Século XIX, Alemanha 26 de Maio de 1828. Era um grande feriado nacional e as ruas de Nuremberg estavam quase vazias, por volta das quatro horas da tarde, um sapateiro em sua casa olha pela sua janela e viu algo estranho; na praça de frente para sua casa havia um rapaz de uns 15 anos de idade, vestindo roupas surradas de camponês e se movendo de um lado para o outro pisando em falso e cambaleando como se estivesse embriagado. O Sapateiro foi até o estranho rapaz e ao saudar o jovem, e este nada disse, simplesmente estendeu o braço mostrando o envelope endereçado com os seguintes dizeres:
“Ao honorável Capitão do 4º Esquadrão do 6º Regimento de Cavalaria de Nuremberg”
O sapateiro não conseguiu se comunicar com o jovem e resolveu então levá-lo à casa do Capitão. Enquanto caminhava, o sapateiro não sabia, mas estava dando início a um dos mistérios mais intrigantes da história.
Chegando à casa do Capitão, o sapateiro apresentou o rapaz e o envelope, mas os criados disseram que o Capitão não se encontrava e os convidaram a entrar e esperar a sua volta. O sapateiro e os criados tentaram conversar com o jovem, mas tudo o que dizia, independente da pergunta feita era : “Eu não sei” ou então “Quero ser um cavaleiro como meu pai foi“. Quando lhe ofereceram comida a única coisa que o jovem aceitou foi pão puro e água, e comeu como se estivesse com muita fome. Todos pensaram ser um tipo de rapaz selvagem e o levaram para o estábulo, onde rapidamente adormeceu. O Capitão chegou em casa e foi informado do estranho visitante e ordenou que trouxesse o rapaz imediatamente à sua presença. Quando o trouxeram não conseguiu se comunicar com o rapaz de forma alguma e resolveu que não podia fazer nada e assim levou o rapaz até a polícia.
Na estação policial, os policiais notaram que o jovem não demonstrava reação a praticamente nada, tinha ombros caídos e fracos, pele extremamente sensível e delicada, mãos pequenas e uma marca de vacina em um dos braços, o que indicava talvez uma origem de família rica. Um dos oficiais deu papel e caneta para o rapaz e ele rapidamente aceitou e escreveu no papel o nome : Kaspar Hauser. (mais…)
