O tempo… sempre o tempo! Ou, mais concretamente, a falta dele!

O visual do blogue já está renovado. Mais claro e acessível, penso eu. Vou tentar voltar ao activo o mais brevemente possível no protestográfico, uma vez que outras lides me têm absorvido completamente o tempo.

Uma abraço para os visitantes e até breve!

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Acho que está em boa altura de fazer uma retrospectiva – visualmente falando – daquilo que foi uma luta sem paralelo dos professores pela sobrevivência da sua dignidade profissional e contra uma certa ideia de escola pública que o governo de José Sócrates teimosamente tentou (tenta ainda) defender. É também para lembrar que esta luta está longe de ter terminado!

Bem hajam!

Protesto Gráfico

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“Suspender este modelo de avaliação iria causar ainda mais perturbação…”*

*Isabel Alçada, Ministra da Educação, 5 Nov 2009.

Isto é burrice, estratégia ou as duas coisas???

Arregacem as mangas, professores, que vem aí borrasca!

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Vacina para a Gripe A: O exagero, o alarmismo, o negócio…

Cada um fará como entender mas é sintomático que a maioria dos próprios médicos e enfermeiros não a queira tomar, apesar de pertencerem a grupos de risco.

E depois há as suspeitas de um esquema apressado e pouco estudado de desenvolvimento e comercialização da vacina e fortes suspeitas sobre os efeitos secundários provocados. E há também, individualidades a defender a sua dama e a recomendar despudoradamente a dita vacinação a grávidas e crianças… Leia o resto deste artigo »

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Pronto! Ganhou.

Que posso eu dizer? Que corra tudo pelo melhor, a bem do país…

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Podemos admitir que o apelo ao “voto útil” é uma estratégia para garantir que não ganhe um determinado partido ou candidato. É um voto “contra”. Um voto pela negativa. A ideia é fácil de entender e em algumas situações até de aceitar. O problema é que o país já não aguenta tanto voto “contra”. Votar contra é sempre resolver parte do problema e deixar a outra parte adiada ad eternum. É importante reconhecer que esta atitude por parte dos eleitores tem ajudado a perpetuar um sistema que se cristalizou e calcificou no poder. Votámos contra Cavaco e elegemos Guterres. Votámos contra Guterres e elegemos Durão. Durão fugiu, não foi preciso votar contra ele. Votámos contra Santana e elegemos Sócrates… Estão a ver o enleio? Leia o resto deste artigo »

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E já agora, os que não votam, que razões invocam? Algumas dessas razões serão, porventura, totalmente legítimas…

Perigo! Amianto!

Posted: 18/09/2009 in Acção!, Cidadania, Escola, Saúde

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Como é o do conhecimento geral, muitas escolas do país encontram-se presentemente em obras de ampliação e remodelação.  Um grande número dessas escolas (onde está incluída a minha própria) tem telhados de fibrocimento, prática comum na construção das escolas públicas há 20-30 anos atrás. O fibrocimento contem amianto, material que quando inalado sob a forma de poeira resultante do seu corte ou quebra, é altamente perigoso pela sua toxicidade e propriedades cancerígenas . É certo que existe um tipo de fibrocimento sem amianto mas esse é relativamente recente e é pouco provável que o que está instalado na maioria das escolas seja desse tipo. Também é mais que provável que ninguém nas escolas ou até mesmo os responsáveis no ministério da Educação saibam que tipo de fibrocimento é que foi instalado em cada escola. Tal só pode ser determinado através de análises. Leia o resto deste artigo »

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Dia dezanove de Setembro não vou ficar em casa. Cheguei a pensar ficar quietinho até ao desenlace das eleições. Pensando bem, essa opção que poderia ser justificada pelo desgaste e/ou pela necessária poupança de energia agora que estamos com mais um ano lectivo à porta, não serve. Entendo que muito do que aconteceu nesta legislatura em matéria de achincalhamento da classe docente e destruição de uma certa ideia de escola pública aconteceu justamente devido ao nosso comodismo e a uma confiança excessiva na reactividade dos sindicados. Leia o resto deste artigo »

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Pode ser um  assunto de somenos importância, sobretudo no momento actual, mas a vida é feita de pequenos detalhes que podem não matar mas que, inexoravelmente, acabam por moer.

