Archive for the ‘Media’ Category
Para já toda a polémica em torno da licenciatura de Sócrates não tem sido mais do que um circo romano dos tempos modernos. É evidente que é importante saber se Sócrates mentiu ou não mentiu, mais pelo facto de mentir do que sobre o assunto da mentira. Existem suspeitas e questões lançadas mas nada suficientemente claro para dar do PM uma imagem de “aldrabão” ou para a longo prazo afectar de forma decisiva a sua imagem. Claro que, como Paulo Gorjão avisa, qualquer discrepância entre o que Sócrates disse ontem e novos dados que possam vir a ser desvendados mudará por completo o panorama.
Na forma actual, Sócrates só tem de apresentar o seu ar de indignação, desviar os olhares dos supostos problemas da sua licenciatura para os problemas reais da UnI, e deixar a malta a discutir o tema enquanto vai governando o país como lhe apraz. Lá no fundo Sócrates tem é de estar satisfeito: toda esta polémica surgiu numa altura em que a pressão acerca das suas políticas, e com especial destaque o Aeroporta da Ota, ia aumentando de tom; não só esse como outros assuntos desapareceram das notícias e conversas, enquanto se discute um problema que se bem gerido dará um nova capital de confiança ao PM. Se não meteu água no que disse na entrevista de ontem, Sócrates vai sair a ganhar desta trapalhada!
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Ainda a respeito da tentativa de criar um concorrente “mainstream” do Youtube, ficam aqui duas notícias que me parecem fundamentais:
Advertisers Line up at Youtube Killers´s Door – MarketingVox
Google makes a foray into TV advertising – International Herald Tribune
Na primeira relatam-se os nomes das empresas que já se associaram à iniciativa – saloiamente apelidada de Youtube Killer até ter nome oficial. São nomes de peso e o argumento apresentado para a escolha relaciona-se pelo controlo existente sobre os conteúdos publicados. Passando para já à frente do tema de número de visitantes – pelos vistos os senhores da News Corp. acham que montam um Youtube da noite para o dia – parece-me claro que o que estas executivos ainda não perceberam que o sucesso do Youtube não está em apresentar conteúdo online, mas sim nas suas componentes comunitárias que permitem a todos participar.
A segunda notícia centra-se no facto de o Google procurar actualmente um “head of national TV sales”, uma aposta que indicia a entrada da firma no mercado publicitário televisivo. Ora, partindo desta iniciativa, será fácil de inferir que o Google não investiu um balúrdio no Youtube para o deixar cair sem luta.
Analisando a situação actual, parece-me cada vez mais certo que o Google/Youtube irão enfrentar novas iniciativas judiciais nos próximos tempos no sentido de descredibilizar o projecto e retirar-lhe conteúdos. Mas como nestas questões de sucesso da web quem decide são os internautas, e tendo em conta a reputação dos envolvidos de lado a lado, parece-me cada vez mais evidente que o Youtube terá pouco com que se preocupar em relação ao seu suposto “assassino”.
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Uma mulher norte-americana foi acusado do homicídio do seu marido sobretudo tendo por base as pesquisas que efectuou no Google nas semanas anteriores ao dito homicídio. As pesquisas são de factos indiciadores da possibilidade de tal ter ocorrido, ou não tivesse a senhora pesquisado termos como: “How to commit murder”, “instant poisons”, “undetectable poisons”, “fatal digoxin doses”… O resto da história pode ser lido aqui.
Embora a pesquisa em computadores para efeitos judiciais seja há muito uma realidade, a utilização dos termos de pesquisa num motor de busca como prova não deixa de ser novidade. Apesar dos aspectos positivos que possam ser associados a este tipo de pesquisas, não deixo de ficar apreensivo com as possibilidades de uma maior monitorização e controlo daquilo que fazemos quando estamos online. Do reforço da segurança à paranoia de controlar todos os aspectos da vida de uma pessoa a distância é curta!
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A 2: vai passar/voltar a chamar-se RTP2, sofrendo ainda uma mudança de imagem (mais uma) no sentido de alargar os horizontes da marca para lá de 2010. A decisão da alteração surgiu, à boa maneira portuguesa, de uma decisão da administração; uma decisão autista onde não houve o cuidado ou o interesse em saber se a mudança era necessária ou desejável. Do mesmo modo, não se sabe qual a opinião dos consumidores acerca da imagem e nome até agora em vigor, nem se esta mudança vai ao encontro das suas expectativas. Para quê? Um administrador está lá para decidir, e se o público não gostar é porque não percebe do assunto!!!
