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terça-feira, 25 de junho de 2013

Casais que usam contraceptivos podem comungar?

Casais que usam contraceptivos podem comungar?

Por Silvio L. Medeiros
Casais que usam anticoncepcionais dentro do matrimônio podem receber a comunhão?

Casais que usam métodos contraceptivos dentro da sua vocação, no sacramento do matrimônio, estão impedidos de comungar por estarem em pecado mortal. É falta grave porque a matéria sexual diz respeito a fonte da vida humana e sua expressão máxima de entrega e de amor. É portanto sagradíssima. 
 
Um casal que usa de sua faculdade sexual se fechando completamente a vida possível de futuros filhos, e comunga, corre o risco de comungar de sua própria condenação, como bem nos alertou São Paulo em sua primeira carta aos Coríntios no capítulo onze: "Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação" (versos 26-29). 
 
A única exceção é se o uso do método contraceptivo, no caso a pílula, for feita para tratamentos exclusivamente terapêuticos, como ovários polisísticos etc, que tem como consequência, embora não desejada, o efeito inibidor da ovulação na mulher.
 
Em termos gerais, sempre que há utilização da faculdade sexual, ela é por natureza humana, unitiva (une os esposos) e procriativa (está aberta a vida). Cada vez que num matrimônio uma das duas finalidades do ato conjugal é dissociada ou excluída, temos uma grave alteração da ordem natural da relação sexual humana. Neste caso, a finalidade única de tal exclusão da capacidade procriadora do ato sexual serve como dispositivo para liberar o prazer e rejeitar possíveis filhos; é portanto egoísta e mancha a dignidade humana.
Filhos não são um mal a ser combatido, muito menos uma ameaça. O fechamento a vida num ato conjugal através de contraceptivos é o sintôma máximo de que o amor conjugal que deveria nortear a vida do casal é incapaz de expandir-se acima de seus próprios interesses, está doente e atrofiado. 
 
Quando um casal fecha-se em si mesmo pela busca única do prazer, acaba vertendo seu caminho matrimonial para um caminho de morte. Pois uma vez que num ato conjugal pleno, o sexo torna-se expressão máxima de entrega, de aceitação total do outro tal como se é e de doação recíproca, num ato conjugal fechado a vida o sexo torna-se expressão de desamor pelo próprio cônjuge já que não existe uma aceitação total do outro na verdade do seu ser.
A mulher acolhe o homem rejeitando sua capacidade inseminadora, e o homem acolhe a mulher recusando seus ritmos psicológicos e fisiológicos. A mulher que se fecha a vida, se fecha à própria natureza física/espiritual de seu marido: deseja o seu corpo mas rejeita sua integralidade masculina. O homem que se fecha a vida, se recolhe e recusa a própria verdade de sua esposa na sua totalidade: renegando a capacidade fisiológica de sua esposa renega uma própria parte dela. 
 
Separar o sexo da procriação é separar o sexo do amor, e por fim, um do outro.
Em termos gerais, sempre que há utilização da faculdade sexual, ela é por natureza humana, unitiva (une os esposos) e procriativa (está aberta a vida). Cada vez que num matrimônio uma das duas finalidades do ato conjugal é dissociada ou excluída, temos uma grave alteração da ordem natural da relação sexual humana. 
 
Neste caso, a finalidade única de tal exclusão da capacidade procriadora do ato sexual serve como dispositivo para liberar o prazer e rejeitar possíveis filhos; é portanto egoísta e mancha a dignidade humana. Filhos não são um mal a ser combatido, muito menos uma ameaça. 
 
O fechamento a vida num ato conjugal através de contraceptivos é o sintoma máximo de que o amor conjugal que deveria nortear a vida do casal é incapaz de expandir-se acima de seus próprios interesses, está doente e atrofiado. Quando um casal fecha-se em si mesmo pela busca única do prazer, acaba vertendo seu caminho matrimonial para um caminho de morte.
Pois uma vez que num ato conjugal pleno, o sexo torna-se expressão máxima de entrega, de aceitação total do outro tal como se é e de doação recíproca, num ato conjugal fechado a vida o sexo torna-se expressão de desamor pelo próprio cônjuge já que não existe uma aceitação total do outro na verdade do seu ser. 
 
A mulher acolhe o homem rejeitando sua capacidade inseminadora, e o homem acolhe a mulher recusando seus ritmos psicológicos e fisiológicos. A mulher que se fecha a vida, se fecha à própria natureza física/espiritual de seu marido: deseja o seu corpo mas rejeita sua integralidade masculina. 
 
O homem que se fecha a vida, se recolhe e recusa a própria verdade de sua esposa na sua totalidade: renegando a capacidade fisiológica de sua esposa renega uma própria parte dela. Separar o sexo da procriação é separar o sexo do amor, e por fim, um do outro.
 
Muito bem. Então vem a pergunta: quer dizer que dentro de uma sexualidade verdadeira, completa, total, deve-se ter filhos indiscriminadamente? É claro que não. A tutela da liberdade a partir de critérios justos, honestos e retos serão um caminho de perene alegria se forem adotados pelo casal na hora de planejar a vinda de seus filhos. 
 
É tendo em conta o bem do casal, a felicidade, a situação econômica do lar, que os métodos naturais de regulação de natalidade poderão ser empregados sem maiores reservas. Embora não tenham filhos, se aceitam mutuamente em sua totalidade, em todas as suas dimensões, mesmo a procriativa, que neste momento apenas está inativa. 
 
Neste sentido diz o Papa Paulo VI, na Humanae Vitae, n.16, "se, para espaçar os nascimentos existem motivos sérios, derivados das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é licito ter um conta os ritmos naturais, iminentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos".
 
Para que esse espaçamento dos filhos seja feito da maneira mais consciente possível, existe o famoso método de ovulação ou Billings, que ajuda o casal a reconhecer o exato momento em que a mulher produz o óvulo, e de maneira completamente natural, dentro dos ritmos e tempos da mulher. Este método tem ajudado inúmeros casais em todo o mundo, tanto a espaçar os filhos quanto a tê-los, e possui inúmeros testemunhos luminosos, além de 99% de eficácia segundo a OMS. 
 
Para mais informações procure o CEMPLAFAM, Confederação Nacional de Centros de Planejamento Natural da Família, que fica na avenida Bernardino de Campos, 110 na cidade de São Paulo e atende pelo telefone (11) 3889 8800. 
 
Para citar este artigo:
MEDEIROS, Silvio L. Apostolado Veritatis Splendor: Casais que usam contraceptivos podem comungar?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4407. Desde 8/8/2007.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A atitude da Igreja dissemina a AIDS?


A atitude da Igreja dissemina a AIDS?



A Igreja não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não concordar com o uso da “camisinha”. Quem afirmar o contrário está difundindo uma inverdade insidiosa que muitos aceitam passivamente sem ulteriores verificações. Como uma pequena mostra disto que acabamos de afirmar copio um artigo de, ISTMO, uma conhecida e prestigiosa revista cultural mexicana, – não de uma revista religiosa – escrita por um especialista na matéria e não por um moralista: 
 
“Se analisarmos a AIDS na África, devemos pensar que a influência da Igreja Católica se circunscreve a 15,6% da sua população total. Alguém se atreveria a afirmar que a AIDS prejudica em maior medida aos católicos do que aos muçulmanos ou animistas? 
 
Não seria possível fazer isto, já que diversas estatísticas demonstram que a comunidade católica sofre em medida bem menor a praga da AIDS: é lógico que o ensinamento em favor da monogamia e da castidade tenham os seus efeitos positivos em ambiente de promiscuidade generalizada. 
 