Estou a falar dos parquímetros, essa verdadeira actividade especulativa baseada no património público que ninguém pode negar que é um bom negócio! Uma Câmara Municipal quer fazer dinheiro. Então, associa-se com uma empresa especializada em gestão de parquímetros que (obviamente) também quer fazer dinheiro. O terceiro ingrediente é o espaço propriamente dito. O espaço que é público (portanto de todos nós) mas que todos nós temos de “alugar” se quisermos estacionar o nosso carro seja para trabalho ou lazer. Leia o resto deste artigo »

©Protestográfico

Quem não conhece ou não entende a história está condenado a repeti-la. Desde o ínicio do mandato deste governo que fiquei intrigado com a explícita animosidade demonstrada face aos professores. Pensei, ao princípio, que fosse uma questão de estilo, uma espécie de “falar grosso” para meter a casa em ordem. Mas não. Tratava-se de um plano de acção muito mais vasto. Estou hoje convencido que esta animosidade que o governo PS nem se deu ao trabalho de disfarçar é uma questão de regime. Os professores (e digo isto sem laivos corporativistas) são uma das classes profissionais mais cultas e, sobretudo, com uma maior consciência política e social. Por isso foram desde logo um alvo a abater. Todo o mandato foi caracterizado pela tentativa de proletarização e domesticação dos professores. A ideia era transformá-los em meros funcionários públicos submissos e executores das políticas educativas de base mercantilista emanadas deste governo cujo rótulo de “socialista” só pode ser uma piada e uma afronta ao conceito ideológico, político que é o verdadeiro socialismo. Leia o resto deste artigo »

Férias!

Posted: 25/07/2009 in Férias

Ceuazul

Pois é isso mesmo! Vou de férias e não há gripe “A” que me faça cá ficar. Tenho andado um pouco arredado dos “protestos” porque confesso estar cansado. Também tenho a percepção, como muitos outros aliás, que não adianta queimar muitos cartuchos neste momento e que é melhor aproveitar a “saison” para retemperar forças, cultivar e amadurecer ideias. Em Setembro espera-nos um período combativo no qual será possivelmente necessário marcar posições de forma contundente. Estou a referir-me não só ao combate por uma melhor educação pública, que tem sido o tema que me tem tido mais ocupado, mas também um combate ainda mais vasto pela definição do tipo de sociedade que queremos e que terá que ser necessariamente diferente desta em que estamos a viver actualmente.

A todos os visitantes deste blog, desejo umas mais que óptimas férias.

Até Setembro,

Protesto Gráfico

Regressoalua

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Volvidos 40 anos sobre a ida do primeiro ser humano ao nosso satélite natural, começa a falar-se seriamente em lá voltar, desde que haja candidatos para tão arriscada façanha. Eu conheço um(a)… Que acham?

É que, pelo andar da carruagem, a senhora vai continuar a dizer disparates mesmo até ao final do seu já demasiado longo mandato.

NedaMartir

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Não há desculpa para uma autoridade que permita que se atire a matar sobre manifestantes desarmados. A morte é sempre um acontecimento altamente lamentável e quantas não acontecem às escondidas do mundo, sem ninguém para lhes fazer justiça ou sequer para as lamentar. A morte da jovem iraniana Neda Soltan foi, no entanto, pública e brutal. Abatida a tiro durante uma manifestação de protesto contra os resultados eleitorais no Irão, a morte filmada em directo (as imagens são impressionantes pelo que os mais sensíveis devem abster-se) transformou-se  numa acha de revolta contra o estado de coisas naquele país.

Fica aqui, sob a forma deste cartaz, o meu modesto contributo para que a morte de Neda Soltan não seja facilmente esquecida e reforçar o meu desejo de que, pelo menos, não tenho sido em vão.

