quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Bolo da laranja inteira

Já longa vai a ausência por aqui... Tenho andado indecisa acerca do rumo a dar a este cantinho. Enquanto não decido o que fazer, deixo-vos (ainda anda alguém por cá?!) uma receita de um bolo maravilhoso. Tão bom, que já o fiz inúmeras vezes, inclusive com outros citrinos.


Ingredientes:

1 laranja
1 dl de leite
4 ovos
1 1/2 chávenas de chá de açúcar
1/2 chávena de chá de óleo
2 chávenas de chá de farinha
1 colher de sobremesa de fermento


Modo de Preparação:

Triturar a laranja inteira com o leite. Reservar. Bater os ovos com o açúcar, até ficar em creme. Juntar a mistura da laranja e o óleo. Peneirar a farinha com o fermento e envolver na massa.
Colocar em forma untada e polvilhada e levar ao forno.


Notas:

- Convém que se use uma laranja de casca fina. Se a casca for demasiado grossa, vai amargar. Nesse caso, o que costumo fazer é, com a ajuda de uma faca afiada, retirar o vidrado da casca da laranja e colocá-lo no copo da varinha mágica, em pedaços. Depois, retiro a parte branca da casca e deito fora. Corto a polpa em pedaços, descartando as sementes. Coloco-a no copo da varinha mágica, juntamente com o vidrado e o leite, triturando de seguida.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Queques de pêra e especiarias

Os queques estão na moda. Ou melhor, os "cupcakes". Para mim, hão-de ser sempre queques. Até porque nunca fui de modas e sempre houve queques cá por casa, muito antes ainda de eles se tornarem chiques e vestirem com ornamentos vistosos... Estes nasceram da necessidade de gastar fruta madura e, com o toque quente das especiarias, ficaram deliciosos!


Ingredientes:

3 pêras
150 gramas de farinha
100 gramas de açúcar
2 ovos
1 dl de leite
3 colheres de sopa de óleo
2 colheres de café de fermento em pó
1 colher de café de canela moída
1 colher de café de gengibre moído
1 colher de café de cardamomo moído


Modo de Preparação:

Descascar as pêras, descaroçar e cortar em cubinhos. Reservar. Numa taça, misturar os ovos, o leite e o óleo. Juntar a farinha, o fermento, o açúcar e as especiarias e bater muito bem, até obter uma massa lisa e sem grumos. Envolver as pêras, previamente arranjadas, delicadamente. Colocar a massa em forminhas de papel plissado, devidamente acomodadas num tabuleiro próprio para queques (ou formas individuais). Levar ao forno até estarem cozidos e dourados.


Notas:

- A base de inspiração destes queques foi uma receita de bolo de pêra do blog "100% açúcar", que adaptei a meu gosto.
- Uma boa forma de saber se os queques já estão cozidos é pressionar muito ligeiramente o centro do bolo. Se este não ceder, os queques estão cozidos.
- Rende 12 queques.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Boleima de Alter do Chão

Gosto muito do Alentejo. É chão que me faz bem e do qual sinto muitas saudades... Saudades, entre outros tantos predicados, da gastronomia. Do pão, do queijo, do paio, das migas com carne, da doçaria. Diz-se que "somos o sítio que nos faz falta" e, de quando em vez, o Alentejo chama por mim, com o seu abraço caloroso, a planície a perder de vista e o cante que sempre me emociona (bem mais do que o fado!). Enquanto não chega o reencontro, nada melhor do que saborear uma típica boleima, que ainda por cima é fácil, fácil de preparar. Simples, doce e dourada, como essa terra que tanto adoro.



Ingredientes:

500 gramas de farinha de trigo
200 gramas de açúcar amarelo
3 ovos
1,5 dl de azeite
2 dl de café instantâneo
raspa de 1 limão
1 colher de café de canela
1 colher de fermento em pó
açúcar e canela q.b. para polvilhar


Modo de Preparação:

Numa tigela grande, colocar todos os ingredientes da receita e bater com uma vara de arames, até a massa se apresentar lisa e sem grumos. Colocar a massa numa forma retangular, previamente untada com azeite e polvilhada com farinha. Salpicar a massa, generosamente, com açúcar e canela a gosto. Levar ao forno para cozer e dourar. Serve-se em quadrados.


Notas:

- A receita, para não variar, chegou-me através do blog "As receitas lá de casa".
- Pode-se substituir a raspa de limão por raspa de laranja.
- Optei por forrar a forma com papel vegetal, ao invés de untar com azeite e polvilhar com farinha, como indica a receita original.
- Usei açúcar amarelo para polvilhar a superfície do bolo. Como este é mais denso, poderá não derreter tão facilmente como o açúcar branco.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Bolo de Cenoura

Com o passar dos anos, fui-me apaixonando pela Páscoa. Hoje, posso dizê-lo, vibro mais interiormente com esta celebração do que propriamente com o Natal. Na verdade, adoro todo o tempo que medeia a Quarta-feira de Cinzas e o domingo de Páscoa. É um gostar que deriva muito do facto de ser católica e viver estes momentos à luz da fé e da esperança.
No que à mesa diz respeito, no domingo de Páscoa não falta o cabrito assado no forno a lenha, os ovos tingidos, o pão-de-ló e as cavacas de Margaride, o doce de ovos e as amêndoas. Desta lista, apenas confecciono o cabrito e trato de cozer os ovos, juntamente com cascas de cebola para ficarem castanhinhos. São imprescindíveis! Os doces, são todos comprados e, curiosamente, não tenho nenhuma receita tradicional que costume fazer nesta data, para mim, tão especial. A minha escolha recai, quase sempre, num bolo de cenoura... Este, que hoje vos deixo, que se assemelha a uma massa de pão-de-ló com cenoura raspada, muito fofinho. É delicioso, com a cobertura simples de chocolate e o contraste do coco ralado. Com esta doce sugestão, deixo-vos os meus melhores votos de uma Santa e Feliz Páscoa, plena das bençãos de Jesus Ressuscitado!


Ingredientes:

1 cenoura raspada
sumo de uma laranja
1 colher de chá de fermento
4 ovos
2 chávenas de chá de açúcar
2 chávenas de chá de farinha
coco ralado q.b. para polvilhar 

Para a cobertura:
50 gramas de chocolate para culinária em barra
2 colheres de sopa de leite
1/2 colher de manteiga


Modo de Preparação:

Bater muito bem os ovos, até esbranquiçar e se obter um creme fofo. Juntar o açúcar, mexendo bem.  Acrescenta-se a farinha (previamente peneirada com o fermento), a cenoura raspada e o sumo da laranja, misturando bem. Deitar a massa numa forma untada e polvilhada. Levar ao forno, até estar cozido (testar com o palito). Quando estiver pronto, cobrir o bolo, ainda quente, com a cobertura de chocolate. Para a fazer, colocar num tacho o chocolate em pedaços, o leite e a manteiga. Levar a lume branco, mexendo sempre, até ganhar consistência. Cobrir o bolo e polvilha-se com coco ralado. Decorar a gosto.