“Então entre que grupos humanos a atitude da Igreja poderia contribuir para disseminar AIDS? Entre os católicos sem prática religiosa, nem vivência dos seus princípios morais? Seria sensato supor que quem é infiel a sua esposa, virá a respeitar a orientação da Igreja que desaconselha o uso do preservativo?
Nestas condições correria, por acaso, o risco de contaminar-se para ser fiel às orientações de uma religião que não pratica? Seria um absurdo. Evidentemente que quem não têm escrúpulos de ter relações com uma mulher fácil ou uma prostituta, nem se apresentará a questão da licitude moral do preservativo.
Portanto acusar a Igreja Católica na difusão da AIDS por esse motivo é, mais do que um absurdo, uma manobra para negar-se a reconhecer a realidade contrária: sem a moral católica a sociedade seria mais promíscua e, em consequência, a AIDS estaria muito mais estendida”[7].
 
The Wall Street Journal, no 14 de outubro último, deixou constância que 25% dos doentes de AIDS no mundo são atendidos por instituições católicas. E, igualmente, afirmou que os estudos científicos – um deles a cargo do Serviço de Saúde dos Estados Unidos e outro à responsabilidade da Universidade de Harvard – coincidiam em alertar sobre os decepcionantes resultados da prevenção da AIDS baseados no preservativo. 
 
Menciona-se o caso de Uganda que em 1991 contava com uma taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002 tinha descido aos 6%, em virtude de uma política sanitária centrada na fidelidade e na abstinência, não no preservativo, (à diferença de Botsuana e Zimbábue que ainda ocupam os primeiros lugares nos contágios)[8].
 
Chama a atenção que estes fatos são sistematicamente silenciados. Por baixo das realidades verdadeiramente científicas desliza uma correnteza estranha e anticientífica que silencia estas realidades positivas. A agência LifeSite e a agência ACI, por exemplo, denunciaram recentemente que a maioria dos informes sobre a AIDS na África ignoram sempre os êxitos conseguidos em Uganda, por haver apostado, na sua política sanitária, na promoção da abstinência sexual, da fidelidade e da castidade. 
 
Muitas autoridades, incluindo o Secretário de Estado norte-americano Colin Powell, louvaram e reconheceram o êxito de Uganda em reduzir a taxa de infecção uns 50% desde 1992. Inclusive a CNN informou que no ano 2000 foi o país “com maior sucesso na luta contra a AIDS”. No entanto a LifeSite adverte que por uma razão desconhecida “o êxito de Uganda poucas vezes é mencionado”[9].
 
Questionamo-nos se essas razões, desconhecidas e entranhas, são as que fazem a alguns cientistas brasileiros dizerem que “desconhecem a existência de pesquisas sobre falhas nos preservativos” e os levam a formular críticas maldosas dizendo que a Igreja “desconhece a realidade” e “nega o óbvio”. 
 
O jornal espanhol La Gaceta de los Negócios, (16/12/02) comenta nesse sentido: “os patrocinadores do preservativo, como principal instrumento de prevenção da AIDS, em lugar de aceitar esta evidência – o grande sucesso da Uganda – se obstinam nas políticas de extensão do uso do preservativo, que leva inevitavelmente consigo o implícito convite à promiscuidade sexual sob a mentirosa promessa do ‘sexo seguro’. 
 
O resultado é o que temos diante dos olhos. Há loucos dispostos a tudo antes de propor o domínio sobre as paixões”. A afirmação está feita por um jornal comercial, não por um boletim paroquial. O governo Bush procura, agora, incorporar um treinamento de abstinência ao Programa Internacional Americano para a AIDS. Este plano questiona a efetiva prevenção da Aids por preservativos[10]. 
 
Há evidentes realidades de que o chamado “sexo seguro” não têm contido a expansão da doença. Por exemplo, conduzida por Nelson Mandela, a África do Sul abraçou firmemente a estratégia do “sexo seguro”, e o uso de preservativo aumentou. Mas a África do Sul continua a liderar mundialmente os casos de infecção por AIDS com 11,4% de sua população atualmente infectada.
 
Há Notícias do Mercury News de Miami que a Fundação Bill e Melinda Gates gastarão US$ 28 milhões para estudar o potencial dos preservativos no controle de natalidade e no combate a AIDS na África. Porém, as mesmas notícias de Mercury News, acautelam que: “As bases científicas para a prevenção da AIDS através de preservativos são mais teóricas que clinicamente provadas”[11]. 
 
Insistimos: não entendemos como, depois de tantos questionamentos de tão alto nível, algum professor universitário brasileiro ou algum representante do Ministério da Saúde afirmem, sem fazer nenhuma ressalva, “a segurança absoluta dos preservativos”. Perguntamos reiteradamente: é ignorância ou uma versão nova da “conspiração do silêncio”?

Dom Rafael Llano Cifuentes
Presidente da Comissão Família e Vida
[7] Ernesto Aquilez – Alvarez Bay. “Istmo”. México, DF, Março a Abril de 2003, p. 38.
[8] Aceprensa. Madrid, 22 de outubro 2003, p.3.
[9] VII Congreso Nacional Sobre el SIDA, maio de 2003, Bilbao, Espanha.
[10] LifeSite Daily News (lsn@lifesite.net)[11] LifeSite Daily News (lsn@lifesite.net)

Fonte: Canção Nova
http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/preservativos/materias.php?local=0&id=2052

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Exemplo de Atitude, testemunho de amor à vida



A Irmã Lucy Veturse, da Bósnia, foi estuprada por soldados sérvios durante a guerra entre essas etnias da antiga Iugoslávia, após a queda do comunismo. Embora violentada e humilhada, ela não admitiu o aborto e preferiu ter que deixar a vida religiosa para criar seu filho, do que abortá-lo.

Seguem trechos* da carta emocionante que ela escreveu à sua Superiora:
"Revda. Madre Geral, Eu sou Lucy Veturse, uma das Junioristas que foram violentadas pelos milicianos sérvios ... acontecimento que atingiu a mim e às duas Irmãs Religiosas: Tatiana e Sendria. Seja´me permitido não descer a certos particulares do fato. Há experiências tão tristes na vida que não podem ser comunicadas para ninguém a não ser àquele Bom Pastor a quem me consagrei no ano passado com os três votos religiosos. "
(...)
"Escrevo, Madre, não para receber da senhora conforto, mas para que me auxilie a agradecer a Deus por me ter associado a milhares de minhas compatrícias ofendidas na honra e forçadas à maternidade indesejada. Minha humilhação junta´se à delas e, pois que não tenho outra coisa para oferecer para a expiação dos pecados cometidos pelos anônimos violentadores e para uma pacificação entre as duas opostas etnias, aceito a desonra padecida e a entrego à misericórdia de Deus."
(...)
"Deve mesmo haver alguém que comece a quebrar a corrente de ódio que deturpa, há tanto tempo, os nossos países. Ao filho que vier (se Deus quer que venha) ensinarei mesmo somente o AMOR. Ele, nascido pela violência, testemunhará, perto de mim, que a única grandeza que honra a pessoa humana, é aquela do PERDÃO".
Irmã Lucy Veturse

Que Deus dê forças a todas as mulheres do mundo que passam por essa horrenda provação, para seguir esse maravilhoso exemplo.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Vestir-se de CAMISINHA ou de Cristo?

Esse texto diz tudo... minha sugestão de leitura de hoje.

Paz e bem

**************


Vestir-se: de camisinha ou de Cristo?


(...) "Vista-se! Use camisinha!" É este o eloqüente lema da campanha governamental...


Bem diferente da proposta que a Escritura apresenta aos cristãos: "Revesti-vos do Cristo Jesus e não satisfareis os desejos da carne!"