Mais informação aqui (em inglês), aqui e aqui

RepensarIP

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Mais um sinal daqueles que este governo costuma ostensivamente ignorar. Um conjunto de economistas redigiu um manifesto para que sejam reavaliados todos os projectos de investimentos públicos, nomeadamente e com mais urgência, os mega-projectos do TGV, Aeroporto e Auto-estradas. Leia o resto deste artigo »

Novo Socrates1

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Será que vamos assistir a mais um milagre do marketing político? Nada se baseia naquilo que verdadeiramente é mas sim na mensagem que se faz passar. Depois do desaire eleitoral destas eleições, decidiu a comissão política do PS que o “novo” Sócrates será mais humilde e dado ao diálogo… apesar de já ter afirmado que está muito satisfeito com ele próprio.

É por isso que este PS não vai a lado nenhum nem o país vai a algum lado com ele.

Mais sobre a figura aqui

Ondeparaonossodinheiro

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Será que já não vale a pena nos indignarmos?

Somem-se milhões de bancos e empresas, existem clientes defraudados, existem passivos que são cobertos com o dinheiro dos contribuintes, faz-se uma nacionalização (do BPP) com uma diligência tal que pareceria estarmos no longínquo PREC  e tudo “para muitos milhares de portugueses não verem as suas economias em risco” como afirmou o ministro das finanças. Se pensarmos que, para abrir conta no BPP eram necessários 250.000 euros, fica-se com uma ideia do tipo de clientes cujas “poupanças” foram garantidas.

Temos administradores de bancos que fazem negócios de milhões e ficam amnésicos

Temos um presidente do Banco de Portugal que vai sobranceiramente prestar declarações à assembleia da república e diz nenhuma responsabilidade ter sobre os assuntos em causa, aproveitando de caminho para realçar a ignorância dos deputados sobre matérias económicas…

Depois são as derrapagens e os ajustes directos nas obras públicas. São as intenções de investimentos elefantinos em auto-estradas e TGV´s.

Alguém me quer fazer acreditar que não andam alguns (poucos) a ganhar muito dinheiro à custa de muitos que ganham bem menos? E ainda para mais, é tudo legal!

Em dia de reflexão para as eleições do Parlamento Europeu, longe de mim querer influenciar alguém…

JustiçaPortuguesa20052009©ProtestoGráfico

EnsinoPortugues 20052009©ProtestoGráfico

Economia Portuguesa20052009©ProtestoGráfico

Nem tudo foi a pique…

DesempregoPortugues 20052009

©ProtestoGráfico

Estamos em pleno “dia de reflexão” para as eleições do parlamento europeu. Reflexão puxa reflexão e acabei por fazer um balanço da legislatura do governo Sócrates. E o balanço não é bom… vá-se lá saber por quê! As preocupações deveriam ser genuinamente europeias e os assuntos e decisões deveriam andar à volta da inevitável questão do reforço da credibilidade que é necessário conferir à Europa enquanto espaço económico mas também enquanto espaço cultural e social.

Ao pensar em questões internas em vez de europeias, não estou a fazer nada que a maioria dos políticos nesta campanha não tenha feito também: um completo borrifanço, passo a expressão,  para as questões europeias em detrimento da vidinha nacional e da já corriqueira distribuição de culpas pelo estado da nação.

O ponto chave para inverter esta decadência do ideal europeu passa pelo esforço de nomear bons líderes para os governos nacionais que encarem a Europa na sua devida perspectiva. Trata-se de “arrumar a nossa casa” em primeiro lugar e depois pensar no bairro…

Voltando à tal reflexão retrospectiva, por puro deleite gráfico à mistura com uns pózitos de sátira corrosiva, surgiram estas representações do balanço da legislatura de maioria absoluta PS, entre 2004 e 2009. Tratou-se de mais um período de oportunidades grosseiramente desperdiçadas por parte de um aparelho partidário que, quanto a mim, claramente não merece uma segunda oportunidade neste quadro eleitoral que se vive. Espero que a memória dos portugueses seja suficientemente longa e o espírito suficientemente aberto para que novas oportunidades (reais, não aquelas do Ministério de Educação) surjam para Portugal.

