Meu Filho é meu Rival (Come and Get It, Howard Hawks, 1936) by Robert W. Coburn
Penei em escolher entre Virginia Woolf (minha escritora do topo) e Frances Farmer como padroeira deste novo blog, mas pelo fato de Frances ter sido a única que sofreu lobotomia literal (se Woolf também o tivesse onde estaria meu conforto artístico feminino e empático para os momentos de desespero? Onde estaria Clarice Lispector tão influenciada por Woolf?), que seja Frances o retrato do desespero feminino eviscerado pelos devoradores de almas.
Frances escolhida pela Paramount para ser “A nova Greta Garbo” quando a única coisa que gostaria de ter em comum com a divina Greta era o “I want to be let alone.”, um espírito livre que foi sendo comprimido num cubículo emocional aos poucos, pela família, pelo meio profissional, pela sociedade mesquinha que não queriam vê-la como realmente era e sim esculpí-la pedacinho por pedacinho para que se tornasse um deles. Os reais amigos que a amavam como ser luminoso que era não foram suficientes para evitarem a sua loucura e, mais tarde, a sua triste lobotomia.
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