Como podemos ver, não pode haver acordo entre a mentalidade mundana do Governo e a mentalidade cristã: as perspectivas são diferentes, os caminhos são antagônicos! Eis aqui, portanto, um pequeno exemplo de dois modos de pensar e viver totalmente diferentes: o modo segundo o cristianismo e o modo segundo o mundo, o modo do Evangelho e o modo da sociedade atual.


O primeiro modo fundamenta-se em Jesus, no seu jeito de viver, no seu amor que se nos deu todo e nos pede o risco de lhe dar tudo. Esse modo de viver somente é possível, somente é compreensível para quem encontrou Jesus, quem o experimentou na estrada da existência como sua vida e seu encanto.


Quem não se apaixonou por Jesus e não vive segundo o seu Espírito, jamais compreenderá as exigências e propostas do Evangelho...


O segundo modo de viver, o do mundo atual, fundamenta-se no próprio homem, sempre sedento, sempre buscando, mas, coitado, tão quebrado interiormente, entregue a sonhos tão belos e ilusões tão loucas, dilacerado por tantos desejos e paixões...


A medida do primeiro modo de viver é o Cristo, o Homem Novo, o Homem como Deus sonhou desde o princípio, o modelo de todo ser humano autenticamente realizado, modelo tão luminoso que nos cega!


A medida do modo de pensar do mundo atual é o velho Adão, o homem quebradiço, sempre tentado a ser Deus, senhor do bem e do mal! Tentado a ser Deus, mas que não passa de pó que ao pó vai tornando...


Mas, voltemos ao preservativo do Lula, e à questão da sexualidade, de modo geral. Neste tema específico, como já afirmei, os caminhos do cristianismo e do mundo atual, pós-cristão e neo-pagão, são totalmente diferentes. Eis: para o cristianismo, a sexualidade não se reduz à genitalidade nem muito menos ao prazer erótico. Envolve, sim, o homem todo e, por isso, deve também ser colocada no âmbito da fé, sob o senhorio de Cristo.


No plano de Deus manifestado em Jesus Cristo, o sexo e o ato sexual devem ser sinal de verdadeiro amor, celebração deste, como abertura generosa e madura para o outro e para a vida, como dom e oblação responsável e comprometida, que fazem a vida feliz. Sexo, portanto, é algo profundamente humano, empenhativo, comprometedor, envolvente; é algo a ser vivido com seriedade.


A sexualidade é uma realidade profundamente positiva, mas quebrada e ambígua, como tudo que é humano. O homem é um ser ferido, desfigurado pelo pecado e somente em Cristo pode ser transfigurado à imagem do Homem Novo, verdadeiro Adão. Ora, quanto mais uma realidade é profunda, quanto mais finca suas raízes no fundo da existência humana, tanto mais tal realidade é marcada pela quebradura e ambigüidade humanas: tanto nos pode construir e fazer felizes, quanto nos pode alienar de nós mesmos e daquela imagem que Deus, desde o início, imprimiu em nós.


Precisamente por ser tão profunda na vida humana, a sexualidade é tão quebradiça e ambígua! Entregue a si mesma, à sua força cega, tiraniza e escraviza, gerando solidão desagregadora; mas, iluminada por Cristo, torna-se expressão e sinal de amor, de comunhão e de entrega que faz feliz! Portanto, na visão cristã, a sexualidade é para o homem e deve ser integrada por ele no conjunto da sua vida, deve ser caminho e instrumento do seu percurso para Deus e para os outros.


Daí, para os cristãos, a castidade (= reto uso da sexualidade, de acordo com o Evangelho) e a continência (= a livre renúncia à relação sexual temporária ou permanentemente) são valores, pois ajudam a humanizar a sexualidade, colocando-a a serviço da nossa relação com Deus, conosco e com os outros, fazendo-nos senhores de nós e, portanto, mais maduros.


Eis o motivo do “não” da Igreja à permissividade, às relações fora do casamento, ao uso indiscriminado de anticoncepcionais, à aberrante "educação" sexual que se limita à propaganda de preservativos, incentivando subliminarmente as relações sexuais irresponsáveis e prematuras. Enganam-se ou usam de má fé os que afirmam que a Igreja tem uma visão negativa ou castradora da sexualidade.


O que ela tem, inspirada pelo Evangelho, é uma visão do ser humano que não pode aceitar que seja desfigurada aquela imagem que Deus imprimiu em nós desde o princípio, quando, através de Cristo e para Cristo, nos criou, para que tragamos em nós a reflexo do Homem Novo, vencedor do pecado e da morte.


Não espero que o mundo compreenda essas coisas, mas que os cristãos e as pessoas de boa vontade – crentes ou não – compreendam os motivos da Igreja.


Pode-se não concordar com ela, mas não se pode simplesmente banalizar e desprezar com honestidade os seus motivos.


Uma coisa é certa: o critério dos cristãos não é o pensamento único globalizado, burguês-capitalista, dominante no mundo atual, mas o sempre novo, sempre incômodo e sempre fascinante Jesus de Nazaré, o Cristo, nosso Deus.


Cônego Henrique Soares da Costa.
Fonte: Site Padre Henrique
http://www.padrehenrique.com/artigos.htm#

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Planejamento Familiar Católico


Quero publicar hoje um pouco sobre um método defendido pela Igreja e não divulgado pela mídia.
Essa falta da divulgação deve-se ao fato de que o anticoncepcional, a camisinha e todos os outros métodos são pagos, e muito bem pagos... dessa forma, o governo, os médicos (nem todos, claro), e as empresas que produzem esses medicamentos não possuem interesse nenhum nessa divulgação. Pelo contrário, dizem que não funciona.

Muito importante: O método billings, ou método do muco NÃO é a tabelinha.

A tabelinha funciona somente para mulheres que tem um ciclo menstrual muito regulado. Conheço casais que utilizam há anos e funciona bem para eles... mas a maior parte das mulheres não possuem o ciclo tão regulado, o que as impede de usar a tabelinha... entretanto, existe um método excelente para essas também: o método billings.

Procure mais informações no CENPLAFAM da sua cidade. Os casais católicos não precisam ir contra os preceitos da Santa Igreja por quererem "espaçar" ou "programar" o nascimento dos filhos. É possível usar um método natural, que não faz mal, não tem custo, e não é difícil de usar!!!

Paz e Bem

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MÉTODO DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA


O Método Billings ou Método da ovulação, é conhecido assim, por ter sido descoberto pelo casal Billings há mais de cinqüenta anos. Resumidamente, este método, consiste na leitura dos sinais do corpo da mulher, que se fazem presentes visivelmente ou pela sensação daquilo que está ocorrendo dentro de seu ciclo.


Com este método é possível a mulher saber exatamente o período em que está fértil ou infértil, preparada ou não a conceber uma vida se houver uma relação sexual. Para a eficácia do método, é importante a mulher aprender a se conhecer e é muito importante ainda que o homem também conheça o método, pois, é fundamental o diálogo do casal que opta pelo método natural. Sem o diálogo e o entendimento por parte dos dois, dificilmente o método funcionará. Não vá confundir este método com a antiga tabelinha.
Este método não é uma tabelinha e nem uma tabelinha atualizada. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde apontaram 97% de eficácia do método. Pesquisas realizadas na prática (por mais de trinta anos) pelo CENPLAFAM – Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família – comprovam que o método chega a atingir 99, 8% de eficácia.
As “falhas” que porventura aconteçam, geralmente provém de falha na utilização do método e não do método em si. E afinal das contas: Filho não é falha! É bênção! Portanto, este é o método mais seguro que se conhece.
É eficaz, natural, não faz mal à saúde do corpo e da alma, não tem contra-indicações, não mutila o corpo (como a vasectomia e a laqueadura), não provoca aborto, e tem a aprovação e bênção da Igreja e de Deus. Não é minha intenção neste livro, ensinar e detalhar o método. Já existe literatura suficiente sobre o assunto e de fácil acesso nas boas livrarias católicas. Para saber mais sobre o método, você pode entrar em contato conosco, da Comunidade Sagrada Família, através do site (...). Que a Sagrada Família te abençoe e te conceda ser feliz na escolha de sua vocação!

