NÃO HÁ DIREITOS E GARANTIAS ABSOLUTOS – Nossos parabéns à Polícia Federal do Brasil ! 2

NÃO HÁ DIREITOS E GARANTIAS ABSOLUTOS

O bordão, tão repetido pelos ministros do STF – acintosamente doutrinado por Alexandre de Moraes – para relativizar direitos alheios ao sigilo, liberdade de expressão, presunção de inocência , curiosamente desaparece quando o desconforto alcança as próprias togas.

No caso Dias Toffoli, em que cruzamentos de dados no âmbito da PF apontaram movimentações e relações que mereciam ao menos apuração séria, a reação corporativa foi imediata: em vez de discutir com serenidade a necessidade de esclarecer os fatos, preferiu-se atacar o zelo da polícia judiciária da União ; qualificar como “investigação” aquilo que, em um primeiro momento, é mera filtragem técnica de informações já obtidas legitimamente.

A rigor, confirmar dados  não é instaurar persecução criminal , mas justamente evitar medidas precipitadas, separando coincidência de indício real.

Exigir que o nome de um ministro seja zona blindada mesmo nessa etapa preliminar é, na prática, criar para si um direito absoluto de não ser sequer alcançado pela atividade de “inteligência policial” ;  privilégio que nenhum cidadão comum tem.

Ninguém está acima de suspeitas; ainda mais quando se é servidor público com o dever de probidade e isenção .

No caso de Toffoli, a conduta revelada – suposto direcionamento das apurações contra Vorcaro e demais membros de uma suposta ORCRIM bancária – e a reação diante das diligências da PF bastam para demonstrar o quanto ele se mostrou, à evidência, indigno da relatoria que ocupava : não apenas pelo conteúdo das suspeitas, mas pela aparente tentativa de transformar prerrogativa de foro em escudo ontológico contra qualquer forma de escrutínio.

Quando o STF tolera – ou protege – esse padrão, deixa de aplicar sua famosa máxima para todos, e passa a usá-la apenas contra quem não tem toga para se esconder atrás dela.

Nossos parabéns à Polícia Federal do Brasil !


Nota: A propósito, é importante mencionar que, muito embora seja tão defendida e repetida no Brasil, essa noção de que “não existem direitos absolutos” não é – nunca foi – de modo algum aceita pelos maiores juristas brasileiros.

A melhor literatura acadêmica não a aceita. Quando muito, encontra paralelo – não por filiação direta, mas por suposta afinidade eletiva – com certa lógica de exceção típica do Direito Penal do Inimigo de Günther Jakobs: concepção excepcional, amplamente criticada por violar a dignidade da pessoa humana e suprimir garantias constitucionais duramente conquistadas .

Lembrando que a pena de morte no caso de crime de guerra em curso trata-se de outra exceção – nunca aplicada no Brasil – que apenas confirma a garantia à vida como direito absoluto. Aliás, todos os direitos protetivos à integridade humana são absolutos. Tanto que a legítima defesa tem por requisito a preservação de um direito próprio ou de outrem de idêntica magnitude!

Por fim , como analogia didática: se a Polícia Civil pode colher a queixa contra ministro do STJ e documentá-la para envio ao STF, com maior razão a PF pode cruzar dados obtidos legalmente produzir relatório de inteligência sobre ministro do STF, imediatamente , remetendo as informações para decisão do presidente da Corte Suprema.

FUX ajusta voto aos interesses dos viralatistas e do bolsonarismo golpista …Garantido o seu VISA , mas traindo como se um Judas fosse a Democracia , a Constituição e o STF 21

Novo artigo noFlit Paralisante: análise crítica do voto do ministro Luiz Fux no STF.
Embora apresentado como técnico, o voto favorece interesses políticos e das defesas dos réus, com teses de incompetência do STF, excesso de acusação e discussão sobre competência do Plenário.
Contraditório e seletivo, o posicionamento de Fux ignora que ele próprio ajudou a consolidar e abre brechas para enfraquecer julgamentos dos ataques contra a democracia.