Notas:

- Se quiserem incrementar um pouco mais esta receita, podem rechear o bolo com parte da cobertura de chocolate. Basta que dobrem ou tripliquem os ingredientes mencionados. Fica muito bom!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sopa de tomate com ovo escalfado

Gosto imenso de ovos. Gosto deles de qualquer jeito, embora tenha uma certa predilecção pelos ovos escalfados e estrelados. Sou moça para ficar feliz com uma simples refeição de ovos estrelados, batatas fritas e salsichas. Faz as minha delícias! Mas (porque tem sempre de haver um mas), todos sabemos que o consumo de ovos deve ser moderado. O que é uma pena, digo eu (e a minha propensão para o colesterol elevado). Especialmente quando ando de "candeias às avessas" com o consumo de carne... Desde que descobri esta maravilhosa sopa, faço-a pelo menos uma vez por semana. Faz-se num instante e resulta numa excelente entrada (ou numa saborosa e equilibrada refeição ligeira). Isto para mim é quase uma guloseima, de tão boa que é! Junto-lhe uma fatia de pão torrado ou umas tostas e não preciso de mais nada. Experimentem!



Ingredientes:

1 cebola média/grande
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de azeite
1 kg de tomates maduros
4 colheres de sopa de polpa de tomate

10 folhas de manjericão
2 colheres de chá de açúcar
sal e pimenta q.b.
1 litro de água a ferver
4 ovos


Modo de Preparação:

Numa panela, colocar o alho e a cebola picados e refogá-los no azeite. Quando começarem a ganhar cor, juntar os tomates sem pele e cortados em pedaços, juntamente com a polpa de tomate. Envolver bem e deixar cozinhar em lume brando, com a panela tapada, durante cerca de 10 minutos. A meio do tempo, mexer com a colher de pau para evitar que pegue ao fundo do tacho. Juntar a água a ferver, as folhas do mangericão e o açúcar. Temperar com sal e pimenta a gosto e deixar ferver, destapado, durante mais 5 minutos. Retirar do lume e triturar muito bem com a varinha mágica. Levar ao lume, novamente, e deixar levantar fervura. Abra cada ovo para uma taça (a fim de garantir que estão em bom estado) e verta-os com cuidado sobre a sopa, um a um, afastados uns dos outros. Deixar cozinhar mais 3 a 4 minutos. Está pronto quando a clara, já cozida e com textura firme, subir à superfície. Sirva de imediato, colocando um ovo escalfado em cada prato. Acompanhe com tostas, crutons ou pão torrado.


Notas:

- A Clara refere que se pode usar tomate pelado em lata para confeccionar esta sopa, embora o melhor seja utilizar tomate fresco. Eu tenho usado tomate maduro que congelei, na altura dele, para usar durante o ano.
- Podem congelar uma porção da sopa (sem o ovo escalfado, obviamente). Quando a quiserem consumir, basta retirar do congelador para descongelar um pouco, tranferi-la para um tachinho e, quando levantar fervura, escalfar o ovo conforme indica a receita.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bolo de banana e três chocolates

Bem sei que tenho andado ausente por aqui, mas o tempo (e a vontade, há que dizê-lo) não têm abundado. Continuam a sair doces e salgados da minha cozinha, como é óbvio. Ando viciada numa receita de bolo de laranja (que já fiz com vários citrinos, sempre com sucesso e aprovada por todos!) e que em breve conto partilhar por aqui. Hoje deixo-vos outra receita que já repeti inúmeras vezes e da qual fiquei fã: a massa base deste magnífico bolo. É tão fácil, saborosa e versátil... têm mesmo de experimentar! Desta vez, acomodaram umas bananas já bastante amadurecidas. Juntei-lhe chocolate em pedaços e foi um casamento feliz... Uma delícia de bolo!


Ingredientes:

2 chávenas de chá de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
150 gramas de açúcar
200 ml de leite
150 gramas de manteiga
2 ovos
3 bananas maduras
açúcar baunilhado para polvilhar


Modo de Preparação:

Misturar os ovos, a manteiga amolecida, o açúcar e o leite e bater tudo muito bem. Juntar a farinha e o fermento, previamente peneirados, e envolver, até obter uma massa lisa. Agregar o chocolate grosseiramente picado, misturando bem.
Forrar uma forma redonda sem buraco com papel vegetal e nela verter a massa do bolo. Espalhar as bananas em rodelas sobre a massa. Polvilhar com açúcar baunilhado. Levar ao forno, até estar cozido (quando ao espetar um palito no centro do bolo este saia limpo).


Notas:

- Usei o chocolate referido pois era o que tinha disponível e precisava de gastar. Podem obter o mesmo efeito usando 40 gramas de cada variedade de chocolate (preto, de leite e branco), para perfazer os 120 gramas pedidos na receita. Porém, se preferirem, podem usar apenas o chocolate da vossa preferência, em pepitas ou em tablete.
- O açúcar baunilhado pode ser substituído por açúcar normal.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Bolo de pêra e caramelo

Já aqui referi que sou fã do blog "As receitas lá de casa", particularmente das receitas de bolos que lá são partilhadas. Gosto do aspecto apetitoso dos bolos, das receitas descomplicadas e do ar caseiro que emana das fotos. Volta e meia, é lá que vou buscar inspiração para este ou aquele ingrediente que preciso mesmo gastar.... Fiz este bolo no Outono e assim que vi a receita no blog, pareceu-me perfeita para gastar 4 grandes pêras que tinha em casa, mas que, por terem sido colhidas demasiado verdes, não reuniam os requisitos necessários para serem consumidas ao natural... Não vos consigo dizer o quanto este bolo é delicioso!!! Denso, aromático e muito guloso, com a pêra macia e caramelizada, envolvida por um bolo suave. Deleitou todos os que o provaram e, guardo na memória, uma divertida apreciação do meu Pai (o provador oficial cá de casa), que o apelidou de "comida dos anjos"! Estou de tal forma rendida a esta receita que já fiz uma versão com ananás e uns queques (apenas com a massa do bolo que é maravilhosa).



Ingredientes:

4 pêras grandes
2 chávenas de chá de farinha
2 colheres de chá de fermento
150 gramas de açúcar
2 dl de leite
150 gramas de manteiga
2 ovos 

Para a cobertura:
1/3 de chávena de chá de açúcar amarelo
3 colheres de sopa rasas de caramelo 
150 ml de água


Modo de Preparação:

Forrar uma forma redonda com papel vegetal. Untá-lo com manteiga e polvilhar com açúcar. Descascar as pêras, retirar as sementes e fatiar. Distribuir as fatias de pêra pelo fundo da forma. Reservar.
Numa taça, juntar todos os ingredientes do bolo e bater bem com a batedeira até se obter uma massa homogénea. Deitar a massa sobre as pêras. Num tachinho, colocar os ingredientes da calda e levar ao lume até começar a ferver. Retirar do lume e regar, cuidadosamente, a massa do bolo com a calda. Levar ao forno, até o bolo estar cozido (fazer o teste do palito ou pressionar, levemente, o centro do bolo. Se estiver firme ao toque e não ceder, está cozido). Deixar arrefecer e desenformar num recipiente com capacidade de acomodar o caramelo que irá escorrer pelo bolo, ao desenformar (prato fundo ou taça).