Esta mudança irá custar 150 mil euros, e nem um cêntimo foi gasto em tentar perceber o que os telespectadores da 2: queriam ou esperavam da estação. Um belo hábito português este o dos decisores ignorarem os consumidores e deciderem como se fosse omniscientes. Depois admiram-se de fracassarem!
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O Público apresentou ontem uma reportagem de 3 páginas em torno da utilização da web social a nível político, tendo como força motriz o blog do MAI. A peça estava interessante, ainda que a necessidade de a adaptar a um público menos conhecedor do que é a web social o tenha tornado algo “básico”. Ainda assim tenho duas coisas a apontar: uma à peça em si, e outra a uma frase que um dos entrevistados proferiu.
Começando pela peça, e suponho que aqui tenham estado em causa questões de espaço disponível, acho que faltou referência a David Cameron e os seus vídeos pessoais, bem como às investidas de Le Pen e Sarkozy no Second Life. Mesmo não fazendo parte da edição de papel, penso que na secção online do jornal o tema poderia ter sido abordado com maior profundidade. Mas este é um problema da totalidade dos jornais portugueses e não específico do Público, que ainda assim com os seus dossiers é aquele que melhor aproveita o espaço online que detém.
Numa outra secção da peça, Pedro Magalhães, politólogo do Instituto de Ciências Socias, e Carlos Coelho, especialista em marcas e marketing, dão algumas opiniões acerca da utilização das ferramentes da web por parte dos políticos. A última frase do texto é a seguinte:
Um exemplo típico é o do eleitor norte-americano democrata que já só vai a blogues democratas: “Esse é o lado perturbante da blogosfera. Só consomem blogues com informação pré-orientada”.
Penso que a frase tenha sido dita por Pedro Magalhães já que as últimas referências entre aspas anteriores se referem a frases proferidas por si. Não vejo que isto seja um problema, ou mesmo algo perturbante! E também não me parece ser algo específico da blogosfera; as pessoas têm um viés informativo no sentido de procurar informação que valide as suas crenças e atitudes e não na busca do contraditório. Caberá aos agentes políticos contornar esta tendência e não aos meios ou aos eleitores o de serem pluralistas.
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É aquilo que preconiza Jeff Jarvis nesta sua nova “regra” que advoga que os jornais deverão manter a sua estrutura de profundidade temática apenas nos temas em que reconhecem ser efectivamente bons, direccionando os leitores para outras publicações em situações onde, por falta de tema ou de expertise, não sejam capazes de fornecer uma descrição mais detalhada e crítica da situação.
Embora a sugestão de Jarvis nos levasse possivelmente a um patamar de excelância qualitativa cada vez maior, a verdade é que a probabilidade de tal suceder é nula – ou quase. Como o próprio aponta, nenhum jornal – ou meio de comunicação – gosta de “ficar de fora” e ter de recorrer ao trabalho de um concorrente por uma questão de orgulho, mas também por uma questão de mercado. Um jornal tradicional – deixo aqui de fora os gratuitos – tem de obviamente apresentar mais valias aos leitores para demonstrar que merece a sua preferência, mas também tem de ser capaz de os informar convenientemente acerca de tudo ou quase tudo. Se a especialização que Jarvis sugere iria sem dúvida representar uma mais valia em alguns tópicos acabaria por deixar vazios que a médio-prazo viriam a custar leitores.
As edições online poderiam certamente vir a beneficiar com isto, com os jornais a apresentar breves excertos e reencaminhando os leitores para páginas onde o assunto fosse debatido em maior profundidade. Mas isso já qualquer um pode fazer recorrendo a um agregador de notícias, pelo que não vejo o que poderia ganhar os jornais adoptando este sistema.
Embora uma crescente especialização me parece o caminho mais adequado, ao invés de uma maior dispersão de assuntos e uma tentativa de cobrir a totalidade dos assuntos, não penso que os jornais se possam dar ao luxo de abdicar de parte dos temas de análise correndo o risco de alienar os seus leitores perdendo-os para concorrentes.
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A Vodafone firmou um acordo com o Youtube, similar ao que este último havia acordado com a Verizon, que permitirá aos clientes da marca britânica aceder a vídeos do Youtube a partir dos seus telemóveis. Será dada a possibilidade aos clientes de fazer forward dos vídeos e uploado de conteúdos criados por si, bem como pesquisar através de algumas categorias que estarão disponíveis.
É um passo importante para a massificação do Mobile TV que ainda não parece ter encontrado o modelo ideal de negócio; embora eu pense que o modelo Youtube será a aposta correcta. A Vodafone reforça assim a sua aposta nos conteúdos online, já depois de ter firmado acordos com o MySpace e com o eBay, quer permitem aos seus clientes aceder a estes serviços através do Vodafone Live!.
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