Protagonismo Feminino: energia que abre caminhos.
Da esquerda para direita, Jôve Oliveira, Lucilene Oliveira Silva, formanda do curso de linheiros e Danielle Lima.

Protagonismo Feminino: energia que abre caminhos.

Boas-vindas à quinta edição da nossa Newsletter Construindo o Futuro!

Aqui, vamos compartilhar aprendizados e experiências sobre como a Elecnor do Brasil está transformando sustentabilidade em estratégia, construindo negócios que geram impacto positivo para as pessoas, para o mercado e para o planeta!


Em 30 de outubro de 2025, dia da formatura da primeira turma do Centro de Formação de Linheiros, em Piripiri (PI), um momento marcou o evento: a primeira mulher formada pelo curso subiu ao palco para receber seu canudo. O diploma foi entregue por duas líderes que representam força, inspiração e protagonismo, Danielle Lima, Superintendente de Recursos Humanos da Elecnor do Brasil, e Jôve Oliveira, Prefeita de Piripiri (PI). Três mulheres, em um cenário dominado por capacetes e torres metálicas, simbolizando o que é romper barreiras em um setor historicamente masculino, o setor de construção.

Mulheres na construção: desafios e conquistas

O setor de construção civil é um dos que mais sentem os impactos da desigualdade de gênero, as mulheres ainda representam menos de 11% da força de trabalho formal, segundo o IBGE (2023). Mas há uma mudança em curso: o número de mulheres no setor da construção civil passou de 193 mil em 2018 para 279 mil em 2023, um crescimento de aproximadamente 45% em cinco anos (Fonte: IBGE – PNAD Contínua 2023). Em todo o país, cresce o número de iniciativas que capacitam mulheres em funções técnicas, mostrando que a construção do futuro precisa de olhares diversos. Quando mulheres ingressam nessas áreas, trazem novas formas de pensar processos, priorizar segurança e valorizar o coletivo, elementos essenciais para um setor mais sustentável e humano.

Protagonismo feminino na Elecnor do Brasil

Na Elecnor do Brasil, desde o processo de recrutamento até o desenvolvimento dos nossos colaboradores, difundimos a importância da diversidade na construção de um ambiente mais completo, eficiente e inclusivo. O protagonismo feminino na engenharia e na construção é, antes de tudo, uma questão de presença e permanência. Durante décadas, as mulheres estiveram à margem dos espaços técnicos, limitadas por estereótipos que associavam força e precisão exclusivamente ao universo masculino. Mas o avanço das últimas décadas mostra uma mudança consistente: as mulheres estão ocupando posições estratégicas, liderando equipes, conduzindo obras e imprimindo um novo ritmo à forma de construir.

Na Elecnor do Brasil, esse movimento ganha força com o programa “Somos Parte da Mesma Energia” (SPME) — uma iniciativa voltada à capacitação de mulheres em comunidades próximas aos projetos da empresa, como Paracatu (MG), onde o programa foi desenvolvido junto ao Projeto Boa Sorte, em parceria com a Atlas Renewable Energy. O SPME oferece cursos gratuitos nas áreas administrativa e técnica, com foco em preparar mulheres para o mercado de trabalho e ampliar suas oportunidades de inserção profissional. O programa já possibilitou a contratação de diversas participantes, como Lorrane Soares, que iniciou como aluna do curso de assistente administrativo e foi contratada para o setor de RH como assistente na área de Gestão de Risco Documental (GRD).

“Quando soube do programa, logo fiz minha inscrição para o curso de assistente administrativo e após finalizar fui chamada para trabalhar na empresa no setor de RH. Entrei como Auxiliar administrativo, onde aprendi muitos processos de RH, depois de um tempo fui promovida a Assistente Administrativo. Hoje eu faço parte do RH, no setor de GRD (Gestão de Risco Documental). [...] Espero que o Programa Somos Parte da Mesma Energia continue a progredir, porque assim como foi uma porta de entrada para mim, acredito que será para muitas outras mulheres.” 

Relato de Lorrane Soares, participante do Programa Somos parte da Mesma Energia

Após o encerramento das obras do Projeto Boa Sorte, várias profissionais capacitadas pelo programa seguiram empregadas em novas frentes, como o Projeto Luiz Carlos, mostrando que o SPME vai além da formação: ele promove continuidade, autonomia e transformação social.

Mais do que números, o que se vê é uma transformação de cultura. Elas não apenas participam dos projetos, elas os ressignificam. A presença feminina tem trazido novas abordagens para temas historicamente sensíveis no setor, como segurança, gestão de pessoas e sustentabilidade. Entendendo essa realidade, temos investido continuamente em iniciativas de fomento a valorização das mulheres no setor de construção e energia, como a disponibilização de uma porcentagem de contratação feminina em nossas obras e eventos periódicos como o “Mulheres que constroem”, um encontro realizado em nossa matriz, exclusivo para o público feminino, onde as mulheres da empresa discutem sobre protagonismo feminino no setor. 

“Para mim, desenvolver uma obra não é desenvolver mais um projeto. É como se eu estivesse construindo um sonho, que vai saindo daquele projeto e, no final, está ali gerando energia para o mundo todo”, conta Kamila Nobre, engenheira residente na Subestação Camaçari II (BA). Sua fala sintetiza o que o protagonismo representa na prática: o compromisso de transformar o trabalho em propósito e o propósito em impacto.

Mas o protagonismo também se manifesta fora dos canteiros. No escritório da matriz, Kelly Chan, consultora sênior de Engenharia Eletromecânica, destaca a importância das relações humanas para sustentar a cultura corporativa. “Eu tento não ficar muito no digital. Gosto de falar com as pessoas pessoalmente, ouvir a voz, porque essa interação aproxima”, afirma.

Sua postura, reconhecida pelos colegas em uma pesquisa interna que a apontou como exemplo em clima de trabalho positivo e colaborativo, traduz o papel da empatia como elemento central da liderança moderna, uma liderança que entende que resultados dependem tanto da técnica quanto da escuta e investimento nas relações humanas. 

Essas vozes revelam uma transformação em curso: mulheres que dominam o cálculo e o concreto, mas que também compreendem o poder da escuta e da colaboração. Em um setor historicamente pautado por rigidez, elas demonstram que o protagonismo feminino é mais do que representatividade, é um pilar de evolução.

O gesto simbólico daquela formatura em Piripiri resume o que acreditamos: quando uma mulher sobe ao palco, muitas outras se inspiram a dar o primeiro passo. Na Elecnor do Brasil, seguimos comprometidos em gerar mudança, bem-estar e inclusão, acreditando que cada conquista feminina é uma forma de iluminar o caminho para o futuro que queremos construir, com mais mulheres, mais energia e mais possibilidades.


Grande abraço, Equipe ESG da Elecnor do Brasil!

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