Notas:

- A forma usada deve ser baixa para evitar que o bolo se parta ao desenformá-lo. Podem usar uma forma retangular, se preferirem.
- Quando faço este tipo de bolos que levam caramelo, prefiro forrar a forma com papel vegetal, para facilitar o desenformar.
- O caramelo pode parecer muito e que vai "encharcar" a massa do bolo, mas logo após uns minutos de forno, ele "desaparece" para o fundo da forma.
- Este bolo fica igualmente saboroso com outros frutos (maçã, ananás, banana, etc).

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Segredos d'Avó #3

Esta dica que hoje deixo já é, certamente, do conhecimento de muitas leitoras. Contudo, não poderia deixar de a incluir nestes meus "Segredos d'Avó"... Assim, sempre que vos sobrarem claras de alguma receita que fizerem, podem congelá-las, acondicionando-as numa caixa plástica. 


Tenho sempre o cuidado de colocar uma etiqueta com a quantidade de claras congelada em cada recipiente. Normalmente utilizo-as para fazer bolos. No blog, já estão disponíveis as seguintes receitas: 

- Bolo de prata (óptimo para gastar sobras de frutos secos do Natal!);
- Bolo de avelã (idem);

Normalmente, congelo as claras nas quantidades que sei serem necessárias à preparação deste tipo de bolos (6, 7, 8, 10, como podem confirmar nas receitas anteriores). Prefiro assim, para não acumular uma quantidade enorme de caixinhas no congelador. Se hoje, exemplificando, fizer um leite-creme que gaste 5 gemas, coloco as 5 claras não utilizadas num tupperware e congelo. Imaginando que dali a um tempo, faço um puré e fico com 2 claras sem serventia, elas são congeladas na caixa anterior (não esquecer de actualizar a etiqueta, neste caso!). Dando-se o caso de ficar com 12 claras, depois de fazer uns ovos moles, aí divido as claras por dois recipientes, com 6 claras em cada, por exemplo.
Quando lhes quero dar destino, basta deixar descongelar de um dia para o outro dentro do frigorífico ou à temperatura ambiente e, depois, utilizar normalmente. Não há alteração de textura, de cor, nem de cheiro. Podem confiar. Além de inúmeras variantes de bolos de claras, podem com elas fazer molotov, farófias, torta, a tão em voga pavlova, suspiros, merengue, etc.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Compota de maçã e abacaxi com gengibre

Espero que tenham desfrutado de umas festas felizes. Janeiro é altura de voltar à rotina, de desfazer as decorações natalícias e de todas as resoluções. Fazer desporto, passar mais tempo com a família, ser mais organizada/o, aprender a cozinhar... Não importa o teor dos objectivos a que nos propomos, mas, sim, que não os percamos ao longo destes (já menos de) 365 dias de caminho. Confesso que pela primeira vez desde que me lembro, não formulei qualquer tipo de desejos ao virar da meia-noite. Aliás, só me apercebi do acontecido já depois de dia 1... Mas sei que quero saúde, para mim e para os meus. Isso é o mais importante. E também sei que quero continuar a fazer as minhas compotas, cuja confecção me dá verdadeiro gosto. Tanto como quando elas são altamente apreciadas e elogiadas, por quem as recebe e degusta, como é o caso desta menina... ☺


Ingredientes:

500 gramas de maçã descascada e sem sementes
500 gramas de abacaxi descascado
1 pedaço de gengibre (cerca de 1,5 cm)
2 dl de licor de abacaxi
800 gramas de açúcar


Modo de Preparação:

Numa panela, colocar a maçã e o abacaxi, previamente cortados em pedaços. Adicionar o açúcar, o licor de abacaxi e o gengibre picado. Misturar e levar ao lume, mexendo sempre para não pegar. Quando a fruta estiver cozida, retirar do lume e triturar com a varinha mágica. Levar novamente a lume brando, até atingir o ponto de estrada. Colocar em frascos previamente esterilizados que se devem voltar, depois de bem fechado, com a tampa para baixo, a fim de ganharem vácuo.


Notas:

- Mais dicas úteis à confecção de compotas aqui.
- Na falta de licor de abacaxi (ou ananás), podem usar um vinho licoroso ou doce da vossa preferência.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo!


Que 2014 seja para vós um ano de boa memória e muito abençoado. E que nunca, mas nunca, percais a esperança e a fé!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!


Para todos os leitores, aqui expresso os meus melhores votos de um santo e feliz Natal, pleno de alegria, saúde e união familiar. Que Deus Menino possa encontrar no vosso coração um presépio onde se possa abrigar.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Leite-creme

Sou perdida por leite-creme. Mas não pode ser um leite-creme qualquer e servido de qualquer maneira. Gosto dele ainda quentinho e com a superfície queimada. Leite-creme frio é coisa para me fazer afastar a taça... Nem sempre faço leite-creme para a mesa da Consoada, pois é tanta a variedade de doces que nem sempre os apreciamos devidamente. Este ano, optei por fazer diferente. Em cada domingo do Advento confeccionei um doce natalício: comecei com uns fritos de abóbora, depois fiz leite-creme, seguindo-se a aletria. Este domingo, farei rabanadas de leite, pois as rabanadas da nossa Consoada são feitas com uma calda de água, mel e outros ingredientes. Assim, conseguimos saborear estes doces de outra forma...
Não sei se terei tempo de vos deixar as receitas que faltam, uma vez que a da aletria já está disponível no blog. Dezembro é sempre um mês tão agitado... o que não deixa de ser uma contradição. Este tempo de Advento deveria ser vivido com serenidade, com calma, vivido plenamente! Fica aqui o desafio: para este 4º domingo do Advento, preparem um almoço bem caseiro e escolham uma iguaria natalícia para a sobremesa, para degustar, sem pressas, junto da família.


Ingredientes:

0,5 litro de leite
1 pau de canela
1 casca de limão
75 gramas de açúcar
35 gramas de farinha de trigo
3 gemas


Modo de Preparação:

Ferver o leite com as casca de limão e o pau de canela. Reservar. Num tacho, misturar a farinha com o açúcar. Adicionar, a pouco e pouco, o leite fervido até envolver toda a mistura. Numa tacinha, bater as gemas e incorporá-las no leite, passando-as por um coador (para evitar que algum pedacinho de clara ou película de ovo se notem no creme). Misturar bem, até as gemas estarem bem dissolvidas no leite.
Levar a mistura a lume brando, mexendo sempre, até engrossar. Distribuir o leite-creme por tacinhas. Polvilhar com açúcar a gosto e queimar com uma pá própria para o efeito. Servir de imediato.


Notas:

- As dosagens de ingredientes indicadas são para meia receita de leite-creme.
- Se gostarem do leite-creme mais doce, podem aumentar a quantidade de açúcar. 
- As claras de ovo, não utilizadas nesta receita, podem ser congeladas para futuras utilizações.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Arroz de frango no forno

Gosto muito de arroz. Desde o elaborado arroz de pato ao simples arroz branco com ovos estrelados, o arroz é um alimento que me conforta e que como sempre com agrado. Hoje deixo-vos uma sugestão de arroz de frango no forno, feito para aproveitar umas sobras de frango cozido e que ficou uma delícia!



