Vender as acções agora quando estão abaixo da valor da nova oferta da Sonaecom fazem tanto sentido, como fazia vender quando o valor da oferta da Sonaecom era mais baixa do que o valor do mercado. Nenhum. Numa ou noutra situação seria perder dinheiro.
Vender depois da OPA da PT quer esta tenha sucesso ou não, também não fará sentido, pois é sabido que as acções irão baixar para valores próximos dos 8 euros, segundo os analistas.
Guardar as acções esperando que os resultados da PT, com o Granadeiro ou o Belmiro, tragam melhores resultados operacionais é um risco elevado. Com a separação dos negócios e a alienação de uma das redes, os resultados tendem a piorar; com o endividamento de Belmiro na operação; com a necessidade de cobrir o défice do fundos de pensões; com a remuneração dos accionistas, deixam pouca margem de crescimento à empresa.
Mais seguro, para quem pretende fazer dinheiro, seria vender as acções na OPA a 10,5 euros, um valor acima do valor de compra, desde o ano 2000. Mas com esta operação de venda estarão a entregar a PT à Sonaecom.
As minhas acções foram oferecidas pela PT pelo contributo nos resultados da empresa. Se a minha opção dependesse de ganhar o mais dinheiro possível, não teria dúvidas, vendia as acções a Belmiro de Azevedo.
Mas não é esse o meu objectivo por isso prefiro perder mais de quinhentos euros (o que para mim ainda é um dinheiro a não desprezar) do que ajudar a viabilizar com este meu gesto o sucesso da operação. Por mim, Belmiro de Azevedo, não será o dono da Portugal Telecom.
Importante será manter uma PT genuína, impedindo que os cofres do Estado deixem de receber mais de mil milhões de euros de impostos, defender os postos de trabalho, os cuidados de saúde, as pensões dos trabalhadores da PT e os consumidores não sairem prejudicados.