(Extraído do Livro: "Namoro, Tempo ou Passatempo?" de Italo Fasanella - Ed. Palavra e Prece)

Alguns livros muito esclarecedores sobre o método:



- O MÉTODO BILLINGS - Edições Paulinas.

- Amor e Fertilidade Método da ovulação (Mercedes Arzú Wilson) - Edições Loyola



terça-feira, 28 de maio de 2013

SEXO SEM COMPROMISSO
Vale a pena correr o risco?

Julio Severo



Ele a espia andando na sala. Ela é sexy. Ele avança e ela o recompensa com um sorriso sensual. Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão. Na manhã seguinte, cada um segue sua própria vida, feliz e satisfeito.

Experimente ligar em algum programa de TV, em algum horário do dia ou da noite, e você verá, de uma maneira ou de outra, cenas desse tipo. O sexo é apresentado como diversão sem nenhuma conseqüência, risco e dor de cabeça. Mas é só na TV que se consegue criar tal realidade longe da verdade! Quando recriam a cena no mundo real, as pessoas podem terminar com muito mais do que só lembranças.

Vamos analisar essa cena e escrever um possível final da vida real.

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…Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão.

Seis meses depois: Ela está se arrumando para trabalhar e, ao urinar, sente dor e um corrimento como pus. Ela sente dor também na região da cintura.

Oito meses depois: Ela sai da cama e dobra de dor. Não dá mais para ignorar o problema. Envergonhada de ficar face a face com o médico da família, ela vai a uma clínica e descobre que tem gonorréia. O médico lhe receita antibióticos e tudo se resolve. Ela esquece o problema.


Quatro anos mais tarde: Ela encontra o homem de seus sonhos. Eles queriam filhos sem demora e decoraram o quarto do bebê, certos de que logo estariam segurando um bebezinho no colo. Ela está agora saindo do consultório médico chorando. Ela acabou de ser informada de que não lhes será possível ter filhos. A gonorréia que ela havia contraído danificou as trompas e ela ficou estéril. Ela nem mesmo se lembra do nome do homem que lhe passou a doença, mas ela terá de viver com trauma e tristeza pelo resto de sua vida.

Ei, o que aconteceu com o final feliz? Simples: A vida real não imita os filmes e novelas. Vamos então analisar essa cena e escrever outro possível final da vida real.

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…Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão.

Dez meses depois: Ele acabou de jogar uma partida de futebol. Ele tem se sentido cansado e com dores há dias. “Deve ser gripe”, ele pensa. Então a mente dele vaga para a grande noite que ele teve na semana passada… “Qual será o nome dela?”

Um ano depois: Ele precisa ir ao médico. A gripe parece interminável e ele não consegue se livrar dela. Ele marca uma consulta para amanhã.

No dia seguinte: Ele escuta o médico, sem conseguir acreditar. Como seria possível ele ter os sintomas da AIDS? Ele sempre usou camisinha com todas as suas parceiras. O médico explica que a camisinha não consegue proteger totalmente contra o vírus HIV. Por que ninguém o havia informado disso?

Dois anos depois: Ele está deitado na cama olhando pela janela. Seus olhos vagueiam para os pés e ele pensa no tempo em que esses mesmos pés eram mais fortes e podiam chutar uma bola de futebol com firmeza. Agora, ele fica pensando se terá forças para chutar. Ele não sabe com certeza qual de suas parceiras lhe deu o HIV. Ele fica pensando no número de mulheres para quem ele passou o vírus.

Esses finais não são tão felizes quanto os que a TV mostra, mas são as conseqüências de vida real do sexo casual. A gonorréia e a AIDS não são os únicos riscos. Ainda que não se leve em consideração o risco de sofrer um coração partido e danos emocionais, há algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) mais comuns que você se arrisca a contrair quando se envolve com o sexo sem compromisso matrimonial.

Para ler o texto todo, que continua, clique no link: http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc34987
Fonte: Provida Família

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sexo Seguro???

Mais uma sobre a camisinha...
Evangelizar também é denunciar as mentiras ditas por aí... Convido a todos os blogs e sites cristãos a atuar em favor da vida, divulgando essas informações...

Quer entender por que, apesar de tanta propaganda, de tanta distribuição gratuita de camisinha por aí, a AIDS vem crescendo terrivelmente entre os jovens e adultos?

leia a matéria abaixo, e tire suas próprias conclusões.
João Batista




Descoberto método infalível para se proteger contra a AIDS

Infelizmente muitos estão sendo enganados, especialmente os nossos jovens, quando pensam que a “camisinha” previne seguramente contra a contaminação do vírus HIV da AIDS; e cria-se assim a ilusão do “sexo seguro”.

O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha:“Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana... O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo... O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, pag.80).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas.

A revista Seleções (dezembro de 1991, pp.31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol.36, issue 12, pp.1635-1644), afirma:“Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. 
 
O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.“As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe” (PR, n° 409/1996, pp. 267-274).Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem camisinha. 
 
Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É uma “roleta russa”.
O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que:“O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”(idem) .Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que:“O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p.1-3)
 
A Rubber Chemistry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS”.Vemos, portanto, que é irresponsável, cientificamente, dizer que a camisinha garante o “sexo seguro”. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao sexo livre, sem responsabilidade e sem compromisso, o que o faz promíscuo e vulgar.
 
A Igreja não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não concordar com o uso da camisinha. Como disse o padre Lino Ciccone, professor de Teologia Moral e Bioética na Faculdade Teológica de Lugano, na Itália:“Não se faça caridade jamais às custas da verdade, nem se imponha a verdade voltando as costas à caridade”.


Prof. Felipe de Aquino
fonte: Provida Família
http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc74708

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Conseqüências da Separação



Bom seria se, por todos os nossos dias, acontecessem somente coisas que tínhamos projetado viver. No entanto, toda opção contrária à nossa vontade traz para a nossa realidade o compromisso de assimilar o novo.
É sabido que muitos casamentos correm riscos de um desfecho nada parecido com as alegrias que pensavam viver. Infelizmente, alguns casais chegam a considerar a separação conjugal como a solução de seus problemas, embora tenham feito o voto de viver juntos por toda a vida. Diante das exigências do relacionamento, podem querer abandonar o compromisso assumido, desejando, assim, recuperar o tempo que acreditam ter perdido, saindo em busca da “felicidade” que consideram ter deixado para trás.
 
Aqueles que, anteriormente, apresentavam-se abraçados em fotografias, talvez, tenham se comportado, ao longo da vida conjugal, indiferentes ou displicentes aos cuidados e carinhos necessários para a renovação do amor, sentimento que os fez investir no casamento eterno. Por mais plausíveis que sejam as razões da separação, haverá outros traumas secundários, que implicarão na vida familiar, especialmente, quando dessa relação vieram os filhos. 
 
Pois como sabemos: “Na disputa entre o mar e o rochedo quem sofre são os mariscos”. Para os filhos, – encarar a realidade de ter seus pais vivendo em casas separadas – poderá ser um problema, tendo em vista que a referência de família e o sinônimo de proteção, que todos temos, são compostos de pai, mãe e filhos. 
 