Ingredientes:

sobras de frango cozido e respectivo caldo da cozedura
arroz
cenoura
pimento
cebola
alho
azeite
chouriça
queijo q.b.
louro, sal e pimenta q.b.


Modo de Preparação:

Num tacho, colocar um fio de azeite generoso. Juntar a cebola e deixar estrugir. Quando a cebola estiver translúcida, juntar o alho picado, o louro, a cenoura raspada e o pimento em cubinhos. Refogar uns minutos. Juntar as sobras de frango cozido e desfiado, mais o caldo da cozedura. Se o caldo da cozedura do frango for insuficiente, juntar água quente até perfazer a quantidade necessária para cozer o arroz. Quando levantar fervura, juntar o arroz. Mexer e temperar com sal e pimenta a gosto. Tapar e deixar cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando para não pegar.
Quando o arroz estiver quase cozinhado, transferir para um tabuleiro que possa ir ao forno, descartando a folha do louro. Espalhar rodelas de chouriça e pedaços de queijo sobre o arroz. Levar ao forno até dourar.


Notas:

- Usei queijo flamengo em fatias, que cortei em pedaços irregulares com as mãos. Podem usar queijo ralado ou outro queijo que tenham disponível. Se não gostarem de queijo, não colocam.
- Podem substituir a chouriça por bacon, chouriço, linguiça, etc.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bolo de claras com noz e marmelada

Para o fim-de-semana que está à porta, fica a sugestão de um bolinho bem fácil e com sabores de Outono. Perfeito para acompanhar uma chávena de chá, enquanto se decora a casa para o Natal.


Ingredientes:

100 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar amarelo
350 gramas de farinha de trigo com fermento
2 dl de leite
1 colher de sopa de azeite
raspa de 1 limão
6 claras
1 pitada de sal
marmelada em cubinhos q.b.
nozes picadas q.b.
açúcar e canela para polvilhar 


Modo de Preparação:

Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme fofo. Juntar a farinha, intercalando com o leite. Adicionar a raspa do limão e o azeite e misturar bem. Envolver as claras, previamente batidas em castelo, na massa.
Misturar as nozes picadas e a marmelada em cubinhos. Verter a massa para uma forma de chaminé untada e polvilhada. Polvilhar com açúcar e canela a gosto. Levar ao forno até cozer e dourar.


Notas:

- Receita do Cinco Quartos de laranja, com algumas alterações minhas.
- A massa do bolo pode ser enriquecida com outros ingredientes a gosto, como frutos secos ou cristalizados, chocolate, etc. O bolo simples, por si só, é bastante bom.
- As nozes picadas e a  marmelada em cubinhos podem ser envolvidas num pouco de farinha, para que fiquem harmoniosamente distribuídas pelo bolo e não se depositem, totalmente, na base.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Segredos d'Avó #2

Quando faço cozido à portuguesa cá em casa, regra geral, sobra sempre bastante carne. Este prato tradicional da nossa gastronomia é bastante farto e mesmo que tenhamos atenção às quantidades de carnes e legumes que cozinhamos, é quase impossível que não sobre nada. De cada vez que o cozido vai à nossa mesa, dedico sempre alguns minutos às sobras, mas a poupança começa logo na hora na servir o cozido, onde tenho o cuidado de reservar a água da sua cozedura. Os legumes que sobram, nomeadamente batatas, cenouras e couve, são colocados de parte para engrossarem a base da próxima sopa a ser cozinhada. As carnes são limpas de peles, ossos e veios/gorduras que possuam. Depois, corto-as em pedaços, fazendo o mesmo aos enchidos. De seguida, é só dividir as carnes em pedaços por recipientes plásticos, juntando algum caldo da cozedura no próprio recipiente, como demonstra a foto. Coloca-se uma etiqueta, para identificar o conteúdo (não esquecer a data!) e congela-se, para futuras utilizações.


Nas caixas plásticas quadradas, tenho carne e enchidos que usarei para fazer tripas à moda do Porto ou feijoada à transmontana. No recipiente redondo, tenho o frango que sobrou do cozido, já limpo de peles e ossos, desfiado e acondicionado com o caldo da cozedura. Com ele, preparei um arroz de forno que publicarei aqui em breve.

Outros destinos se podiam dar às sobras de um cozido à portuguesa. Por exemplo, usá-los para fazer rissóis, croquetes ou uns folhados de carne. Já aqui referi que costumo ter uma caixa plástica no congelador onde vou guardando sobras de carne de outras refeições. Quando tenho uma boa quantidade, descongelo e dedico uma tarde a preparar estes salgadinhos que todos gostam e que são, indiscutivelmente, melhores quando feitos em casa. Dá um pouco de trabalho, mas o sabor compensa tudo! Em breve, deixar-vos-ei, igualmente, as minhas receitas de rissóis e croquetes de carne.

Recordo-me que com as sobras de carnes e legumes podem, se forem apreciadores, fazer uma sopa de cozido, uma massa à lavrador, um arroz de carne, uma carne à Brás ou um empadão. As possibilidades para aproveitar as sobras do cozido são imensas, mas é claro que fico a aguardar pelas vossas contribuições!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Torta de cacau com recheio de doce de leite

Fiz esta torta a pensar nos meus sobrinhos. Os miúdos têm gostos muito específicos no que concerne a doces e, depois de não os ter convencido com outras doçarias, resolvi recorrer ao cacau a ver se os conseguia conquistar. Missão cumprida! Comeram o bolo com gosto e eu fiquei muito feliz. Só tenho pena que esta receita de torta, que já fiz inúmeras vezes e que sempre me saiu bem, desta vez me tenha corrido mal... Não sei se foi de ter juntado o cacau, se terei errado o tempo de forno, mas o que é certo é que a torta rachou bastante quando a enrolei. De sabor ficou excelente, mas não ficou bonita de aspecto e já se sabe que os olhos também comem! Já vos aconteceu o mesmo? Contem-me tudo!


Ingredientes:

6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar amarelo
6 colheres de sopa de farinha com fermento
4 colheres de sopa de cacau em pó
1/2 lata de doce de leite


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem até a mistura duplicar de volume. Deve ficar um creme fofo. Adicionar a farinha e o cacau, previamente peneirados, e envolver. Deitar a massa num tabuleiro rectangular, forrado com papel vegetal. Levar ao forno para cozer e dourar. Quando estiver pronto, desenformar sobre um pano de cozinha limpo, polvilhado com açúcar. Barrar com o doce de leite e enrolar o bolo com a ajuda do pano. Esta operação tem que ser feita com o bolo quente. Colocar num prato de servir e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

- O cacau pode ser substituído por chocolate em pó.
- Utilizei o doce de leite da Nestlé, mas caso não encontrem podem perfeitamente usar leite condensado cozido.
- Esta receita rende uma torta não muito grande.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Far Breton

