Carmona Rodrigues. Um “morto” não entra em combate.

carmona.jpgCarmona Rodrigues está a “armar-se”. Não é por estar agarrado ao poder mas sim por teimosia que não se demite de Presidente da Câmara. Contra as expectativas, pela primeira e última vez, quis dar um ar de forte, mas o acto teatral de um efémero comediante tem os dias contados.

Carmona Rodrigues que passou pelo mandato cheio de hesitações, trapalhadas, confusões, incapaz de assumir uma liderança, insensível aos “fumos”, aos erros próprios e alheios, desembainha agora a espada para um duelo, “em defesa da honra” não contra a oposição, mas contra o PSD, o “seu” partido.

Carmona Rodrigues já esta “morto” para entrar em combate. Carmona Rodrigues passou a “cadáver” político com a ida à exposição de motos, sem passar cavaco a ninguém, deixando a Câmara sem rei nem roque, uma vez mais.

Marques Mendes esteve bem neste processo ao colocar o problema no plano político e ao deixar claro que a decisão se deveu ao impasse político e à ingovernabilidade da cidade.

Os lisboetas que se preparem para eleições ainda este Verão.

Pela minha saúde!

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Na legislação sobre o tabaco, agora baixada à discussão na especialidade, trata-se de equilibrar dois direitos inconciliáveis. Não é aceitável proibir alguém de fumar. Mas do mesmo modo é inadmissível obrigar os não fumadores a consumir o fumo do tabaco dos outros.

Fumar é um acto de liberdade individual mas se esse direito prejudica o direito do outro, é o direito do lesado de uma situação para a qual não concorreu que deve prevalecer e sobre isso não tenho nenhuma dúvida.

Sendo inconciliáveis os direitos iguais dos fumadores e dos não fumadores, uma regulamentação não deve perseguir os fumadores, mas também não pode denegar, aos não fumadores, os seus direitos individuais, que não decorrem das suas próprias escolhas, mas lhe são impostas, atormentando-os em termos de saúde e de mal-estar físico.

Este é o ponto!

Para além daquilo é preciso perceber que não deve ser tratado por igual o que é diferente. O local de trabalho, um espaço de atendimento público, um restaurante, um pequeno café, é uma coisa, uma discoteca, um bar, ou outro local específico para determinados públicos, é bem diferente.

Ao contrário do que antes defendi estou inclinado a concordar que os locais devem ser de permissão ou interdição de fumar, de acordo com a natureza da actividade, não devendo “enjaular” os fumadores em áreas restritas para fumadores. A coexistência de áreas para fumadores e não fumadores só em espaços muito extensos e com sistemas de ventiladores adequados.

Desregulamentação é que não. Pela minha saúde!

Travessia do Deserto (III)

Travessia do Deserto

Que caminho tão longo!
Que viagem tão comprida!
Que deserto tão grande grande
Sem fronteira nem medida!

Águas do pensamento
Vinde regar o sustento
Da minha vida

Este peso calado
Queima o sol por trás do monte
Queima o tempo parado
Queima o rio com a ponte

Águas dos meus cansaços
Semeai os meus passos
Como uma fonte

Ai que sede tão funda!
Ai que fome tão antiga!
Quantas noites se perdem
No amor de cada espiga!

Ventre calmo da terra
Leva-me na tua guerra
Se és minha amiga

José Mário Branco
(Ser solidário)

Ontem como hoje. Podemos contar com esta juventude.

“O nosso mundo atingiu um estado crítico. As crianças já não dão ouvidos aos seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.”

(Sacerdote egípcio, ca. 2000 a.C.)

“Esta juventude está podre no fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Nunca serão como a juventude de outros tempos. Os de hoje não serão capazes de manter a nossa cultura.”

(Inscrição em cerâmica encontrada nas ruínas de Babilónia, ca. 2000 a.C.)

“Não tenho nenhuma esperança quanto ao futuro do nosso país, se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque esta juventude é insuportável, sem comedimento, simplesmente terrível.”

Hesíodo (ca. 720 a.C.)

“A nossa juventude gosta do luxo, é mal-educada, troça da autoridade e não tem nenhum respeito pelos anciãos. As nossas crianças de hoje são tiranas. Não se levantam quando um velho entra numa sala, respondem aos seus pais e são pura e simplesmente maus.”

(Sócrates; 470-399 a.C.)

“O pai teme os seus filhos. O filho acha-se igual ao seu pai e não tem nem respeito nem temor aos seus pais. O que ele quer é ser livre. O professor tem medo dos seus alunos. Os alunos cobrem o professor de insultos. Os mais novos querem tomar já o lugar dos mais velhos. Os mais velhos, para não parecerem antiquados ou despóticos, consentem nesta demissão. E, para coroar tudo, em nome da liberdade e da igualdade: a libertação dos sexos !”

(Platão ; 428-348 a.C.; A República, livro VIII)