Abstenção, não!

Posted: 03/06/2009 in Democracia, Europa

AbstençãoNão

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Estar desencantado com a política e com os partidos não é argumento para nos alienarmos de exercer o mais básico direito de cidadania em qualquer democracia; o voto livre. A democracia, no seu conceito pleno, não se extingue no voto, estendendo-se a uma participação activa de todos no contínuo aperfeiçoamento da sociedade, com o fito de a tornar mas próspera e justa para todos.

A Europa é já aqui e diz-nos respeito. Penso que é uma boa ideia e vale a pena lutar por ela. Só o nosso voto pode, numa primeira instância, ajudar a baixar a “febre” neoliberal que parece ter assolado fortemente o velho continente. Precisamos também de reformar (nem que seja antecipadamente e sem penalizações) uma série de políticos oportunistas e de competência duvidosa que hoje infelizmente grassam com profusão quer no Parlamento Europeu quer nos governos nacionais. Como poderemos fazer isso ficando em casa no dia 7 de Junho?

Eu não vou faltar.

Ver também no ProtestoGráfico: Europa,Europa!

AdeusMilu

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Estive lá e foi bonito. Apesar das reservas e das incertezas, 60, 70, 80 mil professores entenderam unir-se para este protesto final antes do termo da legislatura e do respectivo mandato de Maria de Lurdes Rodrigues, mandato esse que ficará para a história da educação portuguesa como o mais negro do pós-25 de Abril. Esperemos que os partidos da oposição tirem daqui as suas ilações e definam com clareza o que pensam fazer para reverter o caos humano, pedagógico e legislativo em que transformaram o ensino público de Portugal. Isto na perspectiva de impossibilidade da obtenção da maioria absoluta por parte do PS, o que tudo indica, virá (felizmente) a acontecer.

Deixo aqui a transcrição do texto de Santana Castilho publicado no Jornal Público que apesar de ter alguns dias e ter já sido divulgado em vários blogues, foi na minha opinião, quem melhor fez o “elogio fúnebre” à “ministra-que ainda-o-é-mas-não-por-muito-mais-tempo…

Carta aberta à ministra da Educação
13.05.2009, Santana Castilho

“O Ministério da Educação devia passar a chamar-se Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades

