sendo cumprido, muito pelo contrário).

Retirar 'publicidade' de veículos que tem grande alcance de público para financiar jornalecos 'de esquerda' é um dos maiores absurdos que já se leu.

Até porque essa mesma 'propaganda' tem servido mais a propósitos ideológicos do que institucionais. Esses mesmos 'jornalões', que alguns desatinados ridiculamente chamam de PIG, estão amplamente aparelhados com penas de aluguel. Excetuando alguns editoriais, a maioria das notícias não passam de press release oficiais, distorcendo os fatos e maquiando verdades que consideram inconvenientes.

Não podendo utilizar-se abertamente da CENSURA (na antiga interpretação do conceito, fosse a censura algo a considerar-se 'normal') , aplicam bilhões de reais, anuais, INDEVIDAMENTE, com propaganda tecendo LOAS ao próprio governo, e, pior, fazendo um controle velado do que é publicado, indiretamente COMPRANDO a 'opinião publicada'.

Patrulhar e pautar a INFORMAÇÃO - que deveria ser livre e estar ao alcance de todos - é mau uso das atribuições do Estado e totalitarismo, ou melhor dizendo: Fascismo.

Outra grande bobagem do artigo é essa papagaiada de 'direita'. 

Esta semana tivemos um exemplo concreto de que tipo de pessoas 'eÇagenti' tão 'democrática' se alia. 

Quem veio à público defender o 'legado' de Lula e atacar a imprensa?
Nada menos do que Delfim Netto, um dos ranços da ditadura, que assinou.. o AI-5

O governo do PT financia SIM a 'direita' venal, ao aliar-se ao pior do coronelismo como Sarney, Renan, Maluf e outras figuras execráveis. Financia grandes montadoras e empreiteiras dando-lhes isenção de impostos e favores 'como nunca antes neste país'. Favorece os banqueiros e donos do dinheiro nacional e internacional. 

Tudo isso a título de alardear uma suposta 'esquerda' que nada mais quer do que se perpetuar no poder, às custas do dinheiro suado do pobre contribuinte - tirado compulsoriamente de seus bolsos com impostos escorchantes - , alguns inclusive que acreditaram - e foram ENGANADOS - no discurso mentiroso de uma quadrilha que se aboletou no 'pudê' e não quer sair nunca mais, não importa os malefícios que cause ao país e à República.

O Brasil ainda tem um alto índice de analfabetismo, pouca instrução, parca intelectualidade e baixa politização.

Mas os brasileiros, no geral, não são - e não gostam que os façam de - TROUXAS.

E quanto a jornais 'de esquerda', nem todo dinheiro do mundo fará que tenham bom alcance de público enquanto continuarem a escrever sandices e alucinações do tipo que se lê no texto citado, transcrito abaixo.


