Sinto-me a rebentar, de alegria e de sentimentos de culpa (ontem comi demais ...)
Hoje continuamos reunidos com a família e partilhamos uma refeição especial, o almoço
e jantar de Natal. Hoje para o almoço é roupa velha, as sobras do bacalhau, batata e couve tudo cortado e regado com azeite e alho picado. Todos gostam, bem nem todos eu e as minhas filhas não somos fãs! Para o jantar cabrito assado, bem temperado e bem crocante.
Os doces e sobremesas voltam a ter um papel de
destaque, são as sobras do dia anterior ...
Um Santo e Bom NATAL para todos!
Procurava na net com as minhas filhas as origens para as tradições Natalícias e encontrei um texto que pareceu-me fantástico partilhar convosco.
"As origens de muitas tradições que caracterizam as celebrações
modernas do natal perdem-se nos tempos. No entanto, é possível
identificar algumas raízes pagãs e romanas da festa católica do Natal.
Os povos primitivos tinham rituais marcados pelas estações do ano e em
Dezembro era a altura do solstício de Inverno, ou seja, o período mais
frio do ano chegava a meio e, a partir daí, os dias ficam maiores e mais
quentes. Para comemorar essa data, era organizada uma grande festa que
poderia durar vários meses. Os países nórdicos vieram acrescentar
alguns traços importantes a essa celebração como a figura do Pai Natal,
cujas origens remontam a esse período.
A influência dos romanos faz-se sentir através de outra celebração em
honra do deus romano Saturno, cujas festas eram um dos pontos altos do
ano. A bebida, a comida e os divertimentos abundantes caracterizavam este
período em que os rigores do Inverno eram esquecidos por alguns dias.
A celebração religiosa do Natal só foi iniciada no século IV quando o
Papa Júlio I levou a cabo um estudo exaustivo sobre a data de nascimento
de Jesus Cristo e acabou por estabelecer oficialmente o dia 25 de Dezembro
para as comemorações. Posteriormente, outras celebrações que tinham
por base rituais pagãos ou romanos foram adoptadas e transformadas para
se inserirem no âmbito das comemorações cristãs.
Uma das tradições mais marcantes do Natal é a Árvore de Natal. O culto
da natureza dos tempos pagãos está sem dúvida na origem da celebração
da árvore, embora esta só tenha sido adoptada oficialmente para as
celebrações na Alemanha em 1539. Mais tarde, a árvore passou para todo
o mundo, principalmente através dos casamentos celebrados entre famílias
reais e que levaram a uma propagação do costume a outros países
europeus e depois ao resto do mundo através da colonização.
O elemento religioso foi introduzido através da escolha de motivos
piedosos para a decoração das árvores como as velas (actualmente luzes
eléctricas), os anjos e a estrela, que é costume colocar no topo e
representa a Estrela de Belém que terá guiado os Reis Magos. Na maioria
dos países, a árvore utilizada é um abeto, uma árvore de folha perene
que se mantém viçosa no Inverno, mas, em Portugal, o pinheiro é mais
usado por ser mais vulgar no nosso tipo de clima.
O Pai Natal é uma figura importante em qualquer celebração de Natal e a
sua origem é bastante antiga. Nos países nórdicos, era costume alguém
vestir-se com peles e representar o "Inverno". Essa figura
visitava as casas e ofereciam-lhe bebidas e comidas, pois acreditavam que
se o tratassem bem a sorte iria abençoar a casa. Mais tarde, o Pai Natal,
velhote, boémio, alegre e robusto foi associado à figura de São
Nicolau. Este bispo turco teve um percurso característico, tendo ajudado
os pobres e as crianças, oferecendo-lhes presentes e dinheiro. A sua
generosidade deu origem a lendas segundo as quais ele visitaria a casa das
crianças no dia 6 de Dezembro para lhes deixar presentes.
Mais tarde, as duas figuras foram associadas, embora apenas no século XIX
é que tenha surgido uma imagem definida do Pai Natal. O norte-americano
Clement Moore escreveu um poema em 1822 intitulado «Uma Visita de São
Nicolau» em que descrevia em pormenor a figura e, desde então, tem sido
essa a imagem utilizada: um velhote gordinho e alegre, que se desloca num
trenó puxado por oito renas e entra em casa pela chaminé. Um aspecto
curioso da figura é que a cor definitiva dos trajes do Pai Natal é
bastante mais recente do que se imagina e tem uma origem pouco ortodoxa.
Nos anos 30 do século XX, a Coca-Cola contratou um publicitário para
criar a imagem da marca para a campanha de Inverno. Deste modo, as cores
da empresa ficaram associadas para sempre à figura do Pai Natal, o
encarnado e o branco.
Os presentes de Natal já se tornaram um ritual obrigatório. E embora
sejam apontados motivos religiosos para a oferta de prendas, ela tem raízes
mais antigas. Em Dezembro, estando já passada a primeira metade dos
rigores do Inverno, a celebração era pontuada por um grande consumo de
alimentos. Como cada agricultor tinha uma especialidade própria, surgiu a
tradição de trocar produtos, de forma a que todos pudessem consumir
alguma variedade. Os romanos reforçaram este hábito, aumentando o volume
e valor das ofertas. Mais tarde, os cristãos adoptaram este costume,
simbolizando a oferta de presentes o altruísmo do ideal católico,
patente nos presentes trazidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus.
O presépio de Natal é uma tradição antiga, surgiu no século XIII, e
ainda hoje se cumpre na maior parte dos lares. As primeiras imagens que
representam a Natividade foram criadas em mosaicos no interior das igrejas
e templos, remontando ao século VI. São Francisco começou a divulgar a
ideia de criar figuras em barro que representassem o ambiente do
nascimento de Jesus. O primeiro presépio foi construído por São
Francisco, em 1224, tendo sido celebrada uma missa que foi descrita como
tendo um ambiente verdadeiramente divino. A partir dessa altura, a ideia
foi-se propagando para os conventos e casas nobres, onde as representações
se tornavam cada vez mais luxuosas.
Os cartões de Natal são outro dos aspectos importantes da quadra natalícia
e foram criados há relativamente pouco tempo. Foi um inglês, Henry Cole,
que foi responsável pela criação desta forma original de enviar votos
de boas festas pelo correio. A inovação surgiu devido à substancial
redução que os custos do envio de correio sofreram em meados do século
XIX. Desta forma, era acessível a todos o envio das felicitações.
Embora a tradição religiosa tivesse demorado algum tempo a habituar-se a
este costume, ele é bastante popular hoje em dia.
Origem net JUVENTUDE MARIANA VICENTINA