Gosto muito de ler blogs... Mesmo antes de me iniciar nestas lides, com o meu próprio espaço, eu já era visita assídua de vários cantinhos alojados por essa internet fora. Há blogues que sigo há anos e outros que deixei de frequentar, por terem terminado ou por terem deixado de me interessar. Através dos blogues, conheci algumas pessoas que hoje fazem parte do meu círculo de amizades. Outras há que, embora não conhecendo pessoalmente, geraram em mim uma estima e a ânsia por um novo comentário sempre que publico algo de novo. É muito engraçada esta relação internáutica que se vai desenvolvendo graças a esta plataforma que nos permite partilhar saberes e afectos. Já não me recordo como cheguei ao blog da Nanda, mas sei que foi há uns anos largos. Todos os dias ia espreitar o blog e se, porventura, não havia uma nova actualização, ficava bastante triste... Nunca conheci a Nanda pessoalmente, mas aquele cantinho cativou-me desde logo pela ternura e simpatia que emanava dos seus escritos, pela forma como apresentava as suas receitas e a sua visão da vida quotidiana. Tudo parecia simples e descomplicado... Em 2008, a Nanda partiu para o Pai e uma onda de consternação abateu-se na blogoesfera. Era como perder um dos nossos. Mas a Nanda deixou-nos um legado: aquele blog que ainda hoje releio com carinho e saudade das suas palavras impregnadas de bondade. Um dia destes deixei de procrastinar a prepração da sua receita de Far Breton, um típico doce francês da região da Bretanha. É delicioso! Aqui fica, em jeito de homenagem à nossa Nanda.



Ingredientes:

400 ml de leite
120 gramas de farinha
120 gramas de açúcar
2 ovos
30 gramas de manteiga
15 ameixas secas
açúcar baunilhado a gosto
1 pitada de sal


Modo de preparação:

De véspera, ferver o leite adoçado a gosto com o açúcar baunilhado e as ameixas. Deixar ferver um pouco até as ameixas incharem. Reservar.
Num recipiente, misturar a farinha, o açúcar e o sal. Acrescentar os ovos, um a um, mexendo bem entre cada um deles. Retirar as ameixas do leite e reservá-las. Coar o leite e juntá-lo à mistura, mexendo muito bem, até obter um creme liso. Verter o creme para uma forma previamente forrada com papel vegetal. Com a ajuda de uma faca, retirar os caroços às ameixas e espalhá-las pelo creme. Cortar a manteiga aos quadradinhos pequeninos e salpicar por cima da massa. Levar ao forno até cozer e dourar. Servir frio ou morno.


Notas:

- O ideal será ferver o leite com as ameixas e o açúcar baunilhado na véspera de confeccionar este doce, para dar tempo de arrefecer. No entanto, podem fazer esta operação no mesmo dia, desde que haja tempo suficiente para o leite arrefecer antes de ser agregado ao creme.
- Para adoçar o leite, 4 colheres de sopa de açúcar baunilhado serão suficientes.
- As ameixas secas podem ser substituídas por passas de uva (sem graínha). É uma receita excelente para aproveitar as sobras natalícias destas frutas. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bolo de chocolate After Eight

Tinha uma caixinha de after-eight quase a passar da validade e, verdade seja dita, não sou grande fã deste chocolate... Como, mas não é dos meus preferidos. Lembrei-me de pesquisar no google por um doce que levasse este chocolate e a procura levou-me a um blog que já sigo e que gosto bastante: o Candy Love. Fiz o bolo no passado sábado e gostei bastante. O meu bolo ficou muito diferente do bolo da Candy Love. As laterais cozeram normalmente, mas ao fazer o teste do palito no centro do bolo, verificava que este continuava líquido. Tapei com folha de alumínio, para impedir que queimasse a superfície e deixei-o mais uns minutos no forno. Acabei por ficar com uma espécie de fondant, com as laterais de um bolo muito macio e o centro cremoso. Não fiquei desapontada, longe disso. Apenas esperava que o bolo ficasse mais consistente e uniforme, a avaliar pela foto que vira no blog. Não obstante, os elogios foram mais que muitos e certamente que vou repetir a receita! Se experimentarem, não se esqueçam de me vir contar como vos correu.







Ingredientes:

4 ovos
150 gramas de açúcar
30 gramas de chocolate em pó
1 iogurte natural
1,5 dl de óleo
150 gramas de chocolate After-Eight
100 gramas de amido de milho
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de chá de bicabornato em pó


Modo de Preparação:

Separar as claras das gemas. Juntar o açúcar com o chocolate em pó às gemas e misturar. Acrescentar o iogurte e o óleo, batendo bem até obter uma mistura homogénea. Derreter o chocolate After Eight e misturar ao preparado anterior. Juntar o amido de milho e o fermento, previamente peneirados, à mistura. Bater as claras com o bicarbonato de sódio, até ficarem em castelo bem firme. Envolver no creme anterior. Vai ao forno em forma forrada com papel vegetal, até as laterais estarem cozidas e o centro ligeiramente "mole".
Deixar arrefecer um pouco, desenformar e polvilhar com açúcar em pó.


Notas:

- O uso de uma forma de mola é altamente recomendável.Se não tiverem, convém mesmo forrar a forma com papel vegetal, caso contrário, na hora de desenformar o bolo será estremamente complicado. Usei uma forma redonda forrada com papel vegetal. Para desenformar, pega-se pelo papel vegetal e retira-se da forma. Com uma tesoura de cozinha, recorta-se as laterais do papel, deixando o fundo que vai ajudar ao corte do bolo.
- O chocolate pode ser derretido em banho-maria ou no microondas. Usando este electrodoméstico, é conveniente programar tempos curtos de cada vez (por exemplo, 30 segundos) e findo esse tempo, retirar o recipiente e mexer o chocolate para que não queime. Repetir a operação até o chocolate estar derretido.
- Polvilhar com cacau ou chocolate em pó também é uma boa alternativa ao açúcar em pó.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Segredos d'Avó #1

Ando com esta ideia em mente há muito, muito tempo... Surgiu-me quando, em conversas com amigas (mormente, com a querida Gabriela, com quem partilho muita informação em termos culinários), me fui apercendo que os conhecimentos de economia doméstica e de poupança que para mim eram um dado adquirido, não o eram para outras pessoas. Hoje é o dia para levar esta ideia à prática e partilhar convosco o pouco que sei sobre como aproveitar ao máximo os alimentos, dicas de armazenamento e confecção, e por aí em diante. O nome da rubrica é uma homenagem à minha querida e saudosa Avó Isabel, com quem aprendi a ser poupada e comedida e que me despertou o gosto pela culinária, entre muitos outros ensinamentos. A minha Avó, que passou fome e viveu a realidade das senhas de racionamento dos alimentos, condoía-se de cada vez que via pão nos sacos do lixo dos vizinhos pousados na rua. Hoje, sou eu que estremeço, de cada vez que vejo arroz a saltar de um saco do lixo ou, quando vou jantar a casa de alguém, constato que as sobras nem sequer vão servir para alimentar os animais. Cá em casa, as sobras das refeições são partilhadas, transformadas noutras refeições ou dadas aos animais vadios. Os restos dos vegetais e o pouco pão que não é consumido vão servir de alimento aos animais de criação que o meu irmão tem. Da fruta da época faz-se compotas e marmeladas. Os bolos das festas, se sobram, congelam-se para consumir noutra altura. E estes são alguns exemplos. Cá em casa, a regra é aproveitar, partilhar e nunca desperdiçar. Aguardo o vosso feedback sobre esta nova rubrica, na esperança que vos possa ser útil com os meus "Segredos d'Avó" e, também, aprender com as vossas sugestões!