Muitos são os relatos de filhos que experimentaram os dissabores da ruptura do casamento de seus pais. Dúvidas surgem na cabeça deles diante dessa desagradável surpresa, pois a quem irão recorrer? Quem vai ajudá-los a solucionar os impasses e inseguranças que vão aparecer ao longo de suas vidas? Ou com quem deverão morar? (Isso, quando essa escolha lhes é permitida). Além de não poderem contar com o esteio familiar como antes, deverão fazer a difícil opção entre aqueles que por eles são igualmente amados. Tudo isso significaria colocar sobre seus os ombros uma responsabilidade muito além de suas próprias forças.
Em meio a tantas situações complicadas de se gerir, não será difícil perceber no comportamento deles [filhos] a presença do medo, sentimentos de revolta, raiva, incompreensão, desconforto, além da sensação de abandono, entre outros.Antes que as conseqüências dos atos dos pais repercutam na vida daqueles que se sentem impotentes diante das dificuldades dos adultos, certamente, será importante que os cônjuges falem um ao outro o que realmente desejam e esperam como contribuição para o reaquecimento da relação. 
 
Muitas vezes, nessas ocasiões a ajuda de um profissional na área da pscicologia será também de grande valia. (...)Em mar revolto, marinheiros não içam velas”. Estabelecer a disposição comum em reviver as simples coisas que foram deixadas para trás, será a chave para alcançar o sucesso no casamento.
Deus abençoe a todos, 
 
José Eduardo Moura
 
webenglish@cancaonova.com Missionário da Comunidade Canção Nova, trabalhando atualmente na na Fundação João Paulo II no Portal Canção Nova.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Controle de Natalidade X Regulação Natural



Controle de Natalidade vs. Regulação Natural

Quem propõe o "controle da natalidade" por meios artificiais o fazem movidos por vários mitos à respeito dos métodos naturais de regulação da natalidade:
"são antiquados e poucos eficazes" "são muito complicados" "são inviáveis"
Mas a Verdade é outra:
Os métodos naturais, especialmente os mais modernos, têm o suporte científico mais desenvolvido e consistente.
Dado que respeitam os ritmos naturais da pessoa, uma vez aprendidos, os métodos naturais se incorporam facilmente ao ritmo da vida das pessoas.
Os métodos naturais não têm nada de inviáveis. Certamente supõem o diálogo, o autodomínio e a corresponsabilidade do casal, mas isto, em vez de uma desvantagem, é o grande benefício comparativo dos métodos naturais que nenhum método artificial poderá jamais dar: compreensão, respeito mútuo, diálogo do casal e a conseqüente contribuição ao desenvolvimento integral de cada uma das pessoas.

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, os métodos naturais de planejamento familiar demonstraram possuir uma ampla superioridade sobre os métodos artificiais (anticoncepcionais-abortivos) em diversos aspectos. Em tais estudos demonstrou-se que eram fáceis de aprender e de aplicar pela mulher em qualquer que fosse seu nível cultural (demonstrou-se que podem ser aprendidos e aplicados com êxito inclusive por mulheres carentes de instrução mínima), que eram aceitos com preferência aos métodos artificiais e, o mais importante, revelaram-se sumamente eficazes em evitar a gravidez. A todas estas vantagens agrega-se que por sua natureza respeitam a integridade e dignidade da pessoa humana sem lesionar seus direitos.
Um estudo multicêntrico, que abarcou importantes cidades de diversos pontos do mundo e distantes entre si (Auckland, Bangalore, Manila e El Salvador) demonstrou que 93% das mulheres férteis estava em condições de reconhecer e interpretar o momento de fertilidade desde seu primeiro ciclo menstrual (destaca que o grupo de El Salvador incluía 48% de analfabetas). O estudo conclui que as probabilidades de concepção nos períodos determinados como inférteis era de 0,004%, quer dizer, menos de meio por cento.Em contraposição aponta-se que o índice de gravidezes utilizando métodos artificiais para o controle da natalidade, varia de 1% (pílulas combinadas estrógeno-progesterona) até 20-23% em usuárias de anticoncepcionais orais.
Em um estudo realizado em Calcutá, Índia, sobre a eficácia do Método da Ovulação, informou-se de uma porcentagem próxima a 0 (zero) sobre uma população total de 19.843 mulheres pobres e de diversas crenças religiosas (57% hindús, 27% islâmicas, 21% cristãs).
As conclusões do estudo da Organização Mundial da Saúde sobre a eficácia do Método da Ovulação foram as seguintes:
Por meio de ecografia ovárica determinou-se que os sintomas do muco cervical identificam com precisão o momento da ovulação.
Todas as mulheres, de qualquer nível cultural e educacional podem aprender o método da observação do muco cervical para reconhecer quando ocorre a ovulação.
A evidência mundial sugere que os métodos de controle natal, abstendo-se da relação sexual na fase fértil identificada pelos sintomas da ovulação, são equivalentes àqueles dos anticoncepcionais artificiais.
O estudo realizado entre 20.000 mulheres pobres em Calcutá, com uma porcentagem de gravidez próxima a zero, complementado com outros estudos em países em desenvolvimento, demonstram a efetividade do Planejamento Familiar com Métodos Naturais.
Os usuários do método estavam satisfeitos com a freqüência da relação sexual sugerida por este método de planificação familiar, o qual é econômico e pode ser especialmente valioso para os países em desenvolvimento (Cf. R.E.J. Ryder, British Medical Journal, Vol. 307, edição de 18 de setembro de 1993, pp. 723-725).
Comparando os dois métodos naturais mais seguros, os índices de efetividade são bastante parecidos (Cf. Dra. Zelmira Bottini de Rey, Dra. Marina Curriá, Instituto de Ética Biomédica, Curso de Planificação familiar natural, Universidad Católica Argentina Santa Maria dos Buenos Aires, abril de 1999):
-o índice para o Método da Ovulação ou Billings é 96.6% (Cf. American Journal of Obstretics and Gynecology, 1991).
-o índice para o Método Sintotérmico é de 97.7% (idem).
-o índice para o Método Sintotérmico em matrimônios altamente motivados para evitar a gravidez é de 97.2% (Cf. Guia para a prestação de serviços de PFN. OMS. Genebra, 1989).
Estes são índices muito altos e certamente não só alcançam mas que superam a muitos dos métodos artificiais mais eficazes. Lamentavelmente, as campanha de descrédito dos métodos naturais respondem não a bases científicas mas a preconceitos ideológicos e interesses econômicos.

Fonte: ACI Digital


http://www.acidigital.com/vida/natal-natural.htm

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sexualidade Conjugal - Fidelidade e Exclusividade


Fiel e exclusivo: fins da sexualidade conjugal

Por: Nancy Escalante
Partimos do fato que a sexualidade é um dom mútuo, é união da carne de duas pessoas, homem e mulher, é o ato através do qual eles se tornam uma só carne. Aqui existe uma dimensão espiritual; quando se realiza, expressa e manifesta a ação unitiva que procede do amor conjugal. É através do ato conjugal que se realiza a doação-entrega-recepção, sendo um ato de amor conjugal com uma dimensão unitiva. Neste sentido, somente o amor divino conhece uma união amorosa mais profunda do que a elevada ao sacramento do altar.
São Tomás de Aquino explica que, através do matrimônio, o homem e a mulher formam uma comunidade com a finalidade de ajudar-se na vida matrimonial e familiar. Neste sentido, o fato de que a sexualidade humana não somente aconteça em períodos de fertilidade da mulher indica que – além da dimensão procriadora – existe a dimensão unitiva, sendo que o ato conjugal é algo mais do que o encontro entre dois sexos, é o encontro entre duas pessoas.

