Dizem-nos que isto está a ficar melhor, mas eu desconfio. Há dois dias o primeiro-ministro Sócrates deitou foguetes pelo crescimento económico de 2,1 por cento, ainda assim o mais baixo da UE.
Há uns dias, lemos que os administradores das empresas do PSI-20 recebiam salários acima dos 50 mil contos e que o salário médio dos trabalhadores era de 620 euros; lemos também que o poder de compra tinha descido ao valor mais baixo de há 22 anos e que Portugal foi o país que de longe mais cortou nos custos com os salários dos trabalhadores do Estado.
Hoje leio que o desemprego continua a crescer.
Não consigo perceber como o país pode estar melhor. Hoje não se consegue emprego. O que existe está degradado. O emprego perdeu qualidade e direitos. Os novos empregos hoje são sazonais e precários. Com mais desemprego, sem criação de empregos, o senhor primeiro-ministro, o senhor Victor Constâncio, podem dizer o que quiserem, o que não conseguirão, é convencer-nos que o país está melhor.
“Ai Portugal, Portugal, do que é que tu estás à espera.”