Apresentada a rubrica, segue-se a primeira dica! O que fazer com o pão recesso? Os aproveitamentos que lhe podem dar são vários, mas hoje sugiro que o transformem em pão ralado. Basta partirem o pão em bocados, grosseiramente, para dentro de um tabuleiro e levá-lo ao forno, a uma temperatura baixa, para que seque e fique crocante (não deixem tostar demasiado!). 


Não há necessidade de ligar o forno exclusivamente para torrar o pão. Aproveitem para o fazer quando estiverem a usar o forno para a preparação de outra receita ou, até mesmo, bastará o calor que fica no forno depois dele ser usado. Outra maneira de secar o pão, que é a minha favorita, consiste em deixar o pão secar ao ar, sendo o recipiente devidamente tapado com um pano de cozinha limpo. Faço-o muito no Verão, pois com o tempo quente, o pão rapidamente fica seco!
Depois, basta triturar os bocados de pão na picadora ou no robot de cozinha, peneirar e guardar o pão-ralado obtido em frascos bem fechados. Se gostarem de pão-ralado aromatizado, basta juntar na hora de triturar o pão, alho seco ou ervas aromáticas da vossa preferência. Assim, ficam com pão-ralado que podem usar em vários pratos doces e salgados. E, já agora, fica outra dica: em vez de usar farinha para polvilhar as formas dos bolos, usem o pão-ralado.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tarte de ameixas

No final do Verão, vieram parar cá a casa umas ameixas vermelhas, grandes e vistosas. Os dias foram passando e continuavam rijas e azedas. Não havia meio de amadurecerem. É curioso, porque todos os anos nos acontece a mesma coisa. Não sei se é da qualidade da fruta (ou da falta dela). O que sei é que já estava farta de as ver na fruteira, como se tivessem adquirido lugar cativo. Das outras vezes, resultaram num excelente fruit cobbler (que é só das melhores sobremesas com fruta que podereis provar, além de que é um doce perfeito para dias frios, pois deve ser comido morno). Porém, não tinha todos os ingredientes necessários para o preparar. Lembrei-me de fazer uma daquelas tartes que se vê muito nos filmes americanos, mas por incrível que pareça não consegui encontrar uma receita por onde me guiar. Até que me ocorreu juntar a massa quebrada que tinha no frigorífico, com a compota de fruta do cobbler. Se bem o pensei, melhor o fiz. A tarte resultou muito bem e salvei as ameixas de um triste fim. Na altura não me ocorreu, mas juntando uma bola de gelado de nata (ou baunilha) a uma fatia desta tarte ainda morna, além do aproveitamento, ainda conseguia uma sofisticada sobremesa. Haja imaginação!


Ingredientes:

1 base de massa quebrada refrigerada
8 ameixas grandes
8 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico


Modo de preparação:

Lavar a fruta, retirar os caroços e cortar em pedaços (mantendo a casca). Colocar a fruta num tacho com o açúcar e o vinagre e cozinhar em lume brando por cerca de 5 minutos. Retirar do lume e colocar num pirex ou tabuleiro. Reservar.
Forrar uma tarteira com a massa quebrada, mantendo o papel vegetal na qual vem enrolada. Picar a massa com um garfo. Verter o preparado da fruta sobre a massa. Levar ao forno, até a massa estar cozida e douradinha. Servir morna ou fria.


Notas:

- Se não tiverem vinagre balsâmico, usem vinagre normal e reforcem a quantidade de açúcar com mais uma colher de sopa.
- É uma receita boa para aproveitar fruta madura e julgo que resultará igualmente bem com pêra, maçã, pêssego ou, até mesmo, banana.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bolo de laranja e vinho do Porto

Nas ruas, formam-se alfombras de folhas secas em redor das árvores. Ontem, degustei as primeiras castanhas da temporada. Hoje, rendi-me ao conforto de uma manta a rodear as pernas, porque o frio que há dias se vem instalando de mansinho, passou a barreira do suportável. E, desconfio, até ao fim-de-semana, a salamandra entra em funcionamento. Se dúvidas restassem, eis as evidências de que o Outono assentou arraiais...
Ao lanche, agora mesmo, troquei o iogurte do costume por uma chávena de leite quente com café. Aproveitei para aquecer as mãos enregeladas. Acompanhei com uma sande mista, mas a gula que sempre vive em mim trouxe-me à memória o sabor deste bolo
Sou fã assumida do blog "As receitas lá de casa", sobretudo dos bolos que a Maria João partilha connosco. Se ainda não conhecem, não sabem o que andam a perder! Lembro-me que, assim que botei os olhos na foto do bolo de laranja e vinho do Porto, fui assaltada por uma enorme vontade de largar tudo o que estava a fazer e ir para casa reproduzir a receita! O aspecto era tão tentador, tão ao meu gosto... Mesmo sem o provar, conseguia ter a certeza de que era uma pequena maravilha. Quando, finalmente, o provei (ainda morno), pude comprovar que é uma delícia.
Assim de repente, estou a lembrar-me que tenho uma laranja a rolar pela fruteira há semanas, o que é uma bela desculpa para voltar a fazer este bolo. Porque, se a chávena de leite com café me aquece as mãos, este bolo aquece-me o coração. Com o frio que corre lá fora, conforto é tudo o que queremos.


Ingredientes:

200 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar + 2 colheres de sopa
Sumo e raspa de 1 laranja
4 ovos
300 gramas de farinha
1 cálice bem cheio de vinho do Porto
3 colheres de sopa de coco ralado
1 colher de chá de fermento em pó


Modo de Preparação:

Amolecer, ligeiramente, a manteiga no micro-ondas. Juntar-lhe o açúcar e bater bem, até obter um creme homogéneo. Juntar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. De seguida, adicionar a raspa da casca da laranja, bem como o seu sumo, juntamente com o vinho do Porto. Mexer bem. Misturar o coco ralado, a farinha e o fermento, de uma só vez, e bater até ficar tudo bem misturado.
Verter a massa para uma forma de chaminé, previamente untada e polvilhada. Salpicar toda a superfície da massa com as duas colheres de sopa de açúcar. Levar ao forno, até cozer e dourar.


Notas:

- Usei pão-ralado em vez de farinha para enfarinhar a forma.
- Para verificar se o bolo está cozido, espetar um palito na massa e, se este sair limpo, o bolo está pronto.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bolo de iogurte com farinha integral

Já não é novidade por aqui a minha predilecção pelo bolo de iogurte. É um bolo que se faz desde sempre cá em casa, foi o primeiro bolo que fiz sozinha e entra naquela categoria de "comfort food". Sempre que o preparo, é como recuar a tempos passados. E depois, é um bolo de sabor inigualável e não conheço quem a ele não se renda. A sua receita serve-me várias vezes de ponto de partida para outros bolos ou queques que por aqui já partilhei. É tão fácil e descomplicada que se torna, também por isso, versátil. Resolvi experimentar usar farinha integral neste bolo, para ver como ficava. E o resultado final foi bastante apreciado. O bolo ficou lindo e muito aromático. Só me falhou um pormenor. Esqueci-me do fermento! Por esse facto, o bolo ficou um pouco enqueijado por dentro, mas garanto que em nada afectou a sua degustação. Não sobrou um pedacinho para contar a história. Deixo-vos a receita, para que a possam preparar para este fim-de-semana.