O governo financia a direita
Rui Martins
Berna (Suiça) - Daqui de longe, vendo o tumulto provocado com o processo Mensalão e a grande imprensa assanhada, me parece assistir a um show de hospício, no qual os réus e suspeitos financiam seus acusadores. O Brasil padece de sadomasoquismo, mas quem bate sempre é a direita e quem chora e geme é a esquerda.
Não vou sequer falar do Mensalão, em si mesmo, porque aqui na Suíça, país considerado dos mais honestos politicamente, ninguém entende o que se passa no Brasil. Pela simples razão de que os suíços têm seu Mensalão, perfeitamente legal e integrado na estrutura política do país.
Cada deputado ou senador eleito é imediatamente contatado por bancos, laboratórios farmacêuticos, seguradoras, investidores e outros grupos para fazer parte do conselho de administração, mediante um régio pagamento mensal. Um antigo presidente da Câmara dos deputados, Peter Hess, era vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças e faturava cerca de meio-milhão de dólares mensais.
Com tal generosidade, na verdade uma versão helvética do Mensalão, os grupos econômicos que governam a Suíça têm assegurada a vitória dos seus projetos de lei e a derrota das propostas indesejáveis. E nunca houve uma grita geral da imprensa suíça contra esse tipo de controle e colonização do parlamento suíço.
Por que me parece masoca a esquerda brasileira e nisso incluo a presidente Dilma Rousseff e o PT? Porque parecem gozar com as chicotadas desmoralizantes desferidas pelos rebotalhos da grande imprensa. Pelo menos é essa minha impressão ao ler a prodigalidade com que o governo Dilma premia os grupos econômicos seus detratores.
Batam, batam que eu gosto, parece dizer o governo ao distribuir 70% da verba federal para a publicidade aos dez maiores veículos de informação (jornais, rádios e tevês), justamente os mais conservadores e direitistas do país, contrários ao PT, ao ex-presidente Lula e à atual presidenta Dilma.
Quando soube dessa postura masoquista do governo, fui logo querer saber quem é o responsável por essa distribuição absurda que exclui e marginaliza a sempre moribunda mídia da esquerda e ignora os blogueiros, responsáveis pela correta informação em circulação no país.
Trata-se de uma colega de O Globo, Helena Chagas, para quem a partilha é justa – recebe mais quem tem mais audiência! diz ela.
Mas isso é um raciocínio minimalista! Então, o povo elege um governo de centro-esquerda e quando esse governo tem o poder decide alimentar seus inimigos em lugar de aproveitar o momento para desenvolver a imprensa nanica de esquerda?
O Brasil de Fato, a revista Caros Amigos, o Correio do Brasil fazem das tripas coração para sobreviver, seus articulistas trabalham por nada ou quase nada, assim como centenas de blogueiros, defendendo a política social do governo e a senhora Helena Chagas com o aval da Dilma Rousseff nem dá bola, entrega tudo para a Veja, Globo, Folha, SBT, Record, Estadão e outros do mesmo time?
Assim, realmente, não dá para se entender a política de comunicação do governo. Será que todos nós jornalistas de esquerda que votamos na Dilma somos paspalhos?
Aqui na Europa, onde acabei ficando depois da ditadura militar, existe um equilíbrio na mídia. A França tem Le Figaro, mas existe também o Libération e o Nouvel Observateur. Em todos os países existem opções de direita e de esquerda na mídia. E os jornais de esquerda têm também publicidade pública e privada que lhes permitem manter uma boa qualidade e pagar bons salários aos jornalistas.
Comunicação é uma peça chave num governo, por que a presidenta Dilma não premiou um de seus antigos colegas e colocou na sucessão de Franklin Martins um competente jornalista de esquerda, capaz de permitir o surgimento no país de uma mídia de esquerda financeiramente forte?
Exemplo não falta. Getúlio Vargas, quando eleito, sabia ser necessário um órgão de apoio popular para um governo que afrontava interesses internacionais ao criar a Petrobras e a siderurgia nacional. E incumbiu Samuel Wainer dessa missão com aÚltima Hora. O jornal conseguiu encontrar a boa receita e logo se transformou num sucesso.
O governo tem a faca e o queijo nas mãos – vai continuar dando o filet mignon aos inimigos ou se decide a dar condições de desenvolvimento para uma imprensa de esquerda no Brasil?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Adeus, Lula


25 de setembro de 2012

Adeus, Lula
por Marco Antonio Villa*, em O Globo

A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes. A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente.

Dos quatros que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa. O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado. Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos — e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse.

Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro. Continuar na arena política diminui a sua importância histórica — mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor.

No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim. Não. Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI. É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário.

As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras. Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros. É um claro sinal de interferência.

E Dilma? Aceita passivamente o jugo do seu criador. Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla: um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil; outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.

Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político. Até seus aliados já estão cansados. Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa.

A cada dia o seu auditório é menor. Os comícios de São Paulo, Salvador, São Bernardo e Santo André, somados, não reuniram mais que 6 mil pessoas. Foram demonstrações inequívocas de que ele não mais arrebata multidões. E, em especial, o comício de Salvador é bem ilustrativo.

Foram arrebanhadas — como gado — algumas centenas de espectadores para demonstrar apoio. Ninguém estava interessado em ouvi-lo. A indiferença era evidente. Os "militantes" estavam com fome, queriam comer o lanche que ganharam e receber os 25 reais de remuneração para assistir o ato — uma espécie de bolsa-comício, mais uma criação do PT. Foi patético.

O ex-presidente deveria parar de usar a coação para impor a sua vontade. É feio. Não faça isso. Veja que não pegou bem coagir:

1. Cinco partidos para assinar uma nota defendendo-o das acusações de Marcos Valério; 
2. A presidente para que fizesse uma nota oficial somente para defendê-lo de um simples artigo de jornal; 
3. Ministros do STF antes do início do julgamento do mensalão. Só porque os nomeou? O senhor não sabe que quem os nomeou não foi o senhor, mas o presidente da República? O senhor já leu a Constituição?