A dimensão amor–unitiva e a dimensão procriadora se encontram fundidas em um só ato e são inseparáveis. Portanto a fecundação é a expressão do amor conjugal que, por ser pleno e total, une os esposos, dando lugar à transcendência do amor e do seu ser.O ato sexual conjugal, ao ser um ato de amor, deve estar ordenado à união e, portanto, à procriação.
O Concílio Vaticano II afirma (const. Gaudium et spes, 50): “O matrimônio não é somente para a procriação, mas a natureza do vínculo indissolúvel entre os cônjuges e o bem da prole exigem que o amor mútuo dos esposos se manifeste e amadureça”.
A finalidade amorosa-unitiva é, por natureza, a finalidade imediata do ato conjugal, ou seja, personaliza o ato conjugal.Quanto à finalidade procriadora, trata-se do ato natural da pessoa-homem que fecunda a pessoa-mulher, é o ato de fecundação dirigido, portanto, a gerar filhos. Assim se explica o que ensina o Concílio Vaticano II, o matrimônio e o amor conjugal se ordenam à prole. Portanto:O ato conjugal, como expressão e manifestação do amor conjugal, não é lícito nem honesto fora do casamento.

A relação sexual extra matrimonial é uma falsidade, não é um ato de amor verdadeiro, ao contrário, é um ato egoísta.Tudo que for contra os fins do matrimônio é desonesto, como o uso de preservativos, o onanismo, a sodomia, a masturbação e a bestialidade, que constituem graves degradações do amor homem-mulher, uma vez que despersonalizam e vão contra a dignidade e a natureza da pessoa humana.Privar a sexualidade de sua potência procriadora, por qualquer meio, seja cirúrgico, mecânico ou químico, degrada e destrói o amor conjugal, e quando se chega ao aborto ou ao infanticídio se comete, além disso, um crime contra a vida humana.

De acordo com Gen 2, 18-24 e com a const. Gaudium et spes (n. 48), o casamento é a comunidade formada pelo homem e pela mulher unidos nas potências naturais do sexo, formando uma unidade na natureza que é, por sua vez, uma comunidade de vida e de amor.Esta comunidade de homem e mulher é a sociedade primária e nuclear da Humanidade: o núcleo fundador da família, primeira expressão da sociabilidade humana: (const. Gaudium et spes, 12).Segundo afirma o Concílio no c. 1055, e considerando o casamento um consórcio para toda a vida, ordenado – por sua própria índole natural – ao bem dos cônjuges e a geração e educação da prole, resulta óbvio que o bem dos cônjuges compreende a ajuda e o serviço mútuo.Neste sentido, com base nos textos bíblicos, o texto-chave é Gen 2, 18-24:Não é bom que o homem esteja sozinho; a pessoa humana é social por natureza, com uma essencial abertura ao outro pelo amor e pela cooperação em tarefas comuns.

Diante da solidão do primeiro homem, Deus propõe dar-lhe uma ajuda e essa ajuda é uma mulher. Ambos se unem como esposos, formando o primeiro núcleo familiar, a primeira comunidade conjugal, baseada na ajuda mútua e, pela diferenciação sexual, na geração e educação dos filhos. Este é o bem dos cônjuges, ao qual o casamento está dirigido. É preciso interpretar esta ajuda recíproca como própria de uma comunidade de vida e de amor, como uma relação interpessoal para o aperfeiçoamento recíproco material e espiritual, ao mesmo tempo que de participação na tarefa comum que o casamento supõe: a família, isto é, o lar, os filhos, as necessidades da vida pessoal e privada, etc.
Quanto ao bem dos cônjuges, trata-se de uma finalidade obtida pelo mesmo casamento, ou seja, pela vida matrimonial que torna o casamento uma comunidade de vida e de amor. O casamento contém em si tudo o que for preciso e conveniente para a obtenção desses fins. São, portanto, fins imediatos, e deles o casal recebe suficiente razão de ser e de bondade.
A finalidade da procriação e educação da prole não é a finalidade imediata do casamento, embora os filhos sejam concebidos no casamento, através do dom mútuo. É, portanto, a finalidade última, porque a comunidade conjugal está ordenada a procriar e educar os filhos no seio familiar: por este motivo, o matrimônio deve ser o núcleo da família.

Gaudium et spes, 50.BibliografiaJuan Pablo II. Homem e Mulher: Teologia do corpo. 3ra edição. (1999) Ed. Palabra.Sarmiento A. El matrimonio cristiano. Ed Eunsa. Navarra. Espanha.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Método Billings - o que é?

MÉTODO DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA


O Método Billings ou Método da ovulação, é conhecido assim, por ter sido descoberto pelo casal Billings há mais de cinqüenta anos.
Resumidamente, este método, consiste na leitura dos sinais do corpo da mulher, que se fazem presentes visivelmente ou pela sensação daquilo que está ocorrendo dentro de seu ciclo.
Com este método é possível a mulher saber exatamente o período em que está fértil ou infértil, preparada ou não a conceber uma vida se houver uma relação sexual. Para a eficácia do método, é importante a mulher aprender a se conhecer e é muito importante ainda que o homem também conheça o método, pois, é fundamental o diálogo do casal que opta pelo método natural. Sem o diálogo e o entendimento por parte dos dois, dificilmente o método funcionará.
Não vá confundir este método com a antiga tabelinha. Este método não é uma tabelinha e nem uma tabelinha atualizada. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde apontaram 97% de eficácia do método. Pesquisas realizadas na prática (por mais de trinta anos) pelo CENPLAFAM – Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família – comprovam que o método chega a atingir 99, 8% de eficácia.
As “falhas” que porventura aconteçam, geralmente provém de falha na utilização do método e não do método em si. E afinal das contas: Filho não é falha! É bênção!
Portanto, este é o método mais seguro que se conhece. É eficaz, natural, não faz mal à saúde do corpo e da alma, não tem contra-indicações, não mutila o corpo (como a vasectomia e a laqueadura), não provoca aborto, e tem a aprovação e bênção da Igreja e de Deus.
Não é minha intenção neste livro, ensinar e detalhar o método. Já existe literatura suficiente sobre o assunto e de fácil acesso nas boas livrarias católicas.
Para saber mais sobre o método, você pode entrar em contato conosco, da Comunidade Sagrada Família, através do site, e-mail, endereço ou telefone divulgados ao final deste livro.
Que a Sagrada Família te abençoe e te conceda ser feliz na escolha de sua vocação!
(Extraído do Livro: "Namoro, Tempo ou Passatempo?" de Italo Fasanella - Ed. Palavra e Prece)

Alguns livros muito esclarecedores sobre o método:

- O MÉTODO BILLINGS - Edições Paulinas.
- Ensinando o Método da ovulação Billings - Paulus Editora.
- Amor e Fertilidade Método da ovulação (Mercedes Arzú Wilson) - Edições Loyola


Fonte: Comunidade Sagrada Família de SP

http://www.sagradafamilia.org.br/formacao5.htm

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Males da Pílula

A PÍLULA É PERIGOSA

A pílula é particularmente perigosa para os adolescentes menores de 17 anos. Ela contém um poderoso hormônio que afeta a principal glândula encarregada de coordenar o processo de crescimento. A pílula pode impedir que seus ossos se endureçam como deveriam, pode deixá-lo estéril, pode impossibilitar você de engravidar futuramente quando desejar ter um filho, e pode causar flebites (inflamação nas veias) ou trombose (formação de coágulos nos vasos sanguíneos). Inclusive, de acordo com as investigações, a pílula reduz a acidez da vagina (que ajuda a combater os vírus) e debilita o sistema imunológico.