Ingredientes:

1 iogurte 

Usando o copo do iogurte como medida:
2 copos de açúcar
3 copos de farinha integral
3/4 copo de óleo
5 ovos
raspa da casca de uma laranja
1 colher de chá de fermento em pó


Modo de Preparação:

Bater muito bem o açúcar com os ovos. De seguida, juntar o iogurte, a raspa da laranja, o óleo e, por fim, a farinha integral. Colocar o preparado numa forma untada e polvilhada e levar ao forno até cozer e dourar, testanto a cozedura com um palito. 


Notas:

- Podem aromatizar com raspa da casca de limão ou outro citrino que gostem.
- O óleo pode ser substituído por azeite, que não altera em nada a consistência e o sabor do bolo.
- Usei um iogurte grego natural sem açúcar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Compota de Abóbora com Laranja e Canela

Neste princípio de Outono, a minha cozinha já cheirou a marmelada, simples (que nunca o é, pois a minha leva canela e vinho do Porto) e com nozes. Também já pairou no ar o aroma doce dos figos, tão bem casados com o moscatel de Setúbal. Este doces juntaram-se à compota de frutos vermelhos que fiz no Verão... Neste momento, tenho mais marmelos à espera que lhes dê um destino mais digno do que o lento apodrecimento. Junto a eles, maçãs, de várias qualidades, e abóboras. Falta-me tempo para me dedicar a estes frutos, para lhes dar o tratamento merecido. Porém, nem sempre nos podemos dedicar àquilo que mais gostamos de fazer. Há sempre outras obrigações no caminho... Já reflectiram no quão voraz é o tempo em que vivemos?
Divagações à parte, resta-me falar-vos de compotas do passado, de combinações testadas e aprovadas. Esta compota de abóbora com laranja e canela é deliciosa. Foi confecionada com abóbora que tinha arranjado e congelado, num desses momentos escassos de tempo. O seu sabor não ficou em nada adulterado por este facto, tendo resultado num doce com um sabor e cor estupendos. 
De facto, nem sempre há tempo para fazer tudo o que queremos, mas, às vezes, há formas subtis de contornar os obstáculos, sem sair do caminho.


Ingredientes:

1 kg de abóbora (descongelada e bem escorrida)
700 gramas de açúcar
2 laranjas (raspa e sumo)
1 pau de canela


Modo de Preparação:

Numa panela grande, colocar a abóbora já descongelada e bem escorrida. Juntar-lhe o açúcar, a raspa e o sumo das laranjas e o pau de canela. Misturar e levar a lume médio, mexendo sempre para não pegar. Quando a abóbora estiver cozida, retirar do lume, descartar o pau da canela e triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume (brando), até atingir o ponto de estrada. Colocar em frascos previamente esterilizados que se devem voltar, depois de bem fechado, com a tampa para baixo, a fim de ganharem vácuo.


Notas:

- Tinha congelado a abóbora, limpa de cascas e sementes, em cubinhos. Deixei a abóbora a descongelar no frigorífico de véspera. Depois, só foi necessário escorrer bem a abóbora, para retirar o excedente de água. Só depois de bem escorrida é que se deve pesar a abóbora, para obter a quantidade indicada.
- A fonte de inspiração para esta compota veio do blog "A economia cá de casa".
- Todas as dicas auxiliadoras na confeção de compotas estão reunidas neste post.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Bolo mármore de caramelo

O fim-de-semana está aí e nada melhor do que preparar um delicioso e reconfortante bolo para nos fazer companhia ao longo destes dias de descanso. Este mármore de caramelo é uma excelente opção. Requer poucos ingredientes e faz-se num ápice. Com este friozinho que já se instala, sabe tão bem uma chávena de chá acompanhada por uma fatia de bolo ainda morno. Garanto-vos que este é de um sabor inigualável e dos preferidos cá de casa!




Ingredientes:

150 gramas de manteiga
200 gramas de açúcar
4 ovos
200 gramas de farinha com fermento
4 colheres de sopa de caramelo


Modo de Preparação:

Bater a manteiga amolecida com o açúcar, até obter um creme homogéneo de cor esbranquiçada. Adicionar os ovos, um de cada vez. Misturar bem e acrescentar a farinha, em chuva. Dividir a massa em duas partes iguais e, a uma delas, juntar o caramelo líquido, envolvendo bem. Untar com manteiga e polvilhar com pão-ralado uma forma de chaminé. Distribuir as massas pela forma, alternadamente. Levar ao forno pré-aquecido, até cozer e dourar. Deixar arrefecer e desenformar.


Notas:

- A parte da massa sem o caramelo pode ser aromatizada com 2 gotas de essência de baunilha.
- Julgo que retirei esta receita de uma velhinha revista "Segredos de Cozinha".
- Usei caramelo de compra, mas podem utilizar caramelo feito em casa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Bolo de iogurte e bolacha

Bolos de iogurte, como sabeis, são recorrentes cá em casa. O iogurte é um alimento sempre presente no frigorífico e o bolo com ele confeccionado é uma das grandes marcas gastronómicas da minha infância. Além disso, é uma receita extremamente fácil e versátil. Desta vez, havia um pacote de bolachas já um pouco amolecidas e a "gritar" por socorro, que acabaram neste bolinho.


Ingredientes:

2 iogurtes líquidos
1 chávena de açúcar
2 chávenas de farinha com fermento
1/2 chávena de azeite
1 chávena de bolachas a gosto trituradas
4 ovos
sementes de chia para polvilhar


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar muito bem. Juntar o iogurte e o azeite e mexer. Envolver a farinha e as bolachas trituradas e misturar tudo muito bem, até obter uma massa lisa. Colocar numa forma untada e enfarinhada (ou forrada com papel vegetal). Polvilhar com sementes de chia e levar ao forno, até cozer e dourar.


Notas:

- A chávena usada como medida tem de capacidade 3 dl.
- As sementes de chia são opcionais. Podem substituir por outra semente, frutos secos ou, simplesmente, polvilhar com açúcar e/ou canela em pó.
- O azeite pode ser substituído por óleo vegetal.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Creme de alface com tomate

Vou confessar uma coisa: eu não sou grande fã de legumes. É claro que me esforço para os incluir na minha alimentação, porque tenho consciência dos seus benefícios para a saúde, mas não sou daquelas pessoas que come um bife grelhado com cenoura e bróculos cozidos com a mesma satisfação como se comesse bifinhos com cogumelos e batatas fritas. Não me interpretem mal... Há sopas e mesmo acompanhamentos que como com muito gosto. É o caso da sopa de nabos, do creme de legumes, do repolho salteado com bacon ou daquelas "trafulhices" em que trocamos a massa da piza ou da lasanha por fatias de curgete ou beringela... E adoro uma salada de pimentos assados!
Já a salada de alface, gosto bastante, desde que seja à minha maneira e feita com uma alface tenrinha... (daquelas esbranquiçadas, sabem?). Ora, a semana passada, tinha no frigorífico um grande pé de alface que mais parecia couve galega... Lembrei-me de fazer sopa de alface e retirei alguma inspiração desta receita. À hora de almoço, além da sopa, estava a fazer outro prato que levava polpa de tomate. A garrafa ficou apenas com aquele resto de polpa agarrado ao vidro e, vai daí, que me lembrei? Coloquei um fundo de água na garrafa, agitei e despejei na panela onde fazia a base refogada da sopa. Assim, consegui aproveitar ao máximo e, para minha surpresa, o creme ficou muito saboroso!



Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
polpa de tomate q.b.
2 curgetes grandes
1 batata média
1 alface
1 caldo de legumes
sal q.b.


Modo de Preparação:

Colocar as folhas da alface de molho em água com uma gotas de vinagre, a fim de remover as impurezas. Entretanto, numa panela, colocar a cebola e o alho em pedaços, juntar um fio de azeite e refogar. Quando a cebola estiver translúcida, juntar um pouco de polpa de tomate. Juntar a curgete e a batata cortadas em meias-luas, mais a água suficiente para cozer os legumes. Juntar o caldo de legumes, tapar e deixar cozinhar. Escorrer as folhas da alface e lavá-las uma por uma em água corrente. Retirar o excesso de água e colocar na panela. Quando os legumes estiverem cozidos, triturar a sopa com a varinha mágica. Se o puré estiver demasiado grosso, juntar água até ganhar a consistência desejada. Deixar ferver e retificar o sal, se necessário. Servir de imediato.


Nota:

- Acrescentei , juntamente com os outros legumes, talos de couve-flor e de bróculos. São óptimos para engrossar o puré da sopa e uma forma de aproveitar e rentabilizar os legumes.
- Pode servir com croutons e um fio de natas. Eu usei "chips" de cebola.
- Em vez de polpa de tomate, usar um tomate pequeno, sem pele, que se junta aquando dos outros legumes.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Compota de pêra e maçã com cardamomo e Amaretto

Já se sente o Outono a dar de si. Os dias estão menores e mais frescos, as copas das árvores começam a pintalgar-se de amarelo e carmesim e, até, as primeiras chuvas vão dando o ar da sua graça. Os frutos outonais também já vão ganhando espaço nas bancas dos mercados. Chegam os figos, as uvas, a pêra rocha e as várias qualidades de maçãs. Não tardará muito e teremos marmelos e dióspiros em abundância... E castanhas assadas a defumar o ar. Eu gosto do Outono. Dos seus cheiros e sabores, dos seus contornos e do muito que traz no regaço. Volta, também, a vontade de passar as tardes de sábado de roda do fogão, com compotas a borbulhar em altas panelas e bolos a crescer no forno e em aroma. O Outono é sinónimo de conforto, deleite, tranquilidade e um grande convite à reflexão e recolhimento. Não o deixemos, portanto, passar em brancas nuvens. Para hoje, pêra e maçã em compota, com um toque de criatividade.


Ingredientes:

1 quilo de maçãs e pêras, descaroçadas e descascadas
1 colher de chá de cardamomo moído
1 dl de Amaretto
750 gramas de açúcar
1 dl de água


Modo de Preparação:

Numa panela, colocar a pêra e a maçã, cortadas em cubos. Juntar o açúcar, o amaretto, a água e o cardamomo. Misturar e levar a lume médio, para a fruta cozer. Quando a fruta estiver cozida, triturar com a varinha mágica. Levar novamente ao lume até atingir a consistência desejada. Colocar, de imediato, em frascos previamente esterilizados.


Notas:

- Pode substituir-se o amaretto por outra bebida alcoólica a gosto.
- Todas as dicas para fazer compotas: aqui.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bolo de marmelada com amêndoa e sementes de chia

Que atire a primeira pedra quem nunca percebeu a meio da confecção de uma receita que, afinal, na despensa ou no frigorífico, não havia aquele ingrediente indispensável! Foi o que me aconteceu nesse dia. Apetecia-me imenso comer o maravilhoso bolo de noz e marmelada, que já figura cá no estaminé há uns bons anos. Com a massa do bolo a meio, apercebo-me que o frasco das nozes estava vazio. Socorri-me de um pacote de amêndoa moída e das sementes de chia para contornar esse facto. Fiquei um bocadinho desconsolada, é certo. Queria mesmo muito revisitar um bolo que é delicioso e que, com a falta das nozes e as minhas escolhas de substituição, ficou bastante diferente. Mas, ainda assim, ficou muito bom!


Ingredientes:

6 ovos
2 chávenas de chá de açúcar amarelo
3 chávenas de chá de farinha
1 chávena de chá de azeite
1 chávena de chá de amêndoa moída
100 gramas de marmelada em cubinhos
1 colher de chá de fermento
1 cálice de vinho do Porto
4 colheres de sopa de sementes de chia


Modo de Preparação:

Bater os ovos com o açúcar. Adicionar a farinha, o fermento, o vinho do Porto e o azeite. Juntar a amêndoa e as sementes de chia, assim como a marmelada cortada em pequenos pedaços. Envolver muito bem na massa. Vai ao forno, em forma untada e polvilhada, até que, ao espetar um palito no centro do bolo, este saia limpo.


Notas:

- Se não gostarem da ideia de usar azeite nos bolos, substituam por óleo vegetal.
- Para que os pedacinhos de marmelada não fiquem depositados no fundo da forma, basta envolvê-los em farinha antes de os juntar à massa do bolo. Assim, ficarão distribuídos mais uniformemente.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Compota de figo com vinho do Porto e Canela

Eu adoro figos! Sobretudo aqueles "pingo-de-mel", tão doces e macios, como um doce veludo. Hoje, chegou-me uma caixa deles, vindos do Mercado Municipal. Garantida está uma barrigada de figos ao natural, uma compota e uma tiborna de figos com presunto e queijo. No que à compota concerne, talvez opte, mais uma vez, pela de figo com moscatel, que tem vários apreciadores. Ou novamente por esta, que hoje apresento, com vinho fino e canela. Com os figos, não gosto muito de inventar. Eles são deliciosos só por si e "em equipa que ganha não se mexe". Mas, nunca se sabe...


Ingredientes:

1 quilo de figos pelados
750 gramas de açúcar
1 dl de água
1 dl de Vinho do Porto
1 casca de limão
1 pau de canela


Modo de Preparação:

Colocar os figos, já pelados, numa panela. Juntar o açúcar, a água, o vinho do Porto, a casca do limão e o pau de canela. Envolver. Levar a lume brando, mexendo com frequência para não pegar no fundo, até o doce ganhar consistência. Ter o cuidado de ir retirando a espuma que se formar à superfície, durante a cozedura.
Quando o doce atingir ponto, retirar do lume e descartar a casca de limão e o pau de canela. Colocar, imediatamente, em frascos, previamente, esterilizados. Fechar bem e voltá-los com a tampa para baixo, de forma a conseguir um vácuo natural.


Notas:

- Todas as dicas para fazer compotas estão reunidas neste link.