Senhora ministra: Dentro de poucos meses partirá para um exílio dourado. Obviamente que partirá, seja qual for o resultado das eleições. É tempo de lhe dizer, com frontalidade, e antes que o ruído da campanha apague o meu grito de revolta, como a considero responsável por quatro anos de Educação queimada. Este qualificativo metafórico ganhará realismo à medida que aqui for invocando os falhanços mais censuráveis, alguns apenas, dos muitos que fazem de si, politicamente, uma predadora do futuro da escola pública. Se se sentir injustiçada, tenha a coragem de marcar o contraditório, cara a cara, onde e quando quiser, perante professores, alunos, pais e demais cidadãos votantes. Por uma vez, sairia do ciclo propagandístico em que sempre se moveu.
A senhora ministra falhou estrondosamente com o sistema de avaliação do desempenho dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto de carreira. A sua intenção não foi, nunca, como lhe competia, dignificar o exercício de uma profissão estratégica para o desenvolvimento do país. A senhora anda há um ano a confundir classificação do desempenho com avaliação do desempenho e demonstrou ignorar o que de mais sério existe na produção teórica sobre a matéria. Permitiu e alimentou mentiras inomináveis sobre o problema. O saldo é claro e incontestável: da própria aberração técnica que os seus especialistas pariram nada resta. Terá os professores classificados com bom, pelo menos, exactamente o que criticava quando começou a sua cruzada, ridiculamente fundamentalista. A que preço? Coisa difícil de quantificar. Mas os cacos são visíveis e vão demorar anos a reunir: o maior êxodo de todos os tempos de profissionais altamente qualificados; a maior fraude de que há memória quando machadou com critérios de vergonha carreiras de uma vida; o retorno à filosofia de que o trabalho é obrigação de escravos. Não tem vergonha desta coroa? Não tem vergonha de vexar uma classe com a obrigação de entregar objectivos individuais no fim do ano, como se ele estivesse a começar? Acha sério mascarar de rigor a farsa que promoveu?
A senhora ministra falhou quando fez aprovar um modelo de gestão de escolas, castrador e centralizador. Não repito o que então aqui escrevi. Ainda os directores estão a chegar aos postos de obediência e já os factos me dão razão. Invoco o caso do Agrupamento de Santo Onofre, onde gestores competentes e legalmente providos foram vergonhosamente substituídos; lembro-lhe a história canalha de Fafe, prenúncio caricato de onde nos levará a municipalização e a entrega da gestão aos arrivistas partidários; confronto-a com o silêncio cúmplice sobre a suspensão arbitrária de um professor em Tavira, porque o filho do autarca se magoou numa actividade escolar, sem qualquer culpa do docente. Dá-se conta que não tem qualquer autoridade moral para falar de autonomia das escolas?
A senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina. Mostre ao país, a senhora que tanto ama as estatísticas, quanto tempo se leva hoje para fazer, de uma só tirada, os 7.º, 8.º e 9.º anos e, depois, os 10.º, 11.º e 12.º. E sustente, perante quem conhece, a pantomina que se desenvolveu à volta do politicamente correcto conceito de escola inclusiva, para lá manter, a qualquer preço, em ridículas formações pseudoprofissionais, os que antes sujavam as estatísticas que a senhora oportunistamente branqueou. Ouse vir discutir publicamente a demagogia de prolongar até aos 18 anos a obrigatoriedade de frequentar a escola, no contexto do país real e quando estamos ainda tão longe de cumprir o actual período compulsivo, duas décadas volvidas sobre o respectivo anúncio. Do mesmo passo, esclareça (ainda que aqui a responsabilidade seja partilhada) que diferenças existem entre o anterior exame ad hoc e o pós-moderno “mais de 23″, para entrar na universidade. Compreendo, portanto, que no pastel kafkiano a que chamou estatuto de carreira não se encontre o vocábulo ensinar. Lá nisso, reconheço, foi coerente. Só lhe faltou mudar o nome à casa onde pontifica. Devia chamar-se agora, com propriedade, Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades. Não tem remorsos?
A senhora ministra falhou rotundamente quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com a indisciplina generalizada; quando deu aos alunos o sinal de que podem passar sem pôr os pés nas aulas e, pasme-se, manifestou a vontade de proibir as reprovações, segundo a senhora, coisa retrógrada. A senhora ministra falhou quando defendeu uma sociedade onde os pais não têm tempo para estar com os filhos. A senhora ministra falhou quando permitiu, repetidas vezes, que crianças fossem usadas em actividades de mera propaganda política. A senhora ministra falhou quando encomendou e pagou a peso de ouro trabalhos que não foram executados, para além de serem de utilidade mais que duvidosa. Voltou a falhar quando deslocou para os tribunais o local de interlocução com os seus parceiros sociais, consciente de que o Direito nem sempre tem que ver com a Justiça. Falhou também quando baniu clássicos da nossa literatura e permitiu a redução da Filosofia. Falhou ainda quando manipulou estatisticamente os resultados escolares e exibiu os que não se verificaram. Falhou igualmente quando votou ao abandono crianças deficientes e professores nas vascas da morte. Falhou, por fim, quando se deixou implicar no logro do falso relatório da OCDE e no deslumbramento saloio do Magalhães.

Por tudo isto e muito mais que aqui não cabe, a senhora é, em minha opinião, uma ministra falhada. Parte sem que eu por si nutra qualquer espécie de respeito político ou intelectual.”
In Público