Muitas infecções da bexiga e as herpes infecciosas não parecem ceder, a menos que a mulher infectada deixe de tomar a pílula3.
Tudo isso predispõe à mulher não só às infecções vaginais mas também às doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS1. Por último, a pílula às vezes não impede a ovulação e causa abortos nas primeiras etapas da gravidez.


PARA QUÊ CORRER RISCOS?


Nos EUA há mais de 40 milhões de pessoas (na maioria mulheres e bebês) que contraíram doenças sexualmente transmissíveis2.
75% das mulheres e 15% dos homens que contraíram clamídia não apresentam sintomas. Esta doença pode causar danos a vista ou produzir pneumonia em um bebê recém nascido. Uma pessoa pode estar infectada por 2 a 6 meses, sem que apareçam os sintomas do vírus papiloma humano (HPV), que se acredita ser o causador do câncer de útero. A maioria das mulheres que contraem gonorréia (80%) não manifestam sintomas, e inclusive existe um novo tipo de gonorréia que a penicilina não pode curar. A mãe pode transmitir a doença ao bebê durante o parto e causar cegueira. Esta doença é a mais comum entre os jovens estudantes




1. Frances French. Living World, 1988, e Escoge la Vida, nov.-dic. De 1991.

2. Carta da American Social Health Association, assinada por sua diretora executiva, Peggy Clarke.

3. The Doctor's Case Against the Pill, Barbara Seaman, 1980.



Fonte: Pró Vida Família

http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc78807

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Camisinha - O Mito do Sexo Seguro

OS PRESERVATIVOS NÃO ELIMINAM OS RISCOS

Utilizar preservativos para impedir o contágio da AIDS é como jogar um roleta russa, é colocar a vida em jogo. Em 1987, 20% dos preservativos submetidos a testes pela FDA (Administração de Drogas e Alimentos dos EUA) apresentaram defeitos, um número bem maior que o permitido. Segundo o Centro para o Controle de Doenças, de 3 a 36% dos preservativos falham e; não impedem a gravidez. O vírus da AIDS é 3 vezes menor que o vírus causador da herpes, 6 vezes menor que a treponema pallidum que causa a sífilis e 450 vezes menor que o espermatozóide. Se o preservativo permite tantas gravidezes indesejadas, imagine quantas vezes mais não deixará passar o vírus da AIDS? No que se refere à AIDS, os preservativos são eficazes apenas em 70%1.

Os preservativos apresentam, ainda, outros riscos. Há informações de graves reações alérgicas como inflamação, coceira e transtornos respiratórios2. Inclusive, segundo a FDA, em 1990, uma pessoa morreu como consequência de uma dessas reações3. Os preservativos, os diafragmas e outros contraceptivos de barreira podem predispor a mulher à pré-eclampsia, uma complicação da gravidez que, às vezes, pode resultar em morte4.

A herpes simplex II é extremamente contagiosa e não tem cura. 50% dos bebês cuja mãe contrai herpes morrem e os outros 50% podem nascer com lesões no cérebro, nas vistas ou na pele. A sífilis pode causar cegueira, paralisia, demência, infecções cardíacas e, às vezes, a morte. Quantas pessoas que contraíram estas doenças sexualmente transmissíveis pensavam que não corriam risco nenhum?
Lembre-se, algumas destas doenças são incuráveis, podem deixar você estéril, predispor ao câncer do útero e inclusive levá-lo à morte. Outras podem ser muito dolorosas ou irritantes. Todo ano, nos EUA, um de cada seis adolescentes contrai uma doença sexualmente transmissível. Mais de 100.000 bebês sofrem as consequências destas enfermidades, entre as quais se encontram a cegueira, infecções do cérebro, defeitos congênitos e até a morte5.



BIBLIOGRAFIA
1. Margaret Fischi, et al, "Evaluation...), Journal of the AMA e Washington Post, 6 de fevereiro de 1987.
2. Washington Times, 1 de novembro de 1990.
3. Los Angeles Times, 28 de maio de 1990.
4. Journal of the AMA, 8 de dezembro de 1989 e HLI Reports, fevereiro de 1990.
5. Carta da American Social Health Association, assinada por sua diretora executiva, Peggy Clarke.



Fonte: Pró Vida Família

http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc78807

quarta-feira, 13 de julho de 2011

a Janela de Overton e a Manipulação

Amigos,
Recebi esse texto de uma amiga lá de Londrina, e achei muito interessante e muito necessário que todos nós cristãos nos aprofundemos no assunto para não "cair na rede"... embora muitos já estão caindo.

Vivemos um tempo de grandes mudanças - boas e más - a tecnologia nos ajuda em nossas vidas, mas muitos dos antigos valores estão sendo questionados...

Segue algo esclarecedor nesse sentido, nos mostrando que muito do que temos visto hoje inclusive dentro de nossa casa, faz parte de um tenebroso plano para mudar nossos pensamentos e atitudes... de quem é esse plano? Certamente que não de Deus!

Segue o texto:

Artigo publicado no http://www.saindodamatrix.com.br/

A JANELA DE OVERTON

qua, 6 de julho, 2011

O termo "Janela de Overton" foi dado em homenagem a Joseph P. Overton, que era vice-presidente do Centro Mackinac para políticas públicas nos anos 90 e criou um modelo que mostra como as opiniões públicas podem ser mudadas intencionalmente e de forma gradual por um pequeno grupo de pensadores ("Think tank"). Ou seja, idéias que antes pareciam impossíveis são plantadas na sociedade e, com o tempo, se transformam até mesmo no oposto do que era antes. Imaginemos qualquer causa politico/social (educação, aborto, descriminalização de drogas, não interessa). Para cada causa há um espectro de idéias que vai de um extremo a outro (do pensamento mais radical ao mais liberal). A Janela de Overton é o leque de idéias "aceitáveis" na sociedade, ou seja, a posição da sociedade num dado espectro.



Quando um Think tank tem de promover uma idéia que está fora do que a opinião pública considera razoável, ela "puxa" a janela na sua direção. Assim, através da sua ação na mídia, vai introduzindo no discurso público idéias a princípio consideradas radicais, impossíveis de implementar, mas que, com a exposição do público a essas ideias, o que era inaceitável passa a ser tolerável, e o que era aceito pode até passar a ser rejeitado.

Podemos ver esse mecanismo em ação agora mesmo, ao assistirmos a uma massificação/exploração da homossexualidade pela mídia, assim como fizeram nos anos 90 com o culto à marginalidade (e uso a palavra em seu sentido mais amplo, do que está à margem). Colheremos bons e maus frutos disso, mas não amadureceremos como sociedade, assim como não amadurecemos em relação às classes sociais, pois não há debate ou esclarecimento, apenas imposição e tomadas de lado. Sem entrar na questão de certo ou errado (isso seria desvirtuar todo o post e olhar pro dedo, em vez de olhar pra Lua), dá pra perceber uma saturação de personagens homossexuais nas novelas, assuntos relativos ao tema nos telejornais, como que empurrando goela abaixo da sociedade algo que até então era tabu, num equivalente psicológico do que seria um "tratamento de choque". Tratamentos assim podem até curar os sintomas, mas à custa de recalques e traumas que ficarão adormecidos, apenas esperando um gatilho para explodir.

Existem tantos outros tantos exemplos de manipulação, mas os mais dramáticos são os que levam um país inteiro a uma guerra.