Leia a análise completa:
👉 FUX ajusta voto aos interesses dos viralatistas e do bolsonarismo golpista Mais ajuda…

¡Le bozonarisme est la crème de la crème des excréments! – O Bolsonarismo planeja outro Golpe de Estado fabricando crise entre os Poderes …Se as nossas FFAA não atuarem Trump virá com as suas tropas na defesa da nossa liberdade 2

No Flit Paralisante, o julgamento de Bolsonaro virou espetáculo tragicômico: ministros desfilam como super-heróis de toga, enquanto o ex-presidente tenta transformar desafetos em suspeitos – tudo porque passou anos atiçando inimizade e debochando as vítimas da pandemia. No meio da lama dos autos, volume insano de provas rende acusações de “cerceamento de defesa”, mas até IA entra no jogo. O STF repele tentativas de manipulação, enquanto deputados bolsonaristas tramam anistias impossíveis e militares defendem seu pedaço do poder. É mistura de tragédia, pastelão e sarcasmo – imparcialidade mesmo, só a morte! No Flit, nada escapa da crítica ácida, nem o jogo de bastidores, nem o patriotismo viralatista. Mais ajuda…

Extremistas querem implantar a ditadura bolsonarista – Ministro Alexandre de Moraes requisita o concurso da PM e da PC de São Paulo para acabar com a sistematizada campanha contra o STF 22

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A quem interessa destruir o STF ? 

Campanha difamatória financiada por elementos de São Paulo. 

No Direito, a gente fala que é o ‘jus esperneandi’, o direito de espernear. Pode espernear à vontade, pode criticar à vontade. Quem interpreta o regimento do Supremo é o Supremo. O presidente abriu, o regimento autoriza, o regimento foi recepcionado com força de lei e nós vamos prosseguir. Principalmente para a questão dessa rede de robôs, de WhatsApp, Twitter. Essa rede que alguém paga, alguém financia, por algum motivo. Aqui, na verdade, é a desestabilização de uma instituição republicana. O que vem se pretendendo é desestabilizar o Supremo Tribunal Federal, ou seja, o Poder Judiciário. Não existe democracia sem independência do Poder Judiciário. Isso vai ser investigado a fundo”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes.

“Não são essas acusações covardes por trás de um computador, de um WhatsApp, que acabam virando crime, mas são, isso é comprovado, tanto pela ciência médica quanto pela criminal, são essas acusações, esse volume, que acabam incentivando pessoas perturbadas a eventualmente falar: ‘então é, é isso mesmo, ah, e aí é uma facada, é um tiro’”, disse o ministro.

As críticas contra o Supremo extrapolam a liberdade de expressão

“Não se pode permitir em um país democrático como Brasil, em que as instituições funcionam livremente há 30 anos, que, porque você não gosta de uma decisão, você prega o fechamento da instituição republicana, você prega a morte de ministros, morte de familiares. Isso extrapolou, como bem disso o ministro Celso de Mello, o nosso decano, isso extrapola a liberdade de expressão. A liberdade de expressão não comporta quebra da normalidade democrática e discurso de ódio”.

O relator Alexandre de Moraes disse que se reuniu com as áreas de inteligência da PM e da Polícia Civil de São Paulo e que as investigações vão contar com equipes de lá especializadas.

O ministro já foi secretário de Segurança de São Paulo e disse que conhece o trabalho dos agentes. Alexandre de Moraes afirmou, também, que o financiamento da maior parte dos ataques ao Supremo teria partido de pessoas que moram em São Paulo.

Golpe de estado bolsonarista

Com efeito, necessário se faz identificar e punir essa rede de criminosos que praticamente monopolizou as redes sociais com a finalidade de inocular a destruição das Instituições , certamente, com a finalidade de preparar um golpe de estado bolsonarista.

Infelizmente, se fazendo investigação séria, muitos policiais serão identificados como executores e participantes dessa avalanche de assassinatos de reputações.

Quem quer fazer críticas ou real acusação não se vale do anonimato das redes, tampouco do concurso de gente inculta e leviana que compartilha as infâmias como se estivesse cumprindo um honroso dever.