O ex-presidente não quer admitir que seu tempo já passou. Não reconhece que, como tudo na vida, o encanto acabou. O cansaço é geral. O que ele fala, não mais se realiza. Perdeu os poderes que acreditava serem mágicos e não produto de uma sociedade despolitizada, invertebrada e de um fugaz crescimento econômico.

Claro que, para uma pessoa como Lula, com um ego inflado durante décadas por pretensos intelectuais, que o transformaram no primeiro em tudo (primeiro autêntico líder operário, líder do primeiro partido de trabalhadores etc, etc), não deve ser nada fácil cair na real. Mas, como diria um velho locutor esportivo, "não adianta chorar". Agora suas palavras são recebidas com desdém e um sorriso irônico.

Lula foi, recentemente, chamado de deus pela então senadora Marta Suplicy. Nem na ditadura do Estado Novo alguém teve a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era um deus. É desta forma que agem os aduladores do ex-presidente.

E ele deve adorar, não? Reforça o desprezo que sempre nutriu pela política. Pois, se é deus, para que fazer política? Neste caso, com o perdão da ousadia, se ele é deus não poderia saber das frequentes reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, entre José Dirceu e Marcos Valério?

Mas, falando sério, o tempo urge, ex-presidente. Note: "ex-presidente". Dê um tempo. Volte para São Bernardo e cumpra o que tinha prometido fazer e não fez.

Lembra? O senhor disse que não via a hora de voltar para casa, descansar e organizar no domingo um churrasco reunindo os amigos. Faça isso. Deixe de se meter em questões que não são afeitas a um ex-presidente. Dê um bom exemplo.

Pense em cuidar do seu legado, que, infelizmente para o senhor, deverá ficar maculado para sempre pelo mensalão. E lá, do alto do seu apartamento de cobertura, na Avenida Prestes Maia, poderá observar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde sua história teve início.

E, se o senhor me permitir um conselho, comece a fazer um balanço sincero da sua vida política. Esqueça os bajuladores. Coloque de lado a empáfia, a soberba. Pense em um encontro com a verdade. Fará bem ao senhor e ao Brasil.


*Marco Antonio Villa é historiador e professor da Universidade de São Carlos, em São Paulo


domingo, 23 de setembro de 2012

Vergonha...


É vergonhoso ver um bando de salafrários ainda insistir em defender BANDIDOS, 'como nunca antes neztepaíz'.

Acusam 'golpe' de quê? De quem? 

Da 'elite' à qual eles mesmos, hoje em dia, com as burras cheias de dinheiro desviado, pertencem? 

Da imprensa aparelhada - atacada se uma ou outra voz independente se manifesta - que buscam silenciar e censurar com bilionárias verbas publicitárias? 

Da oposicinha covarde, em minoria insignificante, que em seus 'punhos de renda' mais alisa do que faz oposição? 

Do STF, poder independente, autônomo e LEGÍTIMO da República que tem dos 11 membros  (incluindo-se Peluso que se aposentou recentemente) composto por nada menos do que 8 ministros indicados por Lula ou Dilma?

Imputam a outros o que eles próprios fazem - sempre fizeram - e ainda posam de coitadinhos, perseguidos, injustiçados. O que não convence ninguém que tenha um pouco mais de 3 neurônios!

Hipócritas e mentirosos..

Agridem qualquer pessoa ou instituição que 'ouse' trazer à baila ou comentar os FATOS.

Até uma presidAnta, que não se dá ao respeito na liturgia do cargo, tem o desplante de 'contestar' - em nota oficial (de Estado ou de partido?) - , o voto de um ministro do Supremo (que brevemente será Presidente de um dos 3 Poderes da República)?

Sem contar os ataques RACISTAS que o MAV, esgotosfera e outras penas alugadas vêm fazendo contra o Ministro relator Joaquim Barbosa.

Uma QUADRILHA se aboletou no 'pudê' para enganar, roubar e solapar a Democracia!

Totalitários, canalhas, desesperados e ridículos...

O Brasil honesto, trabalhador e DECENTE acompanha atento.
Não é mais - nunca foi! - 'aceitável' conviver com a corrupção nem passar a mão na cabeça de oportunistas 'populistas' e ladrões dos cofres públicos.

A VERDADE está vindo à tona, réus da roubalheira estão sendo condenados.
Muitos outros que se preparem.. a JUSTIÇA mostra que ninguém está acima da LEI.