Todo mundo sabe que a guerra do Iraque foi baseada numa mentira (as tais "armas de destruição em massa") mas o que poucos sabem é que tudo seguiu um script de um relações-públicas de guerra contratado pelo governo dos EUA para controlar todas as informações que apareceriam na mídia (e controlar, assim, a percepção das pessoas). Esse homem é John Rendon. Suas ações foram além de plantar notícias: ele também criou, a pedido da CIA, forças dissidentes DENTRO do Iraque a fim de que depusessem o governo desse país na base da violência. Então se você acha que o enforcamento de Saddam Hussein foi planejado e executado "soberanamente" por iraquianos... bem, se você é um cara que acredita em tudo o que vê na TV, provavelmente deve achar que o David Copperfield é um Avatar!

Rendon também participou do 11 de setembro, trabalhando para o Pentágono no Office of Strategic Influence, cuja missão era plantar notícias falsas e esconder suas origens. Outra missão era monitorar e participar de fóruns e chats em lingua árabe (lembrem que a única "confirmação" de que Osama Bin Laden foi morto foi feita num desses fóruns em que a Al Quaeda supostamente participa. A mensagem poderia ter sido escrita até por mim, mas a mídia comprou essa informação como verídica, assim como tem comprado tudo o que o governo americano diz que é pra ser).

Abro um parênteses pra lembrar que esse ano Obama se reuniu com os principais executivos da internet (Google, Apple, Facebook, Twitter, Yahoo, entre outros). Supostamente o jantar era pra falar sobre a geração de empregos, mas diante dos fatos descritos acima fica difícil acreditar que o presidente dos EUA se encontraria com os principais outsiders da mídia controlada pra falar de algo tão prosaico.















O "pai" das relações-públicas foi Edward Bernays. Ele cuidou da propaganda por detrás do golpe de estado na Guatemala, em 1954, onde a CIA tirou do poder um regime democraticamente eleito, e também ajudou a criar um sentimento de guerra contra a Alemanha na 1ª guerra (1917). Sua fama foi feita no final dos anos 1920, quando ele conseguiu inverter uma percepção negativa da sociedade (mulheres fumarem era algo grosseiro e masculino) para algo positivo (glamour, elegância) com a campanha dos cigarros Chesterfield. Ele também é o responsável pela percepção de que a cerveja é uma "bebida leve e moderada". Em 1928 ele lançou o livro "Propaganda", que se tornou a bíblia da indústria da publicidade e dos governos ocultos. Não por acaso foi o livro de cabeceira de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista (apesar de Edward ser judeu).

Barack Obama é o maior exemplo de um produto de sucesso das relações públicas. Ele saiu do nada para a presidência dos EUA através puramente da imagem e do discurso, uma imagem - e discurso - vendidos não só para os EUA, mas para o mundo todo, e que geralmente não condiz com suas atitudes (A base de Guantânamo continua lá pra provar). Quem produziu Barack Obama? A resposta visível é o marketeiro dele, Ben Self (que por sinal trabalhou na campanha da Dilma). Mas não responde a QUEM interessa fazer Barack Obama. Esse é um mistério que só pode ser entendido quando acrescentamos um elemento atualmente invisível à nossa sociedade: aqueles que controlam a sociedade.

Edward Bernays fala explicitamente em seu livro "Propaganda":

"Se entendermos os mecanismos e as motivações da mente de grupo, é agora possível controlar e reger as massas de acordo com nossa vontade, sem seu conhecimento."

Em um livro posterior, Edward cunhou o termo "engenharia do consentimento" para descrever sua técnica de controle de massas:

"A manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados e opiniões das massas é um elemento importante na sociedade democrática (...) Aqueles que manipulam este mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder do nosso país (...) Em quase todo ato de nossa vida diária, seja na esfera da política ou dos negócios, na nossa conduta social ou no nosso pensamento ético, nós somos dominados por um número relativamente pequeno de pessoas (...) que compreendem os processos mentais e padrões sociais das massas. São eles que puxam os fios que controlam a mente do público."

Quem controla a mídia controla o poder. É por isso que nosso querido governo nunca desistiu da idéia de controle total da imprensa, mas nisso têm enfrentado violenta oposição da Band e da Globo. Se a história nos ensinou alguma coisa, é que vai ser preciso criar um factóide (algo dramático, de apelo popular) pra se criar, no calor dos eventos, uma censura que não pareça uma censura. Ou seguir o caminho que já está tomando, de ir aumentando o controle do judiciário e ir estrangulando, por meio de processos e proibições (como a do Estadão) o jornalismo inquisitivo, de denúncia. Por outro lado, engana-se quem pensa que a mídia está contra o governo. Porque, ironicamente, a mídia só se torna relevante em seu poder de convencimento quando está aliada ao poder, e o poder está representado pelo governo, que está representado/sustentado na mídia. Essa simbiose pode ser observada na relação estreita da Globo com todos os governantes brasileiros, independente de ideologia.

Um belo exemplo de inversão completa do espectro está na manipulação em massa da esquerda brasileira, que apenas 15 anos antes era intolerante ao extremo com corrupção e falta de ética DA DIREITA, e prometiam fazer diferente, mas uma vez no poder conseguiu implantar em seus eleitores/apoiadores a idéia de que conchavos, propinas e corrupção fazem parte do jogo político, e que é a única forma de se manter a governabilidade. Isso não foi construído do dia para a noite, e sim ao longo do gerenciamento da mídia dos VÁRIOS escândalos em que eles se meteram. Algo que nunca conseguiriam sem o poder e carisma de seu relações-públicas Luís Inácio Lula da Silva ("o cara") que, quando quer fazer publicidade ou apagar algum incêndio, dá entrevistas exclusivas à Rede Globo, que outrora criticava.

Seguem as considerações da Dani no e-mail que me mandou, que julgo pertinente partilhar com vocês pois também esclarece muito:
 
"Como sou formada em Relações Públicas, confirmo essas informações, pois algumas delas (como a 1ª Guerra e o Nazismo) eu cheguei a ler a respeito quando eu fazia faculdade.



Existe uma “conta” de quantas inserções na mída (em notícias, novelas, programas, propagandas, jogos de futebol, etc...) a respeito de um assunto são necessárias para fazer uma pessoa mudar de opinião... isso é muito usado na Publicidade e Propaganda de grandes empresas, como a Coca Cola... que ainda hoje, a maioria das pessoas prefere em detrimento de qualquer outro refrigerante (eu inclusive), fruto de uma imensa propaganda para mudança de opinião – transformando um xarope criado para ser remédio, no refrigerante mais consumido do mundo –que mostra o enorme poder da propaganda como mudança de opinião de massas.


Hoje temos visto isso na questão dos Gays, que realmente não saem do assunto em pauta nas reportagens e novelas... tentaram fazer isso com a liberação do aborto mas ainda não conseguiram, então mudaram de tática: primeiro deixar a questão da homossexualidade ser vista como normal, e depois voltar a esse tema, vão amolecendo nossa visão de certo e errado...


Quando falamos nos encontros adolescentes, em palestras sobre sexualidade e namoro, começamos contando como cozinhar um sapo:


Se colocarmos o pobre do bicho direto numa panela cheia de água fervente, ele que não é bobo, vai pular pra fora imediatamente.


Já, se o colocarmos dentro de uma panela com água morna, ele vai gostar, se sentir confortável, e podemos colocar fogo embaixo, ele vai esquentando sem perceber, e inchando, até morrer cozido...


É isso que fazem conosco desde que a Globo começou com suas novelas... antigamente um beijo na tela era algo proibido, só depois das 22h e com as crianças dormindo ou fora da sala... hoje temos cenas de sexo na “sessão da tarde”, na “novela das 6h” , etc... usaram e continuam usando muito bem esses conhecimentos... infelizmente para o mal.






É importante ter conhecimento desse assunto, para não cair também na manipulação.






Lembrei daquela passagem de Mateus, 24


24. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.


25. Eis que estais prevenidos.





Abraços a todos!
João Batista